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DATA DA PUBLICAÇÃO 05/12/2010 | Informática
Pacotão de segurança: vírus, segurança e ataques a Mac e Linux
O pacotão dessa semana irá tratar basicamente dos comentários deixados pelos leitores no texto da segunda-feira passada, sobre o aumento considerável no número de pragas digitais para MacOS X. Alguns leitores deixaram críticas, outros deixaram dúvidas. Confira.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.

>>> Antivírus para gadgets
Lembro-me de um problema de funcionários da Casa Branca com a segurança do iPad. Pelo que entendi, usuários Apple terão que se preocupar com seus periféricos também? Já existe uma licença de antivírus para o Mac e os periféricos? E qual é o melhor?
Pedro Artur Cruz de Melo

O problema da Casa Branca ao qual eu acredito que você se refere foi o vazamento de endereços de e-mail ligados ao identificador do iPad usando durante o login em serviços da operadora norte-americana AT&T.

Não foi um problema ligado a vírus. O iOS usado pelo iPhone e pelo iPad é uma plataforma fechada que, sem o desbloqueio, obriga cada desenvolvedor a obter uma assinatura para que seu software seja executado no dispositivo. Com isso, o aplicativo já é distribuído pela própria Apple no App Store. Ou seja, a Apple pode verificar cada programa criado para o iOS e atestar a presença de código malicioso.

Isso complica muito a vida dos invasores. Vírus para Windows tiram proveito do fato de que qualquer software pode ser executado livremente na plataforma. Não existe o mesmo tipo de verificação que existe no iOS.

A Apple pretendo criar algo parecido para os computadores com MacOS X, mas deve ser algo parcial: enquanto no iOS a verificação é obrigatória, no MacOS X ela vai ser opcional para permitir a inclusão numa lista oficial de softwares para o OS X.

O modelo do iOS tem impedido pragas de aparecem para iPhone e para o iPad. Alguns ataques isolados ocorreram contra dispositivos desbloqueados (jailbreak), pois esses não possuem mais a proteção restritiva da Apple. Ataques ao iOS ainda podem acontecer, mas dependem do uso de falhas de segurança. Foi o caso do software espião criado no mês passado: ele usava uma falha já corrigida no iPhone.

Quem manter seu aparelho atualizado provavelmente não terá problemas, desde que a Apple consiga corrigi-lo rapidamente – e nesse ponto é preciso esperar para que ataques reais e complexos ocorram para avaliar se a reação da empresa será adequada.

>>> Não citar Linux, defender o Windows
Entendi... Há vírus para Mac, só não entendi por que você defende tanto o Ruindows (Windows) na matéria, e nem cita o Linux. Essa matéria mais parece propaganda para a Microsoft. Como no caso do “fantástico” Alpha da Negativo (digo, Positivo). Acredito que deveria ser mais imparcial, a não ser que role um patrocínio.
Marilene de Assis Souza

Marilene, eis a resposta consolidada para questionamentos como o seu: usuários de Linux e Mac têm muito, muito menos chance de serem infectados do que usuários de Windows. No Linux, a chance é praticamente nula, como também era no MacOS X até 2008.

Usuários de Windows com versões antigas do sistema operacional (sem as atualizações do Windows Update) podem ser infectados só por estarem na internet. Esse não é o caso com usuário de Linux e Mac (nem Windows atualizado). Quem está com tudo atualizado no Windows ainda pode ser alvo de ataques que exploram falhas em plugins como Reader, Flash e no Java; essas falhas, embora existam em outras plataformas, não costumam ser exploradas nelas.

Ou seja, existem bem menos ataques contra Linux e Mac e a coluna não vai entrar no mérito das razões dessa diferença, porque em muitos casos é possível ver falhas idênticas e que somente são exploradas no Windows. Na tabela abaixo, os ataques a servidores Linux registrados pelo Zone-H mostram que, em um mercado dominado pelo Linux, o Linux é mais atacado que Windows.

Ataques em Servidores Web (Zone-H)
Ano Linux Windows
2000 931 2.587
2001 4.080 13.549
2002 22.693 43.441
2003 191.720 58.571
2004 247.113 119.402
2005 276.294 179.945
2006 446.039 258.129
2007 305.968 139.427
2008 352.449 141.061
2009 378.728 143.151
2010 256.648 87.959
Total: 2.482.663 1.187.222

A coluna não defende o Windows, apenas mostra a diferença na resposta da Microsoft comparada às outras empresas, como também comparou projetos de código aberto como o Firefox, que normalmente corrige as brechas encontradas muito mais rapidamente do que qualquer outro software e, principalmente, mais rápido do que o Internet Explorer. Ao passo em que a Apple apagou um artigo de sua base de conhecimento sobre o uso de antivírus, também decidiu incluir uma proteção rudimentar contra pragas digitais no Snow Leopard. É contraditório.

A coluna já falou sobre a segurança de Linux e Mac, e especialmente a diferença entre ameaças e riscos desses sistemas.

Recursos que impedem a execução de programas
sem os direitos adequados levam à criação de
pragas que se adaptam a ambientes restritos.>>> Permissão do administrador
Colunista extremamente tendencioso. Por definição, “vírus” (qualquer software) que precisa da autorização do administrador para fazer alguma coisa não é ameaça real. Sou usuário pesado Apple e consultor especializado há 12 anos. Nunca usei qualquer antivírus nos Macs, pois na prática não existem.
Bernardo Busatto

Existem vírus para Windows que não dependem de autorização do administrador para realizarem atividade maliciosa. Com o uso de recursos como UAC e as contas limitadas ficando mais comuns, é provável que o número de pragas capazes de funcionar com recursos reduzidos aumente.

É claro que quem usa o sistema com um usuário administrativo ainda terá problemas maiores, considerando que o acesso administrativo permite ao vírus agir livremente e se “infiltrar” no sistema de uma forma mais profunda.

Mas não é verdade que um vírus precisa desse acesso. Uma praga, por exemplo, poderia roubar a senha do seu banco sem o acesso administrativo.

A coluna Segurança para o PC de hoje fica por aqui, mas fique atento para notícias de segurança a qualquer momento aqui no G1. Se você tem dúvidas, deixe-as na área de comentários para os próximos “pacotões”. Até lá!

*Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.

Por Altieres Rohr - Especial para o G1*
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