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DATA DA PUBLICAÇÃO 15/12/2013 | Setecidades
Papai Noel distribui alegria em São Caetano
Papai Noel distribui alegria em São Caetano Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
Fernando Bergh, 78 anos, não tem longa barba branca. Mas, assim como Papai Noel, viajou o mundo a trabalho. Só não levava presente às crianças. Isso o classificador de algodão aposentado faz agora. Pela oitava vez ele deu vida ao Bom Velhinho durante a 12ª edição do Natal de Luz, evento beneficente realizado ontem em São Caetano.

Morador da cidade há 64 anos, Bergh nunca teve a pretensão de representar o personagem natalino. “As coisas acontecem na vida sem a gente imaginar.” Até que, certo dia, foi intimado por um dos organizadores da iniciativa a vestir-se de Noel. “Começou assim. Gostei.”

No início, o voluntário andava de viatura do Corpo de Bombeiros. Até que sua chegada ao evento evoluiu. O Bom Velhinho passou a vir do céu. Renas e trenó voadores não são possíveis. O jeito, então, foi colocá-lo em um helicóptero. Ontem, o pouso aconteceu no campo do Clube Águias de Nova Gerty, por volta das 16h30. Papai Noel foi recebido com gritos, muita agitação e fogos de artifício.

“É uma loucura. Querem pular em cima e tirar fotos. Não gostam que eu jogue as balas, preferem receber das mãos. A gente se emociona muito. É um dia diferente”, disse Bergh, pouco antes de entrar na aeronave. O trajeto até o clube foi acompanhado pelo Diário.

O Natal de Luz é realizado pelas paróquias Santo Antônio e Nossa Senhora das Graças. Cerca de 60 voluntários participaram da ação, que ofereceu dia cheio de atividades para cerca de 1.500 pessoas. Tudo começou com café da manhã. A criançada pôde se divertir em brinquedos infláveis. Os adultos assistiram a shows.

No começo da tarde veio o almoço. E, algumas horas depois, o ponto alto do evento: a chegada de Noel, seguida pela distribuição de 715 sacolinhas de Natal para crianças de famílias carentes – dos bairros São José e Nova Gerty – e lares assistenciais, que continham roupas, calçado, brinquedos, doces e itens de higiene.

Há 12 anos, a iniciativa é encabeçada por Antônio Rogério Castelo, 49. Neste ano, ele e voluntários, além de apoiadores, se desdobraram para organizar a festa. “A ideia é proporcionar tudo para que tenham Natal digno.”

O salão em que Papai Noel distribuía os presentes estava lotado. Mas ninguém se importava com o calor ou o aperto. Cada criança estava mesmo preocupada em ouvir o nome para subir ao palco, abraçar o Bom Velhinho, tirar foto e receber o regalo.

Entretanto, não eram as únicas presenteadas. “Faço pela satisfação. Faz bem para a gente”, afirmou Bergh. Pelo visto, mais pessoas se sentiram afortunadas durante o evento.

Pais e filhos comemoram doações

Próximo à escada que levava ao Bom Velhinho, Matheus Torres Feitosa Lima, 11 anos, aguardava ansioso chamarem seu nome. A inquietante espera logo seria recompensada pela entrega da sacolinha com roupas, calçado, doces e brinquedo. “Não sabia que ele vinha de helicóptero. Pensei que era o da polícia. Quando vi o Papai Noel, comecei a gritar.”

Do lado de fora do salão do Clube Águias de Nova Gerty, onde os presentes eram dados, Rita Gonçalo Ribeiro, 50, vivenciava aflição semelhante a das crianças. A dona de casa, entretanto, almejava saber se as cestas básicas realmente seriam distribuídas. “Eu preciso.” Ela e a família moram na casa que pertence a um conhecido. O marido, que atua como pedreiro, nem sempre tem trabalho. Vivem com cerca de R$ 600 mensais.

Rita foi ao evento acompanhada pelo neto, de 4 anos, e três filhos, de 10, 11 e 13 anos. “Perguntavam quando iria chegar o dia de vir aqui. Levantaram cedinho da cama, antes de mim.”

Renata Batista Almeida, 8, também não deu trabalho para acordar, ao contrário do que ocorre nos dias de aula.

“Para a gente é tudo de bom. É momento mágico. As crianças chegam em casa e já querem vestir as roupas e comer os doces de uma vez”, afirma o pai da menina, Ricardo dos Reis Rocha, 31

Por Juliana Ravelli - Diário do Grande ABC
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