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DATA DA PUBLICAÇÃO 30/08/2017 | Cidade
Plano de Mobilidade de Mauá usa estudo de 2007
Plano de Mobilidade de Mauá usa estudo de 2007 Foto: Nario Barbosa/DGABC
Foto: Nario Barbosa/DGABC
Formulado para planejar o sistema viário da cidade a longo prazo, o Plano de Mobilidade Urbana de Mauá elaborado pelo governo do prefeito Atila Jacomussi (PSB) é baseado em dados anteriores à inauguração do Trecho Sul do Rodoanel. Aprovado ontem pela Câmara em definitivo, o projeto utiliza dados de 2007, três anos antes da inauguração do segundo ramal da rodovia que corta o município.

As informações que norteiam o plano foram extraídas da última edição da Pesquisa Origem-Destino da Região Metropolitana de São Paulo, realizada em 2007 pelo Metrô paulista e que pode ser facilmente encontrada na internet. O Trecho Sul do Rodoanel, segunda parte dos 180 quilômetros de extensão da rodovia a ser inaugurada, foi entregue pelo então governador José Serra (PSDB), hoje senador, três anos depois desse estudo: 30 de março de 2010. A pesquisa é feita a cada dez anos, mas há atualização do estudo a cada cinco – a última é de 2012.

O plano de Mobilidade mauaense também se baseia em estatísticas populacionais do Censo 2010, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística). Naquele ano, a população de Mauá foi estimada em 417.064 habitantes. Atualmente, a cidade abriga 457.696 moradores (40.632 a mais), segundo informações atualizadas do próprio IBGE.

Também foi posterior a esse período que o sistema de transporte coletivo municipal de Mauá passou por mudanças, com troca de empresa que gerenciava os itinerários. Isso ocorreu em 2013, no primeiro ano de mandato do ex-prefeito Donisete Braga (PT).

Outro ponto do plano que chamou atenção dos parlamentares na sessão de ontem foi o fato de propor a construção de três linhas de teleféricos no Jardim Zaíra. O equipamento é citado no texto como “compatível com o tipo de relevo encontrado em Mauá” e teria como objetivo ligar a região Norte da cidade com o Centro. A proposta não inclui, porém, previsão orçamentária para a construção desse tipo de transporte. Na vizinha Ribeirão Pires, projeto semelhante foi idealizado pela gestão Saulo Benevides (PMDB), mas foi engavetado por ser considerado inviável por falta de licenças técnicas.

Líder de governo na Casa, Professor Betinho (PSDC) argumentou que o plano foi elaborado por uma empresa contratada na gestão anterior, mas não soube explicar por que o Paço não buscou atualizar os dados. Único a votar contra a medida, o oposicionista Marcelo Oliveira (PT) classificou o plano de Mobilidade como “defasado”.

PRESSA
Calhamaço de 250 páginas, o plano de Mobilidade foi protocolado pela Prefeitura na Câmara às 17h23 do dia 21. No dia seguinte à tarde, num intervalo relâmpago, a proposta foi aprovada em primeiro turno pelos parlamentares e, ontem, passou em segunda e última votação.

Os próprios governistas admitiram que a pressa para aprovar o plano de Mobilidade urbana se dá porque Atila tem tentado destravar a transferência de recursos para para custear obras no setor.

Por Júnior Carvalho - Diário do Grande ABC
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