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DATA DA PUBLICAÇÃO 30/12/2014 | Política
Na Região, arrecadação de IPVA cresce mais que IPTU
Na Região, arrecadação de IPVA cresce mais que IPTU Proporcionalmente, peso de imposto sobre carros é maior que a incidência do imposto sobre moradia. Distorção se mantém há anos sem que haja questionamentos. Foto: Amanda Perobelli
Proporcionalmente, peso de imposto sobre carros é maior que a incidência do imposto sobre moradia. Distorção se mantém há anos sem que haja questionamentos. Foto: Amanda Perobelli
Crescimento chega a 20% no caso de S. Bernardo, imposto incide mais sobre carros que a moradia

A arrecadação de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), um dos principais tributos dos municípios, cresce menos que o IPVA (Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores) em algumas cidades da Região. É o que acontece em Diadema, onde o governo do prefeito Lauro Michels (PV), registrou neste ano aumento da receita com o IPVA em 11,7% ao passo que IPTU obteve 9,8% de crescimento.

Até outubro foram arrecadados R$ 92 milhões de IPTU, e o montante deve atingir R$ 106,5 milhões até o fim de dezembro. Para 2015, o governo Lauro Michel estima R$ 122,2 milhões com esse tributo.

Quanto ao IPVA, a Prefeitura de Diadema arrecadou R$ 38,3 milhões até outubro, e espera chegar a R$ 41,5 milhões até o fim do ano. Para 2015, a projeção é ainda mais otimista e deve girar em torno de R$ 44,6 milhões.

Maior fatia

Em São Bernardo, de janeiro a novembro do ano passado a arrecadação do IPTU foi de R$ 250,68 milhões, contra R$ 266,57milhões no mesmo período de 2014, uma variação de 6,34% de ano a ano.

Já a receita com o IPVA foi R$ 152,49 milhões de janeiro a novembro 2013 e R$ 163,6 milhões no mesmo período de 2014, o que significa 7,3% de crescimento. E para o ano que vem a expectativa é ainda maior.

De acordo com a administração do prefeito Luiz Marinho (PT), o crescimento do Imposto Predial para 2015 deve girar em torno de 8%, enquanto o aumento da arrecadação do IPVA atingirá 20%.

Quase igual

Até novembro foram arrecadados R$ 56,9 milhões com IPTU em Mauá, podendo chegar a R$ 60,5 milhões até o fim de dezembro. No ano que vem são esperados R$ 64 milhões de recolhimento do tributo, o que representa alta de 5,7%.

Já o IPVA deve atingir R$ 39,6 milhões, sendo que em 2015 poderá totalizar R$ 42,5 milhões, um acréscimo de 7,32%. A Prefeitura não informou o índice de crescimento em relação a 2013.

Equilíbrio

Em São Caetano houve equilíbrio da receita de IPTU se comparada com a do mesmo período ano passado. A arrecadação até novembro de 2014 foi de R$ 106,8 milhões, contra R$ 105,4 milhões de 2013.

A cidade teve de receita com o IPVA R$ 48,4 milhões até outubro, contra R$ 48,3 milhões do ano passado.

Ribeirão Pires

A arrecadação com IPTU até outubro de 2014 foi de R$ 18,6 milhões, mas deve fechar em R$ 24,2 milhões até dezembro. A Prefeitura não informou se houve crescimento do imposto em relação ao ano passado.

Já o IPVA atingiu até outubro deste ano R$ 11,6 milhões e deve somar R$ 13,3 milhões até o fim do ano. A projeção de crescimento para o próximo ano também é de 5% sobre o valor de 2014.

Diferente

O Santo André informou que até novembro foram arrecadados R$ 203,3 milhões de IPTU, sendo que a projeção para 2014 é de R$ 208 milhões. O crescimento em relação a 2013 foi de 12,8%.

A Prefeitura arrecadou com o IPVA até novembro R$ 127,5 milhões e deve chegar a R$ 132 milhões. O crescimento foi de 6,1% se comparado com o mesmo período de 2013.

No caso de Santo André, o aumento na receita do IPTU foi maior que a do IPVA porque a Prefeitura tirou um redutor que tinha no imposto, fazendo com que os descontos diminuíssem e a receita aumentasse.

Inadimplência de tributos é comum

As cidades da Região enfrentam a inadimplência com o pagamento de tributos municipais e os índices variam de 5% a 40%. Muitas têm até optar pela criação de programas de parcelamento de débitos atrasados para tentar recuperar créditos.

Esse é um dos problemas enfrentados pela administração do prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), pois o índice é de 40%, o maior no ABCD.

O mesmo ocorre em Ribeirão Pires, governada por Saulo Benevides (PMDB), cuja inadimplência é a segunda maior ao somar 35% de valores lançados e não pagos.

Em Diadema, o índice varia entre 17% e 20%, enquanto em Santo André 15%, São Bernardo 11% e São Caetano entre 5% e 8%. Rio Grande não informou os dados.

Por Gislayne Jacinto - ABCD Maior
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