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DATA DA PUBLICAÇÃO 15/06/2014 | Geral
Na Copa, proteja seus cães e gatos dos fogos, apitaços e caxirolas
Na Copa, proteja seus cães e gatos dos fogos, apitaços e caxirolas Os cães são mais sensíveis aos rojões, conforme os especialistas. Foto: Divulgação/Diego Barros/PSA
Os cães são mais sensíveis aos rojões, conforme os especialistas. Foto: Divulgação/Diego Barros/PSA
Profissionais do Centro de Controle de Zoonoses de Santo André e especialistas dão dicas para amenizar o sofrimento dos pets em dias de jogos

Definitivamente, os animais de estimação não gostam de Copa do Mundo. Que o digam os cachorros, gatos e pássaros, principalmente em dias de jogos do Brasil. Os tradicionais fogos de artifícios, liderados pelos barulhentos rojões, são inimigos mortais aos ouvidos dos bichinhos. Os cães, por exemplo, possuem uma capacidade auditiva diferente do ser humano. Na prática, eles conseguem detectar sons quatro vezes mais distantes. O Centro de Controle de Zoonoses de Santo André e especialistas na área têm dicas importantes para amenizar o sofrimento dos peludos. Em casos extremos, contudo, podem até levar a óbito.

Um simples grito de gol do time de coração pode ser fatal para muitos deles. A experiência é comprovada pela própria veterinária Simone Ortiz Rizzotti, responsável pela profilaxia da raiva no Centro de Zoonoses, que percebe o sofrimento de seu gato Luigi. “Em casa, quando ele está sentado ao meu lado no sofá, e gritamos gol nos jogos do Palmeiras, o Luigi foge assustado, porque associou a palavra gol com fogos de artifício. Normalmente, fica escondido e apresenta cistite aguda”, contou a profissional. Neste ano, a médica recomenda fazer medicação homeopática, além de abrigar os animais em caminhas em baixo das camas ou locais escondidos – os felinos adoram, por sinal, se esconder em armário e guarda-roupa.

E em época de Copa do Mundo em território brasileiro, aliada ao mês das festas juninas, tudo é motivo de festa, de fogos, de cornetas e apitos. Aliás, tempo de caxirola, a versão verde-amarela da famosa vuvuzela, instrumento que fez sucesso no Mundial da África do Sul, em 2010. Neste caso, deixe os animais dentro de casa, de preferência em um lugar com total segurança. Nada próximo de varandas, janelas e piscinas.

Outra recomendação dos especialistas fica em não deixar o animal com guias e acorrentado, afinal ele pode se enforcar em função do pânico. A veterinária também ressalta que não se deve ficar com o gato no colo, pois ele pode se assustar e arranhar. “Na hora dos fogos, se possível, dependendo da raça do cachorro, o dono deve brincar com ele, como se nada estivesse ocorrendo. O ideal é mantê-lo junto da família”, afirmou Simone. O uso da terapia de luz (azul em espaço fechado) é outra dica.

Alimentação – Nos dias dos jogos, dê alimentos leves, porque distúrbios digestivos provocados pelo pânico podem até matar o animal, como torção de estômago. Antes das partidas, no entanto, uma dica bastante curiosa. Bata panelas e tampas, no melhor estilo de uma ex-integrante do global BBB (Big Brother Brasil), enquanto dá comida ou brinca com o cachorro. “É uma forma de mostrar ao animal que o barulho alto não significa perigo. Gradativamente, aumente o volume do som”, recomendou a médica veterinária.

Ainda conforme Simone, não é viável a administração de sedativos, que podem até matar o animal. Neste caso, recomenda-se a utilização de medicação homeopática, que devem ser administradas, no mínimo, 30 dias antes dos eventos. Uma medida que pode ser guardada para outra época fatal para os pets: réveillon.

“O rojão tem um barulho muito forte para os animais domésticos, principalmente os pássaros, que pode provocar até mesmo uma parada cardíaca”, apontou Samara Maskalenkas, diretora da ONG Cidadania Animal, criada há dois anos em defesa da causa e com sede em São Caetano. O deslocamento do ar provocado pelas explosões é que causa o estrondo. Aparentemente, se um artefato explodir muito próximo ao peludo, pode provocar dano físico ao tímpano.

Para o presidente da organização, Ubiratan Figueiredo, trata-se de uma preocupação dos cuidadores de animais abandonas e vítimas de maus-tratos. “Com certeza, cachorro e gato não gostam de Copa. Muito menos de rojões e cornetas”, apontou Figueiredo, com o aval de quem mantém oito pets em casa, dos quais, quatro cachorros e quatro gatos.

Para os cães e os gatos, sons não tão próximos provocam efeitos psicológicos, inclusive um quadro de fobia, e, consequentemente, crises de ansiedade, taquicardia (aumento da frequência cardíaca), vocalização excessiva (latir e chorar) e até mesmo óbitos em casos extremos.

Por ABCD Maior - Redação
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