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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/08/2008 | Setecidades
Parceria permite levar animais abandonados para passear e brincar
Você ama os animais, se compadece com a história de cães e gatos abandonados, mas não tem condições de adotar um bichinho sem família? Pois saiba que é possível ajudar a diminuir o sofrimento de alguns desses animais gastando pouco tempo e dispensando muito amor.

Uma parceria firmada no último dia 16 entre o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) de São Bernardo e entidades protetoras pretende humanizar o tratamento dado aos animais abandonados no município. Graças ao acordo, protetores e simpatizantes da causa podem fazer visitas diárias ao Canil Municipal para passear, brincar e até dar banho nos bichos recolhidos.

Atualmente, o CCZ de São Bernardo abriga 38 animais, na sua maioria adultos. As visitas podem ser feitas diariamente, das 8h30 às 17h30 (exceto horário de almoço, das 11h30 às 12h30), e aos sábados até as 12h. Durante esse período, os visitantes podem entrar nos canis e gatis (limite de até três pessoas por baia), brincar com os animais na área externa e, uma vez por semana, higienizá-los. As visitas são orientadas pela equipe do CCZ.

De acordo com a secretária de Comunicação da Prefeitura, Andréa Brock, a idéia é transformar o Centro de Zoonoses em algo mais humano. "Estamos abrindo o CCZ para protetores e simpatizantes da causa animal. Isso já existe em São Paulo, mas no Grande ABC a iniciativa é inédita", afirma.

O protetor Luiz Scalea, da Apasfa (Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis), acredita que a abertura do CCZ para o público é benéfica. "Atualmente, a população é chamada a fazer isso para nós, humanos. Isso dá a possibilidade para aquelas pessoas que não são protetoras, mas são simpáticas à causa animal, que se dirijam ao centro de zoonoses e encontrem um animal precisando de carinho e atenção", considera. "Quem entende a dor de um animal vai saber entender a dor do semelhante. Isso desencadeia nas pessoas um sentimento melhor."

Preconceito - Quem visita um centro de zoonoses deve se preparar para encontrar animais que podem ter sido vítimas de maus tratos ou que não se encaixam nos "padrões de beleza" dos bichinhos à venda nos pet shops. "Aquela pessoa que tem preconceito com um CCZ porque acha que tem pulga, animal com sarna, tem que fazer uma reflexão. Espero que ninguém a rejeite e que não tenha nojo caso ela precise de uma mão amiga", conclui o protetor.

A vida nos abrigos, no entanto, não é um impedimento para a felicidade de muitos animais que esperam pela adoção. Para Luiz Scalea, engana-se quem pensa que as visitas esporádicas geram frustrações nos animais enclausurados. "A continuidade da vida está no pensamento dos bons momentos que tivemos. Tenho certeza que aquele animal vai querer continuar vivendo porque vai esperar pela visita de uma boa alma. Talvez ele consiga amolecer o coração de alguém e essa pessoa perceba que sempre cabe mais um ser, independentemente da cor e raça", analisa.

Por Fabiana Piasentin - Diário Online / Foto: baixaki.ig.com.br
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