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DATA DA PUBLICAÇÃO 18/10/2013 | Cidade
Petroleiros paralisam refinaria em Mauá
 Petroleiros paralisam refinaria em Mauá Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Os trabalhadores da Recap (Refinaria de Capuava), em Mauá, estão de braços cruzados. Desde ontem, os 500 colaboradores diretos da unidade da Petrobras paralisaram as atividades fabris, por tempo indeterminado, em protesto ao leilão do Campo de Libra, na Bacia de Campos, marcado para segunda-feira.

Isso significa que empresas vão poder explorar petróleo e gás natural na região do pré-sal sob o regime de partilha. Estão em jogo 11 empresas, que pagaram uma taxa para poder participar do leilão, dentre elas grandes estrangeiras norte-americanas, chinesas e colombianas explica o diretor do Sindipetro-SP (Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo), Juliano Deptula Lima.

“Não podemos ficar parados vendo nossa grande riqueza natural ser retirada por companhias estrangeiras. Esse deve ser nosso monopólio. As empresas brasileiras é que devem ter direito a essa reserva gerando emprego para nosso País”, defende. Além disso, a classe trabalhadora também é contra o Projeto de Lei 4.330, que preconiza a terceirização da mão de obra.

Segundo o dirigente sindical, a empresa que vencer o primeiro leilão terá que pagar à União um bônus de R$ 15 bilhões (US$ 6,5 bilhões). “Esse valor é muito baixo, já que aquela região está avaliada em, aproximadamente, US$ 14 trilhões. Isso não é justo.”

De acordo com Lima, com esse valor daria para “sustentar” a rede do SUS (Sistema Único de Saúde) por mais 300 anos, ou aplicar em Educação por mais 800 anos.

Segundo informações dos sindicatos do Estado, a adesão dos trabalhadores é de 100%. A operação está sendo mantida na maior parte do País pelas equipes de contingência da Petrobras, formadas por gerentes, supervisores e outros profissionais que normalmente não executam as tarefas de rotina das refinarias, plataformas e terminais, o que coloca em risco a segurança das equipes e unidades.

Na refinaria de Mauá a expectativa é de que os funcionários indiretos (que somam entre 600 e 700 pessoas) também passem a aderir à greve. “Até o momento não tivemos nenhuma posição da Petrobras. Portanto, vamos seguir parados.”

ABASTECIMENTO - Segundo Lima, a população não deverá sentir os reflexos dessa paralisação. “A não ser que se estenda por 15 dias, aí sim pode ser que haja falta de combustível ou gás de cozinha (GLP). Mas ainda é muito cedo para prever. Temos estoques.” Da refinaria, os produtos provenientes do petróleo (como a gasolina, diesel e o GLP) são encaminhados para os terminais e, depois, para as redes de distribuição.

Por nota, a Petrobras informou que tem como prática tomar todas as medidas necessárias para garantir suas operações, de modo a não haver qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado, sendo mantidas as condições de segurança.

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e o Ministério das Minas e Energia garantiram que, apesar das manifestações, o leilão não será adiado.

Funcionários pedem 5% de aumento real

Os petroleiros estão em plena campanha salarial. Com data base em 1º de setembro, a categoria pleiteia 5% de reajuste real, além da reposição da inflação, fechada no mês em cerca de 6%. “Até que temos avançado na discussão das cláusulas econômicas. Mas, temos a consciência de que podemos avançar mais. O que queremos mesmo é priorizar as discussões em torno dos itens sociais”, explica o diretor do Sindipetro-SP Juliano Deptula Lima.

Os funcionários do ramo pedem que os planos de saúde se estendam aos pais e mães. “Metade do nosso contingente de trabalhadores é de jovens, tem abaixo de 35 anos e ainda mora com os pais. Essa é uma luta bastante importante.” Além disso, licença-paternidade (de 90 dias) e expansão da licença-maternidade (de 120 dias para 180 dias) também fazem parte da pauta de reivindicação deste ano, de âmbito nacional.

Sobre as negociações, a Petrobras diz, por meio de nota, que realizou uma série de reuniões. A estatal propôs reajuste de 7,68% (somados inflação e aumento real) e gratificação equivalente a uma remuneração. A empresa afirma que está aberta ao processo.

Por Tauana Marin - Diário do Grande ABC
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