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DATA DA PUBLICAÇÃO 16/03/2017 | Cidade
Moradores e comerciantes do Jd.Zaíra contabilizam prejuízos
Moradores e comerciantes do Jd.Zaíra contabilizam prejuízos Foto: Nario Barbosa/DGABC
Foto: Nario Barbosa/DGABC
Moradores e comerciantes do Jardim Zaíra, em Mauá, amanheceram ontem contabilizando os prejuízos decorrentes da forte chuva que atingiu a cidade na noite anterior. Um dos locais mais castigados foi a UBS (Unidade Básica de Saúde) Macuco, que alagou.

Pela manhã, funcionários da unidade limpavam o local, repleto de lama, e tentavam recuperar documentos, mesas, cadeiras e até macas, as quais tiveram de ser levadas para a área externa do prédio.

Papel colado em uma parte da grade informava que os atendimentos do dia tinham sido suspensos e que a coleta de sangue seria retomada amanhã. Pacientes foram contatados para remarcação de consultas – a Prefeitura não informou quantas pessoas foram prejudicadas com a enchente.

A força da chuva foi sentida pela dona de casa Rosângela dos Santos Mathias, 50 anos, que perdeu parte do telhado e ainda teve a casa invadida pela enxurrada. Mesmo tendo degraus mais altos na frente da residência justamente para evitar a entrada de água, a medida não foi suficiente. “Fez estrago. Invadiu minha casa e meu quintal parecia uma piscina.”

A comerciante Odete Soares dos Santos, 63, exemplificou o sentimento de perda de quem vive ou trabalha na região. “Chuva igual a que teve ontem (terça-feira) nunca vi na vida, em todos anos que moro aqui.”

O medo de que os veículos parados na rua fossem arrastados pela chuva deixou a comerciante apreensiva. Ela contou que o tráfego na região virou um caos. “Nenhum carro subia nem descia as ruas devido ao alagamento. A Prefeitura ficou até 1h limpando, mas parece que não fez nada”, lamenta.

“Basta chover meia hora para encher tudo. Não sei qual foi o milagre para a Prefeitura vir aqui limpar. Foi uma hora e 15 minutos chuva, eu estava saindo para ir à igreja e aqui lotou de gente, não passava nem a pé nem de carro”, afirma o comerciante Gonçalo de Oliveira, 53.

Desempregada há sete anos e moradora do Macuco há 40, a dona de casa Janice Evangelista, 52, viu-se obrigada a pegar ferramentas emprestadas do pai para fazer a limpeza de córrego ao lado de sua residência, trabalho que deveria ser realizado pelo poder público. “Há dois anos o muro da minha casa caiu em uma forte chuva, igualzinha à desta semana. Se não limpar essa lama e colocar pneu ao lado do meu muro, minha casa estará em risco mais uma vez”, desabafa. “A Prefeitura não faz nada desde o ano passado, e o novo prefeito, coitado, diz não ter dinheiro. Não temos saída aqui. Ou limpo ou minha casa cai”.

Em nota, a Prefeitura de Mauá informou que a unidade retomará os atendimentos hoje após passar por procedimentos de higienização e descontaminação, e que não há risco para os usuários. A administração afirmou que as consultas médicas e de enfermagem foram redistribuídas na agenda da semana, entre amanhã e sexta-feira. O governo ainda explicou ter deslocado tratores e caminhões da Defesa Civil para a limpeza fora da UBS com o intuito de se evitar novos transtornos em caso de fortes chuvas.

Por Matheus Angioleto - Especial para o Diário
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