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DATA DA PUBLICAÇÃO 31/08/2010 | Cidade
Mauá estuda integração tarifária
Sem a previsão de quando a nova empresa de transporte público – Grupo Leblon, de Curitiba (PR) – deve assumir a gerência de 18 linhas de ônibus em Mauá, o secretário de Mobilidade Urbana da cidade, Renato Moreira, garantiu em entrevista ao ABCD MAIOR que nenhuma das obras e alterações do sistema de transporte da cidade será interrompida. O responsável pela Pasta ainda adiantou projetos para integração tarifária com a CPTM e estudos relacionados a corredor exclusivo para ônibus no município.

ABCD MAIOR – O sr. considera o transporte público um dos maiores problemas de sua Secretaria?

RENATO MOREIRA – O transporte público em Mauá, infelizmente, hoje é o contrário do que foi nas primeira e segunda gestões do PT (1997 a 2004), quando tínhamos um índice de aceitação de 85%.

ABCD MAIOR – A que atribui essa mudança?

MOREIRA – Mauá enfrenta um dos mais difíceis períodos no transporte, por conta do impasse jurídico com a licitação da Leblon. Assumimos a Prefeitura envoltos em um imbróglio jurídico que é um complicador. Outro fator negativo são as obras que passam pela cidade, como Rodoanel e Jacu-Pêssego, e a evolução da frota, que hoje está em 150 mil veículos, sem contar a frota flutuante.

ABCD MAIOR – Como explicar à população a situação do transporte público?

MOREIRA – Parte dessa situação é de responsabilidade da empresa que administra o transporte (Viação Januária). A primeira preocupação por parte da empresa não deveria ser com o ‘Regulamento de Sanções e Serviços’, e sim com a qualidade para atender o cliente. Eles precisam ter um serviço de confiabilidade, para buscar a qualidade do atendimento. Infelizmente, perderam um pouco disso e também houve por parte da gestão anterior um descuido.

ABCD MAIOR – A Leblon deveria assumir o transporte de Mauá na segunda quinzena de agosto. Como está o processo judicial?

MOREIRA – A atual responsável pelo transporte (Viação Januária) entrou com agravo de instrumento, posterior à assinatura do contrato. Tanto a empresa Leblon quanto o poder concedente (a Prefeitura) recorreram e estão aguardando a decisão judicial.

ABCD MAIOR – A atual empresa continuará administrando as linhas?

MOREIRA – Foi assinado o contrato, foi assinada a ordem de serviço, e a Leblon adquiriu os ônibus, o que é obrigação da concessão. Isso já está pronto, mas falta a liberação por parte da Justiça. Independentemente da situação, não vamos parar as mudanças que vêm sendo feitas na cidade.

ABCD MAIOR – Com a Leblon assumindo, há previsão de aumento na tarifa?

MOREIRA – Não existe discussão quanto a isso.

ABCD MAIOR – O que mais se caracteriza como dificuldade nessa área na administração?

MOREIRA – Fomos o primeiro município da Região Metropolitana a implantar a bilhetagem eletrônica que, além de possibilitar a integração temporal, é uma ferramenta de gestão. Nós (o PT) implantamos e saímos. Quando retornamos em 2009, a integração havia sido posta de lado. Retomamos e acrescentamos o monitoramento por GPS.

ABCD MAIOR – Como está o projeto de mobilidade urbana da Prefeitura para o PAC 2 (segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento)?

MOREIRA – Do ponto de vista técnico, foi aprovado. O que emperrou foi o grau de endividamento do município. Temos uma dívida que os credores não reconhecem. Quando você recorre a um órgão financiador, ele incorpora isso na dívida e não viabiliza o empréstimo. A gente deve incorporar este mesmo projeto no PAC 2. Vamos participar.

ABCD MAIOR – Do que trata o projeto?

MOREIRA – São contenções e a construção de uma marginal, que de forma direta tem a ver com transporte.

ABCD MAIOR – Para especialistas, investir em transporte público é saída para problemas como trânsito e meio ambiente. Há projetos para expandir o transporte público na cidade?

MOREIRA – Pretendemos fazer um transporte de qualidade e confiabilidade, um transporte atrativo. A nossa parte aqui nós faremos com certeza. Apesar das dificuldades financeiras, vamos implantar essas mudanças. Futuramente a gente pode ter trechos de corredores, pistas exclusivas ou preferenciais para circulação de transporte coletivo. Não dá mais para pensar no transporte de forma isolada. Temos de pensar no sistema municipal integrado, no caso de Mauá especificamente, com os trens da CPTM e posteriormente com os ônibus intermunicipais.

ABCD MAIOR – Já há previsão de quando deve entrar em funcionamento?

MOREIRA – Minha equipe fez uma pré-discussão com a empresa operadora do corredor EMTU, para abrir uma discussão ainda que embrionária com relação à integração tarifária. Mas como é uma iniciativa de forma regional também estudamos buscar apoio das outras cidades via Consórcio.

Por Fabíola Andrade - ABCD Maior
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