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DATA DA PUBLICAÇÃO 20/09/2017 | Setecidades
Mortes no trânsito têm alta de 31,5% na região
Mortes no trânsito têm alta de 31,5% na região Foto: Denis Maciel/DGABC
Foto: Denis Maciel/DGABC
A violência no trânsito continua a provocar mortes e insegurança para motoristas e pedestres no Grande ABC. Dados do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo) divulgados ontem – durante as celebrações da Semana Nacional de Trânsito – apontam crescimento de 31,58% no número de mortes durante o deslocamento por vias da região em agosto, na comparação com o mesmo período de 2016 – passou de 19 para 25 óbitos. O índice vai na contramão do Estado, que conseguiu reduzir em 12% o número de vítimas fatais no período.

Embora, de maneira tímida, a região tenha mostrado esforços na realização de campanhas de conscientização de pedestres e motoristas, como é o caso da Travessia Segura – iniciativa do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC –, municípios seguem com dificuldade para diminuir os índices. No acumulado do ano, 162 pessoas já perderam a vida no trânsito, índice 16,55% superior às ocorrências registradas nos primeiros oito meses do ano passado, quando foram contabilizados 139 óbitos.

“Não é campanha de uma semana ou durante um pequeno período, como é o caso do Mister Mão que irá resolver o problema de mortes no trânsito. Tem de ser um trabalho contínuo das prefeituras, incluindo ações nas escolas”, avalia o chefe do departamento de medicina de tráfego da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego) Dirceu Rodrigues Alves Júnior.

Assim como ocorreu nos meses anteriores, pedestres novamente foram as principais vítimas dos acidentes de trânsito. Em agosto, a cada três mortes registradas no sistema viário do Grande ABC, uma foi por atropelamento. Ao todo, foram nove óbitos.

Motociclistas aparecem na sequência com seis mortes, seguidos por motoristas e passageiros de automóveis (cinco casos) e por ciclistas (quatro vítimas fatais). Houve ainda registro de morte de um caminhoneiro.

Quando é analisada a situação que motivou o acidente, atropelamento e colisão aparecem no topo do ranking, com nove casos cada. “O índice retrata o desrespeito das pessoas com as leis de trânsito. Não adianta mais falar que é proibido, pois dificilmente a pessoa irá mudar seu ato se não for punida ou quando acontecer uma fatalidade com alguém próximo”, explica Júnior. Para o especialista, é necessário que municípios empenhem esforços na realização contínua de campanhas direcionadas à segurança no trânsito. “Caso contrário, estes números só tendem a piorar nos próximos anos”, enfatiza.

No ranking regional, São Bernardo lidera o número de mortes em agosto com oito casos, seguido por Diadema (seis), Santo André (quatro), Ribeirão Pires (quatro), Mauá (dois) e São Caetano (um). Rio Grande da Serra não registrou óbitos no período.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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