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DATA DA PUBLICAÇÃO 09/10/2008 | Geral
Novos radares não multam motos em São Paulo
Parte dos 175 novos radares fixos de São Paulo será incapaz de fiscalizar a velocidade das motocicletas. Por determinação da SMT (Secretaria Municipal dos Transportes), alguns equipamentos têm sido posicionados no sentido oposto ao da via, a fim de fotografar os veículos de frente. Por enquanto, as motos não são obrigadas a ter placa dianteira, embora tramite em Brasília um projeto de lei para incluir essa exigência no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). A atual legislação dispensa a instalação de placas dianteiras em veículos de duas ou três rodas.

A decisão de alterar a posição dos radares foi tomada por técnicos da SMT com o objetivo de endurecer a fiscalização de caminhões. Existiam dois inconvenientes em fotografá-los por trás: a dificuldade em registrar a placa de acordo com os padrões exigidos por causa das diferentes posições delas nas carrocerias e o fato de boa parte das autuações acabar nas mãos de transportadoras (donas das carrocerias) e não do proprietário do caminhão (dono da cabine). Na avaliação de técnicos, isso reduzia a eficácia das medidas restritivas impostas pela Prefeitura aos veículos de transporte de carga nos últimos meses.

A Prefeitura diz não ter definido quais radares serão instalados no sentido oposto ao da via e quais seguirão o antigo padrão. Em tese, a mudança só se justifica para os equipamentos com LAPs (Leitores Automáticos de Placas). O sistema permite que, além de medir a velocidade, sejam flagrados motoristas que desrespeitem o rodízio ou caminhões que trafeguem na ZMRC (Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões) em horários proibidos. Dos 123 aparelhos previstos para serem instalados neste ano, 77 terão esse dispositivo.

Lombadas - A Prefeitura contratou duas novas empresas para operar a fiscalização do trânsito por meio de lombadas eletrônicas. Atualmente, a cidade conta com 100 equipamentos desse tipo, todos operados pela empresa Perkons, de Curitiba. Esse contrato venceria em 11 de outubro, sábado próximo, e foi prorrogado por até 60 dias para que a capital não ficasse sem o serviço. O novo edital prevê a contratação de 153 lombadas eletrônicas.

Por Diário Online - AE
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