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DATA DA PUBLICAÇÃO 26/04/2018 | Saúde e Ciência
Média de 14 pessoas morrem por dia por doenças circulatórias
Média de 14 pessoas morrem por dia por doenças circulatórias  Hipertensão, cujo dia mundial de combate é celebrado hoje, é a principal ameaça entre as sete cidades. Foto: Claudinei Plaza/DGABC
Hipertensão, cujo dia mundial de combate é celebrado hoje, é a principal ameaça entre as sete cidades. Foto: Claudinei Plaza/DGABC
As doenças do sistema circulatório respondem por um terço das mortes do Grande ABC e acometem média de 14 pessoas por dia, sendo a principal causa de óbitos entre as sete cidades. Em 2015, dado mais recente no DataSus, banco de dados do Ministério da Saúde, foram 16.009 vítimas fatais por doenças na região, sendo que 5.232 se enquadram no perfil. Na sequência, aparecem o câncer (3.107 mortes) e as enfermidades do aparelho respiratório (2.287), (veja na arte ao lado).

A hipertensão – cujo Dia Nacional de Prevenção e Combate é celebrado hoje – é a principal causa das doenças do aparelho circulatório e, quando não tratada, responde pela maior parte de eventos como AVC (Acidente Vascular Cerebral) e infarto. A enfermidade ocorre quando a pressão sanguínea, causada pela força de contração do coração nas paredes das artérias para impulsionar o sangue para todo o corpo, se eleva. Pressão igual ou superior a 14/9 já é considerada alta.

Em Santo André, segundo a Prefeitura, em 2017 foram realizadas 457 internações por doenças hipertensivas e, neste ano, 68. Na rede pública de São Bernardo, cerca de 100 mil pacientes fazem acompanhamento e retiram medicamentos para hipertensão. Esse número representa de 15% a 20% da população. Em Ribeirão Pires, estão registrados 10.931 pacientes com a doença na rede de Saúde. As demais cidades não forneceram dados sobre a enfermidade.

O coordenador adjunto do curso de Medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), Fernando Arruda, observa que a popular pressão alta atinge 30% da população brasileira. “A cada dois minutos uma pessoa morre por doenças associadas à hipertensão”, frisa.

O cardiologista da rede de hospitais São Camilo, Pedro Gregorio Mekhitarian, lembra que a hipertensão é assintomática. “Quando a pessoa toma ciência, já está com alterações avançadas no organismo, por isso, gera situação de maior incidência de mortes cardiovasculares.”

PREVENÇÃO

Mekhitarian ressalta que pessoas com histórico de hipertensão na família devem iniciar, ainda jovens,

processo de avaliação da pressão arterial. “Há grande chance de essas pessoas apresentarem hipertensão no decorrer da vida e, para retardar ao máximo, é preciso mudar o estilo de vida”, pontua. Nos hábitos – que também ajudam quem não tem histórico familiar a combater o problema – estão a prática de atividades físicas, não fumar, não abusar do sal nem de bebida alcoólica e manter o peso ideal.

A autônoma Isilda Filomena Ferrarezi, 60 anos, de Santo André, sofre com hipertensão há uma década e, mesmo com medicação, o problema vez ou outra se intensifica. “Geralmente a pressão sobe mais quando abuso na alimentação, ou se por algum motivo fico nervosa”, conta a idosa.

O tema deste ano da campanha do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão é Meça Sua Pressão. Especialistas alertam, entretanto, que fazer a aferição em casa, com aparelhos digitais, não é problema, desde que corretamente. “Deve se dar 15 minutos de intervalo entre uma medida e outra para identificar melhor. Se observar que não está muito bem, vá ao pronto-socorro e, depois, marque uma consulta.”

(colaborou Bianca Barbosa)

Câncer é primeira causa de óbito em mais de 500 cidades do Brasil

O câncer figura como principal causa de morte em 516 dos 5.570 municípios brasileiros, conforme pesquisa divulgada neste mês pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o CFM (Conselho Federal de Medicina). No Grande ABC, a doença é o segundo motivo responsável por óbitos entre as sete cidades, representando 19,41% do total de mortes em 2015, mesmo ano de coleta de dados do estudo.

A pesquisa alerta que a doença avança no Brasil e, caso a trajetória seja mantida, em pouco mais de uma década as chamadas neoplasias serão responsáveis pela maioria dos óbitos em todo o País. O médico integrante da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia) Rafael Schmerling pontua que, com a população envelhecendo mais e à medida em que outras doenças são controladas (como as infecciosas e cardiovasculares), a mortalidade por câncer vai ganhando maior incidência.

O especialista ressalta que, para controlar também esse problema, é preciso melhorar o acesso da população à Saúde. “Casos novos podem ser prevenidos em algumas situações, mas, infelizmente, a Saúde pública é ineficiente. Consultas e exames demoram, tem suspeita e não faz diagnóstico e, quando faz, a cirurgia também demora, então, toda morosidade compromete um acesso pleno.”

Por Vanessa de Oliveira - Diário Online
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