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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/06/2016 | Turismo
Paraty: literatura e história em um só lugar
“Chão de pedras tortas/Cheia de histórias e estórias/janelas que se abrem para admirar e receber o mundo/aonde o barulho são os idiomas, os dialetos.” Os versos iniciais do poema Assim é Paraty, de Camila Senna, resumem bem o que é a cidade tanto para quem mora lá quanto para quem vai visitá-la: um lugar belo, rico em cultura, em diversidade, história e receptividade. Quer conferir? É só visitá-la para constatar.

Mas vale a dica: o evento que mais ‘ferve’ por lá é a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), cuja 14ª edição acontecerá dos dias 29 de junho a 3 de julho. E a escolha de uma poesia para abrir esta reportagem não foi à toa, porque a homenageada do ano será a poetisa Ana Cristina Cesar (1952-1983). É nesta época do ano que os intelectuais, alguns famosos e centenas de turistas circulam pelas ruas de pedra – que todos os dias abrigam um movimento cultural local – para apreciar o que a cidade, que fica no Rio de Janeiro, tem de melhor.

A começar pela sua arquitetura, que começou a ser construída ainda no século 16, período em que ela foi sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil (1530-1815). Ao entrar em seus casarões coloniais – alguns são sede de hotéis, pousadas e restaurantes hoje – é como fazer uma viagem no tempo, inclusive se pensar quem passou por lá há séculos.

Se quiser conhecer sua história vivenciando na pele, um passeio de carruagem é uma boa opção, por ser a única opção de transporte por lá na época do império. Os guias falam sobre a época do ouro, do café, as pessoas importantes que moraram na cidade, o mercado negreiro, a história das ruas de pedra, chamadas de pés de moleque, a decoração dos casarões, entre outras coisas. O passeio, que dura 30 minutos, custa, em média R$ 20 por pessoa.

Conheceu o centro histórico e quer aproveitar para almoçar? Opções de restaurantes, que atendem a diversas gastronomias, não faltam.

A dica é o Da Cidade Restaurante e Pizzaria (Rua do Comércio, 40), que serve prato feito da melhor qualidade – o prato do dia custa cerca de R$ 68 e serve bem duas pessoas – e, é claro, pizza. Vale a pena o investimento. Outra opção é o Restaurante Caramujo (Rua Domingos Gonçalves de Abreu, 139). Um pouco mais rústico, mas os pratos, inclusive o bife à parmegiana, são de comer rezando.

Vale também conhecer as lojinhas com iguarias locais – que vendem a famosa cachaça Gabriela – e parar para saborear o melhor sorvete da sua vida no Ice Paraty (R. João Luís do Rosário). Nunca mais nenhum outro será igual, pode ter certeza.

Igrejas são reduto de fé e tradição

A igreja de Santa Rita de Cássia, construída em 1722, é o cartão-postal de Paraty. Embora eu tenha ido pelo menos oito vezes para a cidade – sim, sou apaixonada por lá –, em nenhuma dei sorte de encontrá-la aberta à visitação. Mas da última vez, eis que vejo suas portas escancaradas (descobri que, na verdade, o local ficou fechado durante sete anos para reforma e restauro, e foi reaberto em junho de 2015). Tive a sorte de conhecer o Museu de Arte Sacra de Paraty, inaugurado em 1976. Lá estão peças do século 17, como o relicário de Santa Susana, algumas do século 18, em madeira ao estilo rococó, Nossa Senhora da Conceição e de Nossa Senhora do Carmo, entre outros.

E, no centro do altar está, é claro, a Santa Rita. Sua tradicional festa é realizada do período de 8 a 17 de julho, com procissões, missas, ladainhas, cânticos e orações.

Outra igreja que nunca havia entrado, mas que também da última vez que estive lá consegui, foi a Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, cujas obras tiveram início em 1646. Independentemente da religião, não dá para negar: lá mora uma energia sem igual. Além disso, é belíssima e nas suas galerias superiores funciona a pinacoteca Antônio Marino Gouveia, com obras de Djanira, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Frank Schaeffer, Armando Viana e outros.

E um pouco menor, mas não menos importante, está a Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, que quando foi erguida, em 1725, era destinada aos escravos que ajudaram em sua construção. Ela é a única de lá com os altares dourados. Em novembro promove a Festa dos Santos com missa, procissão, ladainhas e celebrações tradicionais como as figuras do rei e da rainha, as folias e o mastro com as imagens dos santos

Por Miriam Gimenes - Diário Online
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