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DATA DA PUBLICAÇÃO 20/08/2009 | Veículos
Objetos ou animais soltos dentro do veículo são perigosos
Se você nunca pensou no perigo que objetos soltos podem representar no interior de um veículo, tome cuidado quando for fazer a próxima compra no supermercado e deixar enlatados sobre o tampão traseiro. Uma lata de óleo, por exemplo, pesando um quilo, pode chegar até a 20 quilos no caso de uma batida a 60 quilômetros por hora. Se você não se ferir com a colisão, pode ser que não sobreviva se o impacto fizer a lata voar e atingi-lo na nuca.

"Objetos podem representar até risco de morte num veículo caso não estejam devidamente acondicionados no porta-malas", afirmou Andar Horta, analista de segurança viária do Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária).

Horta diz ainda que, da mesma forma que livros grandes, bolsas e outros objetos, animais de estimação também representam risco para os passageiros quando não devidamente presos nos automóveis.

Segundo o analista de segurança, crash tests feitos nos Estados Unidos mostram ferimentos que cães e gatos podem causar nos ocupantes em caso de colisões acima de 40 km/h. "Da mesma forma que uma pessoa no banco de trás sem cinto de segurança é uma ameaça, bichos também são", disse.

Ele afirmou que muitas pessoas relaxam quando estão em trajetos que conhecem bem, entre a casa e a padaria por exemplo. "Muita gente deixa coisas soltas atrás, nos assentos ou tampão", afirmou. "As estatísticas mostram que nesses trajetos curtos acontece a maioria dos acidentes porque o motorista está menos alerta", afirma.

O engenheiro Francisco Satkunas, diretor do SAE (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), afirma que não existem estatísticas seguras sobre o número de mortes causadas por objetos, mas diz que o tema é pertinente. Segundo ele, alguns veículos já vêm equipados com redes no porta-malas para afixar pequenos volumes. Ex-diretor de manufatura da General Motors, Satkunas explica que, num choque frontal, carros são projetados para se deformar pela frente. "Não são pensados para proteger os ocupantes contra objetos que possam vir de trás."

Miguel De Mauro, proprietário de uma fábrica de autopeças, afirma que até um alto-falante malfixado no tampão traseiro, prática comum em muitos carros, também é um risco. "Já imaginou uma peça destas, que pesa 3 kg, numa desaceleração de 60 km/h contra um muro ou outro carro. A inércia vai jogar este alto-falante para cima de quem estiver à frente pesando quase 60 quilos", calcula.

Por Wagner Oliveira - Diário do Grande ABC
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