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DATA DA PUBLICAÇÃO 03/10/2016 | Cultura
Novo filme de Tim Burton lidera fim de semana nos EUA, com lucro tímido
Longa que custou US$ 110 milhões teve largada fraca, de US$ 28,5 milhões.

Diretor lança 'O lar das crianças peculiares' em fase sem grandes sucessos.


O novo filme de Tim Burton, "O lar das crianças peculiares", liderou uma safra tímida de novos lançamentos nas bilheterias dos Estados Unidos no final de semana, arrecadando US$ 28,5 milhões em sua estreia.

É uma largada fraca levando em conta os US$ 110 milhões que a produção custou, mas a adaptação do romance de Ransom Riggs para jovens adultos está se saindo bem no exterior, onde já rendeu US$ 36,5 milhões em 59 territórios, e por isso sua arrecadação global pode deixar o filme no azul.

Burton é responsável por blockbusters como "Batman" e "Planeta dos Macacos", mas seu toque comercial não tem sido tão infalível ultimamente. Ele não teve nenhum grande sucesso desde "Alice no país das maravilhas", de 2010, e as plateias esnobaram "Sombras da noite", "Frankenweenie" e "Grandes olhos". Mesmo assim, a Fox e a Chernin Entertainment bancaram "O lar".

O diretor de distribuição norte-americana da Fox, Chris Aronson, disse estar satisfeito com os resultados, mas afirmou ser muito cedo para saber se uma nova franquia foi criada ou não. "É um início promissor, mas é cedo demais para dizer", afirmou. "Há vários livros e são best-sellers, então a porta está aberta".

Drama caro não decolou
Com sequências ou não, "O lar" está em posição muito melhor do que "Horizonte profundo: Desastre no Golfo", drama de aventura caro estrelado por Mark Wahlberg e Peter Berg, que fracassou ao não superar os US$ 20,6 milhões na estreia.

A história dos homens e das mulheres obrigados a lidar com um dos piores vazamento de petróleo de todos os tempos custou cerca de US$ 120 milhões na produção, quando os incentivos são levados em consideração.

A esperança é que o boca-a-boca intenso melhore a venda de ingressos nas próximas semanas e que o filme siga o caminho de outros dramas adultos, como "Corações de ferro" e "Atração perigosa", mostrando alguma longevidade – mas os analistas estão céticos.

"Não se gasta tanto dinheiro neste tipo de filme", disse Jeff Bock, analista da empresa Exhibitor Relations. "É difícil de vender".

Os críticos gostaram do filme, ao qual atribuíram 82% de "novidade" no site Rotten Tomatoes, mas as resenhas favoráveis não se traduziram em ingressos vendidos.

O Lionsgate, estúdio que o produziu, está passando por uma fase difícil nas bilheterias, já que tem dificuldade de encontrar um substituto para "Jogos vorazes", franquia de jovens adultos de enorme sucesso que terminou no ano passado, e viu filmes como "Deuses do Egito", "Bruxa de Blair" e "A série divergente: Convergente" fracassarem nos cinemas.

A empresa torce para recuperar terreno com os próximos lançamentos "La La Land – Cantando canções", musical aclamado com Ryan Gosling e Emma Stone, e "Hacksaw ridge", drama de guerra de Mel Gibson.

Por G1 - Reuters
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