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DATA DA PUBLICAÇÃO 07/01/2013 | Saúde e Ciência
Obesidade afeta mais de um bilhão de pessoas no mundo
Obesidade afeta mais de um bilhão de pessoas no mundo O músico Vasco Faé resolveu mudar de vida e emagreceu 25 quilos. Foto: Luciano Vicioni
O músico Vasco Faé resolveu mudar de vida e emagreceu 25 quilos. Foto: Luciano Vicioni
Mudanças de hábitos pode ser a solução contra o problema que também atinge a Região

Uma das maiores preocupações de todas as redes de saúde pelo mundo é a obesidade. O problema afeta tanto os países desenvolvidos quanto os subdesenvolvidos. Estudo feito pela World Health Organization (Geneve, Suiça 2012) indica que no mundo todo são mais de 1 bilhão de pessoas acima do peso, das quais 300 milhões podem ser consideradas morbidamente obesas (com mais de 35% de gordura no corpo).

No Brasil, os dados também são alarmantes. Pesquisa do Ministério da Saúde encomendada junto à Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) aponta que a proporção de pessoas acima do peso passou de 42,7% em 2006 para 48,5% em 2012, enquanto o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8% no mesmo período. No Estado de São Paulo, 48% da população está acima do peso.

O médico obstetra João Alberto Ferreira de Matos, há mais de 30 anos atuando no ABCD, aponta vários fatores que colaboram para o aumento. “Além da genética que é uma condição básica para ser obeso, tem as mudanças da vida moderna. Conforto, carro, ônibus, elevador, escada rolante, compras via net, disk-comida que carrega a pizza à sua casa, sedentarismo, videogame, confinamento das crianças dentro de casa pelo medo da violência, estresse que eleva os níveis de cortisol, mais acesso à compra de alimentos, porém muito mais engordativos, elementos químicos nocivos e contaminantes como agrotóxicos, plástico de embalagens, hormônios nas carnes em geral. Tudo colabora para uma epidemia”, analisa o médico.

Outro fato que preocupa na luta contra o problema é a qualidade dos tratamentos oferecidos na rede pública de saúde. As deficiências crônicas na questão de estruturação de atendimento têm causado sobressalto nos índices e alastrado o quadro de obesidade infantil, que aumentou cerca de 240% nos últimos oito anos.

Mas no meio disso tudo, a Região apresenta uma rara e feliz exceção. O músico Vasco Faé, 41 anos, morador de Santo André, resolveu mudar toda a vida a partir de 2009. Naquela altura, com mais de 100 quilos, sedentário, movido à má alimentação e horas de computador, o músico se viu de frente com o preço que se paga por esse tipo de vida. No seu caso, veio em forma de uma esteatose hepática (gordura no fígado), coisa que o fez repensar totalmente a vida.

“Comecei a sentir umas tonturas e decidi fazer um check up. Através dele, descobri que estava com essa doença. A principio, o médico me receitou remédios, coisa que não gostei muito e a opção para me livrar disso foram a prática de esportes e uma dieta. No começo não curtia, mas com a ajuda de uma nutricionista comecei aos poucos, primeiro com caminhadas curtas de 15 minutos que foram aumentando gradativamente. Hoje, corro todos os dias, treino para meia-maratona, vivo uma outra vida”, revelou o músico.

Com uma alimentação balanceada, mais a prática esportiva, os ganhos na vida de Vasco são inúmeros. Vinte e cinco quilos mais magro, disposição de sobra, aumento da autoestima, alegria na prática de tudo que se faz, o músico conta que até nos shows a coisa melhorou. “Sinto que a resistência aumentou, porque a corrida é um esporte que te propicia isso.” Ainda falando sobre sua mudança, Vasco recomenda que as pessoas que pensam em mudar de vida como ele, procurem um médico, façam os exames e não tenham pressa pra mudar tudo da noite para o dia.

“Precisa entender que isso vai requerer tempo. Não adianta ir atrás de sopas mágicas, remédios miraculosos, nada disso. Essas coisas não existem. Aos poucos, com reeducação alimentar, disciplina e força de vontade é que se muda isso. Precisa entender que a responsabilidade com sua vida é o que te impulsionará a querer viver melhor.”

Por Marcelo Mendez - ABCD Maior
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