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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/09/2013 | Cidade
Mauá sofre com investimento insuficiente do Estado na Saúde
Mauá sofre com investimento insuficiente do Estado na Saúde Cássia Pedros reclama do atendimento oferecido à mãe: “O médico não pediu exames e não a encaminhou para tratamento”. Foto: Andris Bovo
Cássia Pedros reclama do atendimento oferecido à mãe: “O médico não pediu exames e não a encaminhou para tratamento”. Foto: Andris Bovo
Um abaixo-assinado endossado por 15 mil pessoas será entregue ao Estado para a cidade receber verba para tratamento de câncer

Uma falha no atendimento e procedimento estabelecidos em Mauá para pacientes com diagnóstico de câncer tem piorado ainda mais a situação das pessoas que enfrentam a doença. De acordo com relatos de pacientes e pesquisas feitas pelo vereador Ricardo de Almeida (PTB), o Ricardinho da Enfermagem, em centros de diagnósticos como o AME (Ambulatório Médico de Especialidades), há diversas ocorrências da doença no município que não são tratadas como deveriam.

Um dos principais problemas, de acordo com Ricardinho, é o fato de pacientes saírem dos consultórios médicos dos postos de saúde e do AME com exames em mãos, nos quais constam indicações de câncer, sem, contudo, serem devidamente encaminhados para centros de tratamento da doença, como o Hospital Mário Covas, em Santo André. “O que tem ocorrido na nossa cidade é um crime contra a humanidade”, desabafou.

Ao se deparar nos últimos anos com esse tipo de problema, ou seja, seguidos casos de câncer registrados na rede de atenção básica de Mauá, o vereador decidiu despertar a atenção dos gestores de saúde.

Mobilização

Desde julho, o petebista faz circular na cidade um abaixo-assinado, cujo documento reclama mais investimentos do governo estadual para o setor. Ricardinho afirma que o documento já foi endossado por 15 mil pessoas. A ideia é entregar o abaixo-assinado ao novo secretário estadual de Sáude, David Uip, que deverá ser empossado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) nos próximos dias.

A proposta do parlamentar é que o Estado passe a visualizar Mauá (que hoje tem 417 mil habitantes) como um município com mais de 500 mil habitantes – já que atende pacientes de cidades vizinhas – para receber um centro de tratamento em oncologia, ou ao menos ter verbas específicas para a especialização em diagnóstico da doença.

Procurado, o governo do Estado não quis se pronunciar sobre as críticas do vereador até o fechamento desta reportagem.

O ABCD MAIOR acompanhou ocorrências citadas pelo vereador e pôde constatar essa disfunção. A aposentada Maria Aparecida Pedros, 69 anos, corre contra o tempo para se curar do câncer de mama. Reside a pouco mais de 50 metros da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Santista, onde realizou exames de rotina em outubro de 2012. Na ocasião, foi surpreendida por uma ultrassonografia em que havia a classificação birads 5 – literatura médica que acusa 95% de probabilidade de ser um câncer.

Desatenção

“O médico não deu nenhuma alternativa à minha mãe, que é analfabeta. Não pediu exames detalhados, não a encaminhou para um centro de tratamento”, reclama Cassia Maria Pedros, filha da paciente. Em dezembro, conseguiu encaminhar o caso ao Hospital Mário Covas, e o hospital passou a tratar a aposentada Maria Pedros, com biópsia e 25 sessões de radioterapia.

“É uma corrida contra o tempo, mas acredito que Deus irá curar minha mãe”, diz Cassia. Em outros casos, pacientes tiveram acesso a exames no AME, receberam diagnósticos semelhantes com indicação de câncer, porém, não foram encaminhados pelo médico para o devido tratamento. “As pessoas que estão organizando o sistema de saúde estão fazendo o arroz com feijão. Eu entendo que falta um pouco mais de empenho para fazer essa política pública acontecer na atenção básica como deveria”, observa Ricardinho.

Prefeitura previne câncer de mama

De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer) o tumor de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, e o mais comum entre as mulheres, com incidência de 22% dos casos novos por ano.

Se o diagnóstico for adequado combinado com a agilidade no tratamento o paciente consegue bons resultados, reduz-se o risco de morte. Entretanto, no País, as taxas de óbito permanecem altas. Em 2012, estima-se que houve 52.680 ocorrências de óbitos pela doença.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a Prefeitura de Mauá afirmou ter intensificado as ações em prevenção, com exames de rotina, e diagnóstico de câncer de mama. O município contabilizou 16 óbitos em 2012 provocados pelo câncer de mama, e até o mês de julho já foram 20 ocorrências de mortes.

“A Secretaria Municipal de Saúde de Mauá vem trabalhando na intensificação e qualificação as ações de prevenção, detecção precoce e diagnóstico do câncer de mama, atuando ainda juntamente às demais Secretarias da Região de Saúde do Grande ABC, Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde, no sentido de ampliar o acesso e qualidade do tratamento e acompanhamento das mulheres acometidas por essa doença”, defendeu a Prefeitura. Destacou que em 2012 promoveu mais de 20 mil mamografias. Quando identificados casos de câncer os pacientes são encaminhados para o AME (Heliópolis) e AME (Santo André) para passarcom um especialista, e podem seguir para tratamento nos Hospitais Heliópolis e Anchieta.

Procurado pelo ABCD MAIOR, o governo do Estado também não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre os casos citados.

Por Rodrigo Bruder - ABCD Maior
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