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DATA DA PUBLICAÇÃO 09/01/2018 | Política
Não tem decisão a curto prazo, diz Alckmin sobre Linha 18
Em sua primeira aparição pública do ano no Grande ABC, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou estabelecer nova data para início de obras da Linha 18-Bronze (Djalma Dutra-Tamanduateí), projeto no papel e que prevê ligar a região à Capital por monotrilho. O contrato foi acertado, via PPP (Parceria Público-Privada), em agosto de 2014, e ainda não houve avanço nas negociações de financiamento. Segundo o tucano, “não tem decisão a curto prazo”, embora confirme intenção de destravar a proposta. “Prova disso é que contrato está mantido”. O Estado já prorrogou o vínculo com o Consórcio Vem ABC em quatro oportunidades.

A entrega do modal estava prevista inicialmente para fim deste ano. O governo tucano tem expectativa de autorização da Cofiex (Comissão de Financiamento Externo) – vinculada ao Ministério do Planejamento – entre abril e maio para dar andamento ao pedido de empréstimo. A previsão se dá por conta da mudança de rating (classificação de crédito), de C- para B. O órgão federal havia vetado no passado acordo internacional de US$ 182,7 milhões para desapropriações no local justamente devido à nota, o que indicava baixa capacidade financeira para arcar com os custos.

“Houve reavaliação do rating do Estado e nós passamos para a nota B, porque diminuiu a dívida do Estado. Com esse rating, podemos ter acesso a financiamento. Mas isso precisa ser aprovado (pela Cofiex). Acho que sim (é possível desobstruir), por isso prorrogamos o contrato exatamente para dar tempo de buscar essa operação (de crédito)”, sustentou Alckmin, ao ponderar, no entanto, que “não dá para cravar data” sem obter o aval definitivo ao empréstimo.

Boletim de Finanças Públicas, divulgado pela STN (Secretaria do Tesouro Nacional) em dezembro, aponta que a nova nota de rating do Estado, alterando o cenário, antes negativo, e isso pode viabilizar o acerto. Alckmin pontuou que, com a liberação de financiamentos, a gestão estudará “onde buscar financiamento para outras obras (no setor)”.

Desconversando sobre o impasse na região, o tucano elencou, logo na sequência, diversas inaugurações de estações de transporte sobre trilhos que pretende fazer até abril, curiosamente o período que estima se desincompatibilizar do cargo de chefe do Palácio dos Bandeirantes para entrar na disputa à Presidência. “Temos volume na Região Metropolitana (de São Paulo) enorme. Vamos entregar neste mês duas estações de Metrô: Higienópolis/Mackenzie e Eucaliptos, na Linha 5-Lilás. Em fevereiro, mais duas, como a AACD/Servidor (na Linha 5). Em março mais duas e em abril, outras duas (unidades). Entregaremos nova linha de trem, a 13, que vai para o aeroporto de Cumbica.”

PROVISÃO ORÇAMENTÁRIA
O governo paulista reduziu de R$ 20,8 milhões para R$ 1 milhão o recurso próprio no Orçamento de 2018 reservado para bancar custos judiciais com os processos de desapropriações. A diminuição é identificada na comparação da verba provisionada na peça de 2017 com o recurso estimado para o atual exercício. A Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos alegou que o enxugamento do recurso se deve às questões financeiras, somadas ao fato de que, agora, a gestão crê no avanço do financiamento externo.

Estado promete ajuda ao Hospital de Clínicas de São Bernardo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) confirmou que o Estado vai auxiliar a Prefeitura de São Bernardo a manter o Hospital de Clínicas, localizado no bairro Alvarenga. Entretanto, valores não foram decididos, já que, segundo o tucano, haverá reunião entre seu secretário de Saúde, David Uip, e o prefeito Orlando Morando (PSDB) para tratar sobre o tema.

“O David Uip está conversando com o Morando para definir. Nós vamos sim ajudar para que o hospital possa expandir a sua atividade. Não está definido (valor)”, confirmou o chefe do Palácio dos Bandeirantes.

