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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/11/2016 | Cidade
‘'Meu plano de governo cabe no Orçamento’'
‘'Meu plano de governo cabe no Orçamento’' Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
Eleito prefeito de Mauá, o deputado estadual Atila Jacomussi (PSB) assegura que o plano de governo que defendeu nas ruas cabe dentro do Orçamento da cidade, mediante revisão de contratos e enxugamento da máquina pública.

Em visita à sede do Diário, Atila promete reanalisar acordos suspeitos – como o da merenda escolar – e reduzir o número de cargos comissionados para que haja fôlego financeiro na Prefeitura.

“Todo País vive crise econômica, Mauá não seria de outra forma. Sabemos que o desafio é grande, mas não podemos começar o governo com desculpas. Pedimos oportunidade para o povo e vamos governar diante das adversidades”, afirma.

O socialista declara que a preocupação inicial é com a zeladoria da cidade, apontando que já pediu ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao prefeito Donisete Braga (PT) a limpeza dos piscinões e córregos do município para evitar enchentes com as chuvas de verão.

Sobre a aliança com a família Damo, Atila ainda evita falar em quais áreas a ex-deputada estadual Vanessa Damo (PMDB) e seu marido, José Carlos Orosco Júnior (PMDB), podem atuar. “A Vanessa vem nos ajudando muito. Ela me ajudou na elaboração do plano de governo. Converso com ela diariamente. É preocupada com os problemas da cidade. Faremos governo de consulta. Essa é a grande diferença. Todos os escalões do governo serão ouvidos. Mauá terá prefeito de gabinete de portas abertas”, diz o prefeito eleito, indicando que deve aproveitar a experiência administrativa de Márcio Chaves (PSD) e de Rogério Santana (Rede), ex-prefeituráveis e que aderiram à campanha do PSB no segundo turno.

Atila também elogia o pai, o vereador reeleito Admir Jacomussi (PRP). “Se eu estou feliz, imagine o Jacomussi (risos). Ele viu o sonho que sempre buscou, infelizmente ele não teve, ser realizado com a vitória de ontem (domingo). O Jacó está bem tranquilo. Será o presidente da comissão de transição. Ele será um curinga do governo. É respeitado na Câmara, no governo, tem experiência administrativa.”

Confira abaixo entrevista na íntegra.

Já caiu a ficha de ser eleito prefeito de Mauá?

Para cidade de Mauá é alegria, sonho realizado, sonho da minha família. Começou com meu avô (Valdomiro), em 1972, com início da carreira do meu pai (Admir Jacomussi). Depois de muito tempo a família Jacomussi realiza esse sonho, compartilhado com partidos políticos, com aliados. Mas foi vitória do povo de Mauá. Combustível do projeto foram alegria e esperança que sentíamos nas ruas a cada aperto de mão.

Como espera herdar a Prefeitura de Mauá?
Devemos iniciar transição na próxima quinta-feira. O prefeito (Donisete Braga, PT) me telefonou, falou com meu pai, que será o presidente da comissão de transição, trocaram telefones. Na quinta-feira devem se encontrar para apresentarmos o trabalho e iniciarmos a transição. Vamos ter ideia de como a Prefeitura se encontra. Todo País vive crise econômica, Mauá não seria de outra forma. Sabemos que o desafio é grande, mas não podemos começar o governo com desculpas. Pedimos oportunidade para o povo e vamos governar diante das adversidades. Temos condições de implementar o que propusemos no nosso plano de governo. O plano de governo é viável, feito pela população de Mauá, discutido com técnicos da cidade e que cabe dentro do Orçamento que a cidade tem. Basta gerenciar bem as finanças da cidade, gerenciar os contratos. Temos grande problema na cidade que são os imóveis alugados (departamentos públicos que pagam aluguéis) e devemos reavaliar isso. Vamos rever os contratos, um a um. Temos de enxugar.

Como será sua postura com relação aos polêmicos contratos da merenda escolar?
Vamos tomar pé de toda a situação. Por meio do Ministério Público, que abriu investigação, temos alguns dados. Vamos investigar e avaliar isso a fundo. Não vamos aturar nenhum tipo de contrato em que houver comprovação de superfaturamento. Se houver a comprovação, será cancelado, com as providências necessárias. O povo não pode ter prejuízo ou ter merenda de má qualidade.

Haverá redução no número de secretarias?
Temos de enxugar a máquina, com responsabilidade. Vamos analisar os quadros da Prefeitura. Existe processo do Ministério Público para reavaliar a quantidade de cargos comissionados. Vamos ter folga no Orçamento público (com essas medidas) para investir na cidade com isso. O povo quer governo transparente e vamos fazer. Governo voltado para a população. Ganhamos a eleição ontem (domingo) e ainda estamos comemorando. A partir de quinta-feira teremos a equipe de transição e formulação de governo. Um governo para a cidade de Mauá.

Como o sr. lidará com o transporte público?
Foi minha grande bandeira de governo. Iniciamos a campanha no terminal rodoviário e terminei a campanha lá, numa sexta-feira, às 19h. Estivemos com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e tenho agenda na próxima semana para encontrar com a presidência da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para discutir a integração do trem e do ônibus. O segundo passo é cobrar da atual empresa (Suzantur) um bom serviço. Tem de cobrar para cumprir horário, para que coloque frota nas ruas, que qualifique seus funcionários, que rediscuta a demissão de cobradores, que instale abrigos, como diz o contrato. A empresa precisa investir no terminal. Também veremos a questão das reformas de alguns terminais da cidade. E o sonho é a construção de outro terminal rodoviário da cidade, uma das grandes marcas do governo.

