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DATA DA PUBLICAÇÃO 24/01/2008 | Economia
Medicamentos genéricos crescem 23,6% em 2007
A redução de até 50% no preço dos medicamentos genéricos faz os consumidores optarem cada vez mais pela compra desses remédios. Aumentou em 23,6% as vendas do produto nas farmácias no ano passado na comparação com 2006, o equivalente a R$ 794 milhões.

Os dados são da Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias), que conta com associadas em quase todas as cidades do Grande ABC, menos em Rio Grande da Serra.

O crescimento é bem maior que o observado na comercialização de medicamentos em geral, que teve alta de 14% no período, totalizando R$ 5,7 bilhões. O crescimento das compras de genéricos, no entanto, foi bem maior, de 23,6%.

Para o presidente executivo da entidade, Sérgio Mena Barreto, um dos motivos para a alta é a inclusão das redes no programa Farmácia Popular, que incentiva a venda de genérico e é subsidiado pelo governo. “Do total, 95% das unidades inclusas no programa são da Abrafarma.

Quando o cliente vai à farmácia em busca do genérico, vê que há um remédio para outra enfermidade e acaba comprando”, disse.

Outro motivo é a conscientização cada vez maior do consumidor de que os genéricos são de qualidade e mais baratos. “O aumento da renda do trabalhador, com a estabilização da economia, também colaborou”, explicou Odnir Finotti. vice-presidente da Pró Genérico (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos). De acordo com ele, há genéricos no mercado para praticamente todos os tipos de doenças hoje.

Espaço
Apesar do alto ritmo de crescimento, a participação dos genéricos nas vendas totais das farmácias ainda é pequena, aumentou de 13,96% em 2006 para 14,52% no ano passado.

No mercado em geral, foram comercializadas 1,2 bilhão de unidades de medicamentos de marcas no ano passado, ante 233 milhões de genéricos.

Em valores, os medicamentos genéricos representaram cerca de R$ 3 bilhões e, os de marca, R$ 20,6 bilhões, segundo dados da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). Em 2006, foram 195 milhões de genéricos vendidos pela indústria, o equivalente a R$ 2,3 bilhões.

Produtos devem ser, no mínimo, 35% mais baratos

Por lei, os medicamentos genéricos precisam ser no mínimo 35% mais baratos do que os remédios idênticos de marca. No entanto, é possível encontrar unidades do produto até 50% mais em conta nas farmácias.

Há cerca de 2.315 medicamentos genéricos no mercado – se levadas em conta as diferentes dosagens de cada um existente à venda, são cerca de 13 mil unidades, segundo a Pró Genérico (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).

Segundo o vice-presidente da entidade, Odnir Finotti, os genéricos podem substituir qualquer medicamento idêntico de marca. O mesmo não acontece com os similares, que são cópias de remédios já existentes no mercado, mas com outra marca.

Pesquisa feita pelo Procon-SP no final do ano passado mostrou que 49% dos consumidores compram freqüentemente medicamentos genéricos e outros 29% adquirem o produto com freqüência. Apenas 13% dos consumidores revelaram nunca ter comprado o tipo de remédio.

Por Gabriela Gasparin - Especial para o Diário / Foto: Edmilson Magalhães
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