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DATA DA PUBLICAÇÃO 27/03/2017 | Cidade
Mauá acusa Sabesp de enviar menos água
Mauá acusa Sabesp de enviar menos água Foto: André Henriques/DGABC
Foto: André Henriques/DGABC
Desde dezembro a água enviada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para o abastecimento de Mauá tem sido em quantidade reduzida, prejudicando a população com a frequente falta d’água. A acusação é do prefeito Atila Jacomussi (PSB), que ontem esteve na sede da empresa para reunião com a diretoria executiva local para discutir a questão. Na cidade, a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) compra água no atacado da Sabesp.

A companhia contradiz o chefe do Executivo e afirma que não houve redução no envio. Em nota, acrescentou ainda “que a companhia vai avaliar, em conjunto com a Prefeitura, ações para melhora no abastecimento, com análise das regras de operação do município e maior atuação em perdas de água na rede de distribuição”.

Atila reafirmou a ocorrência de diminuição na vazão, fato que, segundo ele, foi causado por falta de pagamento de parcelas de precatório na gestão do ex-superintendente da Sama Paulo Suares (PT).

“Mauá, para ter um sistema saudável de abastecimento, precisa ter 1.300 litros por segundo, mas estão entrando 1.000 litros. Começou em dezembro a diminuição, pela irresponsabilidade do não pagamento de seis parcelas dos precatórios, totalizando R$ 2,5 milhões”, disse Atila, citando que, entre os bairros impactados, estão Parque das Américas, Jardim Feital, Jardim Zaíra e Jardim Sonia Maria.

Segundo o chefe do Executivo, “existe compromisso da Sabesp de, já a partir de hoje à noite (ontem), ligar a terceira bomba de abastecimento, que estava desligada, para voltar o abastecimento total. Tem de ser ligada aos poucos por causa da pressão de água, mas em dez dias volta a normalizar”.

O prefeito disse também que na terça-feira será apresentada proposta de como será feito o pagamento de débitos, e o objetivo é pagar a partir deste mês, repactuando a questão com o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

OUTRO LADO

Gestor anterior da Sama, Paulo Suares admitiu que as parcelas não foram pagas em razão da dificuldade da autarquia em conseguir se manter. “O acúmulo das dívidas que vem ocorrendo nos últimos anos não paga as despesas. Problemas como ligações clandestinas também tiram os valores da receita da Sama”, declarou.

“Escolhemos manter a manutenção, pois tivemos muito problemas”, completou Suares, referindo-se ao aumento de vazamentos registrados na rede, ocasionados pelo aumento de pressão, antes reduzida no período da crise hídrica.

Por Vanessa de Oliveira - Diário do Grande ABC
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