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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/06/2014 | Economia
Mercedes adotará lay off para até 1.400 funcionários
Mercedes adotará lay off para até 1.400 funcionários Trabalhadores de licença remunerada da Mercedes aprovam lay off. Foto: Andris Bovo.
Trabalhadores de licença remunerada da Mercedes aprovam lay off. Foto: Andris Bovo.
Medida evitará demissão de 600 trabalhadores

A Mercedes-Benz avalia suspender por cinco meses os contratos de trabalho de até 1.400 funcionários da unidade de São Bernardo. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o lay off (suspensão dos contratos) é negociado para evitar as demissões de 600 funcionários que estão de licença remunerada e para adequar a produção com a queda nas vendas.

Nesta semana os 600 metalúrgicos em licença remunerada desde o dia 12 de maio receberam telegramas afirmando que seriam desligados da empresa na quarta-feira (04/06). Para evitar as demissões, o sindicato propôs a adoção do lay off. “A empresa aceitou negociar, porém, deve colocar entre mil e 1.400 funcionários em licença. Ainda vamos definir os detalhes”, afirmou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Valter Sanches.

Nesta sexta-feira (30/05) os trabalhadores em licença remunerada participaram de uma assembleia na sede do sindicato e aprovaram a negociação do lay off.

A assessoria de imprensa da Mercedes confirmou que a montadora está em negociação com o sindicato e que não há ainda nenhum detalhe acertado.

Alternativas
Desde o inicio do ano a montadora adotou outras ações para contornar a queda nas vendas. Entre o meio do mês de fevereiro e começo de maio operou com a jornada reduzida de trabalho, com produção apenas em quatro dias da semana. Adotou férias coletivas no inicio do ano. E o PDV (Programa de Demissão Voluntária) com a expectativa de adesão de dois mil trabalhadores. O último balanço divulgado no inicio de maio, apontou que 1.100 haviam aceitado o pacote. A empresa reabriu o programa na ocasião e encerra as adesões nesta sexta-feira (30/05).

De acordo com os dados da Anfavea ( Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) as vendas da Mercedes entre janeiro e abril deste ano caíram 10%. Porém, em algumas categorias como de caminhões médios caiu 40,5%.

“As vendas caíram principalmente por conta dos problemas de exportação com a Argentina, e por isso a empresa vem adotando medidas para equilibrar a produção e a demanda”, disse Sanches.

Essa é a segunda vez que a Mercedes utiliza esse mecanismo. No segundo semestre de 2012 cerca de 1.500 trabalhadores ficaram em casa. Eles receberam bolsa do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) no valor de R$ 1.163 e o complemento do salário foi pago pela montadora. De acordo com a empresa, a média de salário desses trabalhadores era de R$ 2.800 (valor líquido). Os afastados também frequentaram cursos de qualificação profissional, como prevê a legislação.

"O motivo em 2012 foi a mudança de tecnologia nos motores dos caminhões para atender uma nova legislação ambiental. Isto encareceu os veículos. Houve uma antecipação de vendas em 2011 e no ano da mudança foi fraco em vendas", disse o sindicalista.

Por Michelly Cyrillo - ABCD Maior
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