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DATA DA PUBLICAÇÃO 23/03/2018 | Economia
Ovo de Páscoa é até 504% mais caro do que barra
Ovo de Páscoa é até 504% mais caro do que barra  Entre as alternativas para economizar na data, chocolates caseiros também são opções mais em conta. Foto: Denis Maciel/DGABC
Entre as alternativas para economizar na data, chocolates caseiros também são opções mais em conta. Foto: Denis Maciel/DGABC
Faltam dez dias para a Páscoa, e quem busca economizar pode procurar alternativas para substituir os tradicionais ovos industrializados. Para se ter ideia, conforme pesquisa feita pelo Diário, com o valor de um ovo é possível comprar até dez barras do mesmo chocolate, cuja diferença de preço chega a 504,04%.

É o caso do modelo dos Vingadores (Garoto), de 150 gramas, feito de chocolate ao leite, que sai por R$ 47,70, em média. Ao mesmo tempo, a barra de 100 gramas do mesmo produto custa em torno de R$ 4,77 nos supermercados da região, ou seja, é possível comprar dez barras com o preço de um ovo, totalizando um quilo da guloseima.

Em situação parecida, o ovo do Homem-Aranha (Nestlé), de 150 gramas, custa, em média, R$ 44,17, ante R$ 5,04 da barra do mesmo chocolate – diferença de 484,24%. Ou seja, dá para comprar quase nove barrinhas.

Embora seja desconsiderado o custo do brinquedo que acompanha o produto, em ambos os casos, é possível buscar alternativa de itens similares na internet, por exemplo. Ou, muitas vezes, bonecas ou carrinhos até mais interessantes, e pelo mesmo valor.

“Os adultos podem aproveitar a data para mostrar às crianças que o fato de ganhar um ovo de chocolate é um privilégio, mesmo que não seja o modelo desejado. É um ótimo momento para desenvolver consciências econômica e social dos pequenos”, destaca Ricardo Balistiero, economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Quanto ao Bis (Lacta), a diferença é de 343,59%. O ovo de 318 gramas chega a R$ 44,24, enquanto que a caixa de 125 gramas e 20 unidades custa R$ 3,92 – com o preço do ovo, o consumidor pode comprar 11 caixinhas e ficar com mais de um quilo do mesmo chocolate.

Balistiero afirma que é essencial evitar fazer gastos que comprometam a saúde financeira da família, embalado pela data comercial. “É preciso pesquisar muito antes da compra para não acabar pagando mais caro do que um produto vale, nem se endividar”, orienta.

FEITO EM CASA - Os ovos de Páscoa encontrados nos supermercados chegam a custar até 80,99% a mais do que os caseiros. Por exemplo, o valor do Nestlé ao Leite, de 185 gramas, é R$ 34,69, enquanto que o ovo de chocolate ao leite artesanal, de 250 gramas, custa R$ 25,90. Em outras palavras, se tem 35% mais de chocolate desembolsando R$ 8,79 menos.

A andreense Regina Gomes Bezerra de Almeira, 36 anos, confecciona produtos voltados à Páscoa há cinco. “Muitas pessoas não têm tempo de pesquisar em mercados, além de ser bem mais caro, então acabam optando pelos caseiros”, diz.

Segundo Regina, nesta época do ano, seu faturamento chega a dobrar, e as encomendas crescem anualmente. “No começo, eu vendia cerca de 50 ovos por ano. Em 2018, já foram mais de 70 pedidos”, comemora. Ela atribui o aumento da demanda à propaganda ‘boca-a-boca’, por indicação dos clientes, embora também distribua panfletos.

Em Mauá, Claudia da Luz Salido Rivero, 22, também está há cinco anos confeccionando ovos. Desta vez, a aposta é nas opções de colher, que custam a partir de R$ 35, dependendo do recheio. “Mantenho a tabela reduzida porque aceito pedido personalizados.”

Quanto aos preços, Claudia afirma que avalia a concorrência e o custo dos produtos. “Não posso vender muito mais caro ou barato do que as outras pessoas. No decorrer dos anos, reajusto apenas de acordo com o aumento nos preços dos ingredientes. Neste ano, a maioria ficou mais barata, então baixei o preço porque, senão, seria injusto”, explica.

Para alavancar as vendas – que passaram de 15 unidades no primeiro ano no ramo, para mais de 30 em 2018 – Claudia estende o prazo de encomendas até o dia 28. Para divulgar seu trabalho, ela utiliza as redes sociais, além da indicação de quem já conhece o produto.

“Sei que algumas pessoas esperam pelas promoções nos supermercados, que nem sempre são como imaginavam, então aceito pedidos até bem perto da Páscoa”, completa Regina, que também recebe encomendas até o dia 28.

Produção em casa gera renda extra em datas comemorativas

Com o objetivo de incrementar a renda da família, Regina Gomes Bezerra de Almeida, 36 anos, moradora de Santo André, começou a vender trufas e pães de mel caseiros há 12. Hoje, com três filhos, a comodidade de trabalhar enquanto está com as crianças é uma das principais vantagens. “Faço tudo com carinho e gratidão porque posso estar próxima deles”, conta a dona de casa e empreendedora.

Na Páscoa, com a confecção de ovos, seu faturamento chega a dobrar. “Estou muito feliz por conquistar meu espaço”. Para ganhar a clientela, Regina até parcela no cartão de crédito e negocia outras formas de pagamento com compradores de longa data.

Para confecção dos produtos, a empreendedora conta com a ajuda do marido e da filha mais velha de 12 anos.

Já a mauaense Claudia da Luz Salido Rivero, 22, terminou a faculdade de Rádio e TV no ano passado. “Eu vendia brigadeiro, pão de mel e cookies para ajudar a pagar o curso. Agora, enquanto estou desempregada, esta venda é a minha renda”, conta.

Claudia destaca que as vendas em datas comemorativas, como Natal e Páscoa, contribuem bastante para ampliar o faturamento, sem estimar números.

Ricardo Balistiero, economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, afirma que comprar ovos caseiros é a melhor saída para quem quer economizar e estimular a economia local. “Ajuda na renda de quem produz e é mais em conta para quem compra. Além disso, em alguns casos, é possível personalizar.”

Por Flavia Kurotori - Especial para o Diário
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