No início do governo, qual será a preocupação?
A zeladoria. Mauá sofre muito com as enchentes de verão. Uma das discussões do governador é a limpeza dos piscinões e dos córregos da cidade. Para que não possamos sofrer qualquer surpresa no início do nosso governo. O projeto de zeladoria será Pintou Limpeza.

Outro tema que pautou a campanha foi a Saúde. O que é possível fazer no primeiro ano de gestão?
Tenho três grandes obras na Saúde que no primeiro ano preciso entregar: a reabertura do PS (Pronto-Socorro) do Hospital Nardini, a instalação de centro de diagnóstico de câncer de mama e do colo do útero e lutar pela UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Itapark. Vamos batalhar também para reabrir a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24 horas da Vila Magini. A ideia é reabrir o PS do Hospital Nardini nos primeiros seis meses. Queremos também que até 2018 a Santa Casa volte a atender a população, pelo SUS, pelo menos o PS e a maternidade. Quero implementar um governo de metas. O que podemos fazer nos primeiros 100 dias, nos primeiros seis meses, no primeiro ano, na primeira metade do governo. Temos que fazer governo de gerenciamento.

O sr. pretende retomar a discussão de reestadualizar o Hospital Naridni?
A estadualização do Hospital Nardini é muito discutida. O atual prefeito falou isso e não conseguiu. Quero que o Hospital Nardini funcione de fato. Que o quinto andar volte a funcionar, que tenha unidade neonatal, que o PS do Nardini volte a atender a população.

Dá para fazer tudo isso só com o Orçamento municipal?
Dá para fazer se tivermos bom gerenciamento dos contratos. Se não houver superfaturamento em contratos podemos dar bom retorno à população.

Como o sr. vai trabalhar com o contrato da FUABC (Fundação do ABC)?
Quero sentar com a FUABC e reavaliar o plano de metas e o retorno funcional da FUABC. A Prefeitura deu à FUABC o gerenciamento da Saúde. Não basta dar o gerenciamento da Saúde a uma fundação, a um instituto ou a uma ONG se não cobrar plano de metas. Vamos ver se o que está sendo gasto retorna à população. Hoje é claro que não há esse retorno. Há pessoas internadas no corredor no Hospital Nardini. Atendimento de especialidades é grande problema na cidade. É inadmissível. Estamos mexendo com vida. FUABC ou qualquer outra precisa apresentar resultado. Quero resultado na Saúde, na Educação, no transporte. Não posso fazer qualquer governo. Tenho de fazer o melhor governo que essa cidade já teve. A expectativa em mim é muito grande. O grupo ao meu lado é responsável e quer o melhor para a cidade de Mauá.

Como será a participação do grupo da ex-deputada estadual Vanessa Damo (PMDB) e do presidente do PMDB mauaense, José Carlos Orosco Júnior?
A vitória foi coletiva. Esse grupo teve importância primordial. Pela primeira vez unimos forças de oposição. Isso só foi possível porque a população de Mauá e grandes lideranças entenderam que a união poderia dar essa grande vitória e esse momento que a cidade esperava. Grupo é movido sem vaidades, com bandeira única, de retomar o progresso de Mauá. A missão é difícil, mas possível de ser realizada.

Já tem papel da Vanessa ou do Orosco?
A Vanessa vem nos ajudando muito. Ela me ajudou na elaboração do plano de governo. Converso com ela diariamente. É preocupada com os problemas da cidade. Faremos governo de consulta. Essa é a grande diferença. Todos os escalões do governo serão ouvidos. Mauá terá prefeito de gabinete de portas abertas. O Júnior (Orosco) deixou claro que está no projeto para colaborar pela cidade de Mauá. A Vanessa não pode continuar enxergando a cidade triste, amargurada e seu povo buscando uma luz no fim do túnel. Essa luz apareceu, foi a vitória no nosso projeto.

No segundo turno, o sr. recebeu apoio dos ex-petistas Rogério Santana (Rede) e Márcio Chaves (PSD), que já foram secretários em Mauá. Pretende aproveitá-los no primeiro escalão?
O Márcio e o Rogério se colocaram à disposição para colaborar. Com o Márcio tenho amizade de longa data. O Márcio é pessoa que tem experiência administrativa. O Rogério também foi secretário (de Serviços Urbanos), foi vereador comigo e com a Vanessa. São pessoas que se desestimularam com o que aconteceu nos últimos anos. Tiveram ato de coragem de buscar o próprio caminho e todos estão juntos pelo mesmo sentimento: recuperar a cidade de Mauá.

Como seu pai, Admir, vai auxiliá-lo no Paço?
Se eu estou feliz, imagine o Jacomussi (risos). Ele viu o sonho que sempre buscou, infelizmente ele não teve, ser realizado com a vitória de ontem. O Jacó está bem tranquilo. Será o presidente da comissão de transição. E até o momento não se posicionou. Vamos ter reunião com a bancada e alguma coisa vai se desenhar. Ele será um curinga do governo. É respeitado na Câmara, no governo, tem experiência administrativa. Como secretário de Obras teve as quatro contas aprovadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). Foi presidente de Câmara três vezes e nunca teve apontamento de contas. É o grande soldado do governo. É respeitado pela Vanessa, pelo Júnior.

Por Raphael Rocha - Diário do Grande ABC
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