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Áustria detém 200 refugiados e 5 traficantes de pessoas na fronteira
DATA DA PUBLICAÇÃO 28/08/2015 | Internacional
Nº de corpos em caminhão achado na Áustria passa de 70, diz polícia
Segundo a polícia, 59 eram homens, 8 mulheres e quatro crianças.

Quatro suspeitos de estar envolvidos no caso foram detidos.


A polícia austríaca afirmou, nesta sexta-feira (28), que 71 corpos estavam no caminhão frigorífico abandonado no leste da Áustria. O veículo, que havia deixado a Hungria, foi encontrado, na quinta-feira (27), em uma área de descanso de uma estrada do estado de Burgenland.

De acordo com o chefe da polícia local, no caminhão estavam 59 homens, oito mulheres e quatro crianças, segundo a agência Reuters.

Quatro suspeitos de envolvimento com o caso foram detidos. A polícia húngara informou que os suspeitos são três búlgaros e um afegão, ainda de acordo com a Reuters.

As indicações iniciais sugerem que as vítimas teriam morrido por sufocamento, de acordo com o jornal austríaco "Krone", citado pela Reuters. Entre as vítimas a polícia suspeita que esteja um grupo de migrantes sírios já que um documento de identificação foi encontrado com eles.

O chefe da polícia do estado de Burgenland, Hans Peter Doskozil, disse que, após o incidente, o policiamento será intensificado em Burgenland para recrudecer o controle na fronteira com a Hungria, que enfrenta a chegada em massa de migrantes.

O veículo foi encontrado quando patrulheiros viram fluidos de corpos em decomposição saindo da porta traseira. “É possível estimar que as mortes tenham ocorrido de um dia e meio a dois dias atrás”, disse Hans Peter Doskozil, chefe da polícia na província de Burgenland.

A polícia local informou que os refugiados poderiam estar mortos quando o veículo entrou no país, entre a noite de quarta-feira (26) e a manhã desta quinta, afirmou a polícia local.

Prontos para discutir
Líderes da União Europeia declararam nesta semana que o bloco falhou na gestão da crise e da agonia humana em suas fronteiras.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta sexta que líderes da União Europeia estão prontos para um encontro de emergência, caso seja necessário, para discutir a crise de refugiados, mas acrescentou que os ministros do Interior do bloco já trabalham intensivamente para encontrar soluções.

IMIGRANTES

"Já existem esforços intensos no nível da UE acontecendo sobre como podemos lidar melhor com este assunto", acrescentou ela, notando que uma cúpula faria sentido caso as decisões tenham que ser tomadas por líderes da União Europeia após o fim dos trabalhos dos ministros do Interior.

Crise migratória
Dezenas de milhares de refugiados de regiões em crise no Oriente Médio e na África têm tentado chegar à Europa. Países, como a Grécia, a Itália, Macedônia e a Hungria, são obrigados a lidar com a chegada em massa dos migrantes.

Macedônia e Sérvia, as duas nações que recebem o maior número de migrantes que tentam chegar à Europa ocidental, pediram à União Europeia uma resposta continental à crise.

A "rota dos Bálcãs do Oeste" é o caminho de milhares de sírios e iraquianos que fogem da guerra, assim como albaneses, kosovares e sérvios em busca de uma vida melhor, como explica a agência France Presse.

Nos últimos meses, as cenas de caos se multiplicam nos países do leste da Europa à medida que milhares de migrantes avançam para o continente de ônibus, de trem ou a pé.

Nos sete primeiros meses do ano, o número de imigrantes nas fronteiras da UE chegou a 340.000, contra 123.500 no mesmo período em 2014, segundo a agência Frontex, responsável pelas fronteiras externas do espaço Schengen.

No Mediterrâneo, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgada estima que 200 mil pessoas chegaram à Grécia desde janeiro, enquanto outras 110 mil desembarcaram na Itália.

A Hungria bateu um novo recorde na entrada de migrantes na quarta. Segundo a polícia, 3.241 pessoas entraram no país atravessando a fronteira com a Sérvia. A maioria dos refugiados deixou a Síria, o Afeganistão e o Paquistão. Entre eles, estão 700 crianças, segundo a agência France Presse.

Por G1, em São Paulo
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