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DATA DA PUBLICAÇÃO 19/06/2008 | Cultura
Paço de Santo André exibe arte em cubos
Desde a tarde de ontem, quem caminha pelo Paço Municipal de Santo André se depara com quatro grandes cubos (2,50 metros x 2,50 metros) cobertos por imagens impressas em vinil. Espalhados no espaço entre o Fórum, o prédio executivo, a Câmara e a Biblioteca Nair Lacerda, as instalações compõem a exposição Artevinil, parceria da Casa do Olhar e do Estúdio Brasileiro. A mostra é o piloto do Kubiko, projeto da empresa andreense de arteducação que pretende firmar parcerias com equipamentos públicos de cultura e divulgá-los da mesma maneira que a feita em Santo André: colocando suas atrações ao alcance de qualquer pessoa.

Para a inauguração do projeto, foram selecionadas 15 obras para exposição: 11 pertencentes ao acervo da Casa do Olhar e outras quatro que iam ao encontro de uma das características dessa exposição especificamente: o uso de vinil. "Provoquei o Estúdio Brasileiro: porque esse material também não poderia servir como suporte de uma obra além de ser um meio de reprodução?", afirma o curador da Casa do Olhar, Saulo di Tarso.

Dessa forma, às peças ampliadas de Fernando Pião (quatro), Ana Calvazara (quatro) e Tina Salgado (uma), que estão no acervo do espaço cultural, juntaram-se a mais quatro produções de Ricardo Macedo, artista de Belém do Pará que trabalha com o material. A exposição foi patrocinada pela Solvay Indupa.

Além das obras, todas escolhidas pelo critério de dialogar de alguma forma com a arte fotográfica, um cubo estampa em uma de suas faces o mapa de localização da Casa do Olhar. "A idéia é que dessa forma as pessoas consigam conhecer o espaço posteriormente", diz o arquiteto Arthur Pugliese, do Estúdio Brasileiro, idealizador do projeto Kubiko ao lado de Daniel Cywinski.

Embora inaugurada em Santo André, onde se localiza a empresa, a iniciativa não deve centrar forças apenas no Grande ABC. "É algo que pode ser desenvolvido no mundo todo. Seu formato também facilita a itinerância", diz Pugliese. Atualmente, os idealizadores negociam instalar a mesma exposição em Paranapiacaba, durante o Festival de Inverno a ser realizado entre 12 e 27 de julho. Por isso, a princípio, não há prazo para retirada das obras do Paço.

O vinil também não deve ser a única base para exibir arte em espaços públicos. "Há ainda a possibilidade de utilizar blocos em branco onde se possa grafitar", exemplifica Pugliese.

O Estúdio Brasileiro tem como projetos mais conhecidos o Curta Química e Natureza, no qual estudantes da oitava série trabalham o tema meio ambiente pelo audiovisual, e Mestres da Obra, em que ateliês de arte são levados para canteiros de obra.

Por Ângela Corrêa - Diário do Grande ABC
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