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DATA DA PUBLICAÇÃO 30/05/2017 | Cidade
Moradores pressionam para antecipar entrega de moradias
Moradores pressionam para antecipar entrega de moradias Foto: Denis Maciel/DGABC
Foto: Denis Maciel/DGABC
A segunda tentativa de invasão, na madrugada de domingo, do Condomínio Altos de Mauá, na Vila Feital, em período de dois meses, deixou as 840 famílias que aguardam a conclusão da obra e a entrega dos apartamentos – prometida para meados de 2014 – apavoradas. Embora a ação do grupo de cerca de 100 integrantes de assentamentos da cidade tenha sido evitada por equipes da GCM (Guarda Civil Municipal) e da PM (Polícia Militar), os futuros moradores do empreendimento residencial pressionam a administração para que a entrega das chaves, prevista para 25 de junho pelo prefeito Atila Jacomussi (PSB), seja antecipada, tendo em vista ameaças de novas investidas por parte dos invasores.

Comissão de cerca de 60 moradores se reuniu, na tarde de ontem, na Prefeitura, para cobrar posicionamento do chefe do Executivo. “Estamos aguardando uma ação concreta por parte da administração, da construtora (Augusto Coelho) e da Caixa (Econômica Federal), porque essa situação está insustentável. Estamos nos revezando na vigia, perdendo dias de trabalho, com medo de que essa invasão aconteça”, revela o ajudante geral Aguinaldo Ferreira, 35 anos. O futuro morador do Altos de Mauá aguarda, há cinco anos, em auxílio-aluguel, pela conclusão do empreendimento. “Tiraram-me da minha casa (em área de risco no Jardim Oratório) com uma promessa, e até hoje estamos nessa espera”, destaca.

Para o prestador de serviços Evandro Soares, 34, a situação é preocupante até mesmo para a integridade física dos futuros moradores. “Eles nos ameaçam, dizem que vão voltar. Sem falar que toda vez que tentam invadir quebram tudo. Tem porta de apartamento quebrada, vidro das janelas. A Prefeitura fica tendo de gastar com esses reparos”, observa. O morador aguarda, desde 2001, em aluguel social, a entrega do apartamento onde vai morar com a mulher e três filhos (de 1, 6 e 13 anos). “Estamos preocupados, também porque já transferi as crianças de escola, porque a promessa era a de que a obra seria entregue no domingo”, ressalta.

O empreendimento de 840 apartamentos começou a ser erguido em 2013 com a promessa de ser entregue após 18 meses de obra. O projeto tem investimento total de R$ 71,4 milhões, sendo R$ 16,8 milhões oriundos do Estado, por meio do programa Casa Paulista, e R$ 54,6 milhões da União, pelo Minha Casa, Minha Vida – Entidades. O modelo foi celebrado pelo poder público diretamente com o MSTU (Movimento dos Sem-Terra Urbano), presidido pelo vereador Severino (Pros), alvo de polêmicas e investigação por parte do MP (Ministério Público) após ter áudio em que convoca integrantes do movimento de moradia a ocuparem as unidades do empreendimento divulgado, conforme denunciou o Diário em abril.

A entrega das moradias depende da conclusão das obras de ligação de água e esgoto, o que, inclusive, gerou recentemente autuação pela empresa Odebrecht Ambiental – atual BRK Ambiental – ao MSTU por tentativa de ligação ilegal da rede, sem autorização da empresa, da Prefeitura ou da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá). Conforme a Prefeitura, as intervenções para coleta de esgoto, drenagem e iluminação tiveram início ontem.

A Caixa esclareceu que, além da desapropriação de terreno onde será feita a infraestrutura, aguarda o resultado das tratativas entre o Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo, Cartório de Registro de Imóveis de Mauá e Secretária Estadual da Habitação para delineamento final do parcelamento do solo. Com isso será possível à Caixa solicitar a averbação da servidão de passagem e individualização das unidades.

Em novo áudio, vereador ameaça população

Pressão por todos os lados. É essa a sensação do grupo de 870 famílias de Mauá que aguarda a entrega dos apartamentos do Condomínio Altos de Mauá, na Vila Feital. Além do medo de que as tentativas de invasão no empreendimento se concretizem, os moradores ainda sofrem ameaça por parte do vereador Severino do MSTU (Pros), presidente da entidade responsável pela obra e escolha dos moradores beneficiados, a cada cobrança para a entrega da obra.

Em áudio que a equipe do Diário teve acesso ontem, Severino ressalta que o empreendimento pertence ao MSTU. “Cuidado na língua, porque ninguém tá lá dentro ainda, não. Cuidado com o que estão falando por aí. Ninguém é dono de lá ainda não. Vocês não assinaram documento nenhum”, disse, ao se referir às críticas da população frente às polêmicas envolvendo o nome dele. “Vocês não estão do meu lado, estão me criticando, metendo a boca em mim em WhatsApp, rede social. Vocês são umas pessoas ingratas. Não merecem eu colocar o nome na lista para ir para lá não”, destacou.

Por Natália Fernandjes - Diário do Grande ABC
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