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DATA DA PUBLICAÇÃO 21/06/2017 | Internacional
No Parlamento, Rainha Elizabeth fala em manter relação ''profunda e especial'' com aliados europeus
Na abertura do Parlamento, monarca enfatizou que a prioridade do governo é assegurar o melhor acordo possível para o Brexit.

A rainha Elizabeth disse nesta quarta-feira (21), durante pronuncialmento no Parlamento, que a prioridade do governo da primeira-ministra britânica, Theresa May, é garantir o melhor acordo do Brexit possível para o Reino Unido.

Em sua fala, a monarca enfatizou que a prioridade do governo é assegurar o melhor acordo possível para o Brexit e trabalhar em para converter leis da União Europeia em leis britânicas, além de incorporar novas políticas ligadas à imigração, sanções internacionais, segurança nuclear, agricultura e pesca.

"A prioridade do meu governo é garantir o melhor acordo possível à medida que o país deixa a União Europeia", disse a rainha aos parlamentares.

"Meus ministros estão comprometidos a trabalhar com o Parlamento, com administrações descentralizadas, empresas e outros para construir o consenso mais amplo possível sobre o futuro do país fora da União Europeia".

Falando sobre os recentes ataques terroristas que atingiram o país, ela se comprometeu a destinar 2% do Produto Interno Bruto do país na Defesa e a estabelecer uma comissão para combater o extremismo.

Acompanhada pelo filho, o Príncipe Charles, a Rainha Elizabeth II fez a tradicional leitura do discurso diante das duas Câmaras, um texto preparado pelo governo para apresentar os principais objetivos do próximo ano, que depois deve ser aprovado por um Parlamento em que os conservadores dispõem de 317 dos 650 deputados, menos da metade.

Visitas de Estado

A Rainha não mencionou a visita de Estado do presidente americano Donald Trump ao Reino Unido em seu discurso.

A monarca mencionou a visita de Estado dos reis da Espanha, Felipe e Letizia, em junho, o que foi interpretado como um sinal de que a viagem de Trump pode ser adiada.

Renúncia ao programa eleitoral

O discurso deixou de lado alguns dos pontos mais polêmicos do programa eleitoral com o qual May disputou as eleições legislativas de 8 de junho, como o projeto para que os idosos ou suas famílias contribuam ao pagamento pelo tratamento com todo seu patrimônio até que restem 100.000 libras ou a reinstauração da caça à raposa.

Pela primeira vez em muitas décadas, um chefe de Governo compareceu ao discurso da rainha sem contar com o apoio da maioria dos deputados.

O jornal The Times comparou o novo governo a um "zumbi", que nem sequer tem forças para "arbitrar as divergências entre seus ministros". "Downing Street é um vazio", decretou a publicação conservadora.

A sessão de abertura do novo Parlamento acontece com vários protestos convocados, sob o lema "Um dia de raiva".

A expectativa é que em 29 de junho, após vários dias de debates, as duas Câmaras do Parlamento - a dos Comuns e a dos Lordes - votem sobre o discurso da rainha, o que dará uma ideia da força de May, coincidindo com o início das negociações do Brexit.

Moção de censura

Não há nada escrito sobre o procedimento a seguir caso a oposição consiga introduzir uma emenda ao discurso da rainha, mas nas atuais circunstâncias isto seria interpretado como uma moção de censura que poderia resultar em novas eleições.

A primeira-ministra antecipou as eleições, previstas inicialmente apenas para 2020, para o dia 8 de junho, alegando que precisava fortalecer sua maioria absoluta para negociar com Bruxelas, mas perdeu a aposta e ficou em desvantagem no Parlamento.

Se a próxima legislatura - que supervisionará a saída da UE e terá que mudar milhares de leis - já seria um grande desafio com um governo forte, parece quase impossível de administrar com um governo frágil.

Apoio

O discurso desta quarta-feira aconteceu sem que May tenha conseguido sequer um acordo com o pequeno Partido Unionista Democrático (DUP), para que os 10 deputados da formação da Irlanda do Norte apoiem os conservadores, o que significaria a maioria absoluta perdida em 8 de junho.

Uma fonte do DUP advertiu na terça-feira que o apoio do partido não pode ser considerado certo.

O acordo "não é certamente iminente", disse a fonte, porque as negociações "não aconteceram como o DUP esperava". De acordo com a imprensa, o partido unionista e ultraconservador não está feliz com o desprezo de alguns deputados de May a respeito de algumas de suas posições.

"Os conservadores sofrem tamanho desajuste que deveriam ficar de lado e permitir aos trabalhistas formar um governo de minoria", disse John McDonnell, secretário de Finanças do Partido Trabalhista e braço direito do líder da oposição, Jeremy Corbyn.

Por G1
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