Auxílio no custeio do Hospital de Clínicas é pedido desde que o prefeito era Luiz Marinho (PT), idealizador do projeto, que consumiu quase R$ 165 milhões. Morando, assim que se elegeu prefeito de São Bernardo, comentou sobre a possibilidade de estadualizar o HC, embora admitisse que a chance era remota. Por outro lado, tornou a solicitar aporte para custear o equipamento.

Com 80% da atividade, o HC consome, mensalmente, R$ 7 milhões dos cofres municipais. Além disso, a Prefeitura teve de arcar com pequenas obras de reparo na estrutura, como correção de infiltrações.

“O dinheiro vem com base em programas. O que estamos discutindo é qual será o programa para ter aporte novo, definitivo para o hospital. Não é recurso que virá pontual. É que vai nos ajudar no custeio, que é o mais importante, mas não tem valor específico”, afirmou Morando, que, no discurso, declarou que espera fazer dois anos como prefeito tendo Alckmin como presidente da República – o governador paulista deverá ser o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto neste ano.

O HC vem causando dor de cabeça desde que Marinho decidiu tirar essa ideia do papel. Em abril de 2010, o petista anunciou o projeto – inclusive inaugurando maquete – e prometeu entregá-lo em 2012. Entretanto, as obras atrasaram e o complexo só ficou pronto no fim de 2013. À época, Marinho segurou a abertura oficial do equipamento à espera de agenda conjunta com a então presidente da República, Dilma Rousseff (PT), e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu padrinho político.

O custo do HC também foi alvo de polêmica. A estrutura, conforme a previsão inicial, iria demandar R$ 102 milhões e outros R$ 30 milhões seriam empenhados em equipamentos. Custou R$ 161,2 milhões.

‘Fala de FHC sobre apoio à campanha presidencial foi deturpada’

Em meio à turbulência dentro do PSDB para pavimentar sua candidatura à Presidência da República, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou que definir um projeto eleitoral agora exclusivamente baseado nas pesquisas de intenções de voto do momento “não tem nenhum sentido”. Ele também disse que foram deturpadas frases do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que colocou em xeque uma eventual empreitada federal do chefe do Palácio dos Bandeirantes neste ano.

“Não tem nenhum sentido (balizar campanha agora olhando apenas para estudos eleitorais). Na realidade, as mudanças em pesquisas só vão ocorrer mais perto do processo eleitoral, quando a população estiver mais focada na questão da disputa, quando os candidatos estiverem definidos. Hoje não se sabe quem é candidato. E o eleitor é muito sábio, observa, acompanha, se informa, compara. Grandes mudanças vão ocorrer no segundo semestre. Não vai ter nenhuma mudança extraordinária neste começo. Acho absolutamente normal”, afirmou Alckmin, após evento no Jardim Represa, em São Bernardo.

No dia 2, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, FHC afirmou que Alckmin precisará unificar as forças de centro e que, caso não consiga, o tucanato poderá apoiar outra pessoa que demonstre “capacidade de juntar” as lideranças de centro. No dia seguinte, ao mesmo O Estado de S.Paulo, o ex-presidente da República buscou minimizar uma crise interna, declarando que sua frase foi no sentido de ampliar o leque de aliados ao projeto tucano para o País.

“Acho que foi deturpada a fala do FHC. O que ele falou é aquilo que nós defendemos, que o Brasil está cansado de divisão, que nós precisamos ter união para que o País retome agenda de reformas, competitividade e desenvolvimento”, argumentou o governador paulista.

Alckmin tem sofrido para se consolidar em pesquisas de intenções de voto. O Datalhafolha de dezembro apontou que ele tem 6% da preferência dos eleitores, bem atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que alcançou 34%. Ele também está distante do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), com 17%, e empatado com o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Nos bastidores do PSDB, aliás, os nomes do prefeito da Capital, João Doria, e do apresentador de TV Luciano Huck voltaram a ser debatidos.

Por Fábio Martins - Diário do Grande ABC
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