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DATA DA PUBLICAÇÃO 10/05/2018 | Cultura
Ozzy Osbourne diz que pode voltar ao Brasil após turnê de despedida, mas cita cansaço: ''Me sinto como rato em uma roda''
Ozzy Osbourne diz que pode voltar ao Brasil após turnê de despedida, mas cita cansaço: ''Me sinto como rato em uma roda'' Ozzy Osbourne (Foto: Daigo Oliva)
Ozzy Osbourne (Foto: Daigo Oliva)
Cantor vem ao país para última turnê mundial e shows em São Paulo, neste domingo (13), Curitiba na quarta-feira (16), Belo Horizonte no dia 18 e Rio de Janeiro no dia 20.

Ozzy Osbourne está cansado. Completando quase 50 anos na estrada, tanto com os companheiros de Black Sabbath quanto em carreira solo, o cantor britânico vem ao Brasil para quatro shows daquela que promete ser sua última turnê mundial. Mesmo assim, em entrevista ao G1, ele afirma que essa pode não ser sua despedida do país.

“Talvez seja, mas eu ainda estarei fazendo shows. Então pode ser que eu volte em algum momento”, diz Ozzy, pelo telefone.

“Eu vou à América do Sul agora, depois vou à Austrália, à Europa, volto aos Estados Unidos. Me sinto como se fosse um rato em uma roda.”

O primeiro dos shows do cantor de 69 anos acontece neste domingo (13), no Allianz Parque, estádio do Palmeiras. Ele ainda passa por Curitiba na quarta-feira (16), Belo Horizonte no dia 18 e Rio de Janeiro no dia 20.

Vovô Príncipe das Trevas

Essa não é a primeira vez que Ozzy anuncia que não fará mais turnês. A atual, aliás, se chama “No more tours 2”, uma continuação indireta da infame de 1992, quando o cantor foi diagnosticado, erroneamente, com esclerose múltipla.

Ele não queria parar na época, e não necessariamente quer parar agora, mas os anos na estrada o privaram de muitas coisas. “Perdi meus filhos crescendo enquanto viajava. Só quero ficar mais em casa agora”.

O que motiva o chamado “Príncipe das Trevas” a finalmente querer sossegar? Provavelmente o nascimento de sua terceira neta, Minnie, em fevereiro. “Acabei de me tornar vô pela terceira vez. Eu amo muito minhas netas. Sou um cara louco, mas quero passar mais tempo com elas”, explica.

“Quando saio em turnê, fico muito tempo fora de casa. Eu tenho netas agora, tenho uma família que eu nunca vejo. Quero passar mais tempo com a minha família.”

Despedidas

Ozzy também passou por outro adeus há pouco tempo. Em 2017, o Black Sabbath realizou o último show da turnê “The end”, em que três de seus quatro integrantes originais se despediram dos palcos como grupo.

Pioneiro do heavy metal, Ozzy, ao lado do guitarrista Tony Iommi e do baixista Geezer Butler, disse adeus em sua cidade-natal de Birmingham, na Inglaterra.

“Não foi tão emocional, mas rolou um pouco de emoção, porque tudo começou em Birmingham, e agora acabou lá”, conta.

“O único problema foi que Bill Ward não estava lá. Sabe, não foi exatamente o Sabbath sem ele."

Ward, baterista fundador da banda, se afastou dos demais por divergências em relação ao cachê – ou por problemas de saúde. Depende de quem apresenta sua versão dos fatos.

Sorte e tributo

Ao contrário da última vez em que esteve no Brasil com um show solo, em 2015, Ozzy conta agora com a companhia de Zakk Wylde, um dos guitarristas que mais o acompanharam.

Mesmo assim, ele não se lembra de listá-lo entre os grandes com quem tocou. “Tony Iommi é um grande guitarrista”, afirma, sobre o companheiro considerado um dos principais responsáveis pela criação do heavy metal após um acidente ferir sua mão e obrigá-lo a tocar de forma diferente.

“Mas Randy Rhoads foi ainda melhor. Tenho tido muita sorte em minhas parceiras em minha carreira”, conta. Ele se refere ao músico com quem se apresentou logo após deixar o Black Sabbath, em 1979, e que morreu em 1982, aos 25 anos.

Sua morte bizarra – ele estava em um pequeno avião que tentava voar próximo ao ônibus da turnê, onde Ozzy dormia – marcou o cantor, e gerou o melhor disco ao vivo de sua carreira, “Tribute to Randy Rhoads”.

“Eu nunca, jamais consegui ouvir "Tribute to Randy Rhoads". Me machuca muito. Me deixa louco. Eu lembro do dia em que ele morreu. Foi realmente uma notícia terrível.”

Além de Wylde, Ozzy contará com o baixista Blasko, com o baterista Tommy Clufetos e com o tecladista Adam Wakeman, dois que tocaram com o Sabbath no país em 2016.

Já do vocalista o público pode esperar o de que ele sempre entregou. “Coração e alma. Dou sempre meu coração e alma. É o meu trabalho, porra. Eu tenho muito respeito pelo público que vem aos meus shows.

Ozzy Osbourne no Brasil

São Paulo


Data: Domingo (13)
Abertura dos portões: 16h00
Apresentação: 21h30
Local: Allianz Parque - Rua Turiassú, 1840 - Perdizes, São Paulo
Preço: Entre R$ 130 (meia) e R$ 680

Curitiba

Data: Quarta-feira (16)
Abertura dos portões: 16h00
Apresentação: 21h00
Local: Pedreira Paulo Leminski - Av. João Gava, S/N - – Abranches - Curitiba - PR
Preço: Entre R$ 128 (promoção) e R$ 650

Belo Horizonte

Data: Sexta-feira, 18 de maio de 2018
Abertura dos portões: 16h00
Apresentação: 21h00
Local: Esplanada do Mineirão - Av. Antônio Abrahão Caram, 1001 - Pampulha, Belo Horizonte/MG
Preço: R$ 120 (promoção) e R$ 600

Rio de Janeiro

Data: Domingo, 20 de maio de 2018
Abertura dos portões: 16h00
Apresentação: 20h30
Local: Jeunesse Arena - Avenida Abelardo Bueno, 3401 - Barra da Tijuca - RJ
Preço: Entre R$ 140 (meia) e R$ 680

Por esar Soto, G1
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