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DATA DA PUBLICAÇÃO 26/06/2010 | Turismo
Museu do Apartheid é parada obrigatória para turistas
"Só para europeus", "só para brancos", banheiros para brancos e para não brancos, sete grandes telas de 12 metros de altura como símbolo dos sete pilares da Constituição e 121 forcas que representam os prisioneiros políticos executados pelo sistema da segregação racial.

Assim é o Museu do Apartheid, situado em Soweto, ao sudoeste de Johanesburgo, levantado em uma área da faixa industrial e mineradora conhecida como Gold Reef.

Muitos lugares da África do Sul contam sua história cultural, política e social, mas este museu é talvez um dos mais tradicionais e um dos cenários mais visitados pelos turistas e torcedores durante esta Copa do Mundo.

Cerca de 400 pessoas o visitam diariamente, por um custo de US$ 10, que facilita a entrada a um espaço que ilustra, e denuncia, a política do "apartheid" imposta em 1948 pelo partido nacional dos "afrikaners" (descendentes de holandeses e huguenotes franceses).

Uma de suas primeiras leis foi a criação de locais para os sul-africanos negros das proximidades de grandes metrópoles, como foi o caso de Soweto, onde predominava a pobreza, a aglomeração e a opressão e onde as manifestações e a repressão policial eram frequentes na década de 70.

No dia 16 de junho de 1976, cerca de 15 mil alunos de ensino médio protagonizaram uma manifestação de protesto pela imposição dos "afrikaners" como linguagem oficial na escola. A Polícia abriu fogo e centenas de pessoas morreram.

Este regime terminou no dia 2 de fevereiro de 1990, quando o então presidente Frederick de Klerk anunciou a legalização do Congresso Nacional Africano. Nove dias depois, Nelson Mandela foi libertado após 27 anos na prisão.

Todo este passado de opressão está relatado no museu por meio de fotos, vídeos, esculturas e testemunhos escritos, além de recintos com uma série de documentos sobre as distintas classificações raciais decretadas pelo regime segregacionista.

Também narra a vida e ideais de Mandela e os acontecimentos que marcaram sua vida, entre eles sua estadia na prisão da ilha Robben, no extremo sul da África do Sul, onde passou 18 dos 27 anos que durou seu cativeiro.

Neste lugar, pode ser vista a camiseta da equipe sul-africana quando o país ganhou da Austrália na final da copa mundial de rúgbi em 1995, assim como outros momentos importantes em sua vida política, como quando saiu da prisão e quando ganhou as eleições para presidente em abril de 1994, pouco menos de um ano antes de receber o Nobel da Paz.

Por Folha Online - Efe, em Johanesburgo
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