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DATA DA PUBLICAÇÃO 18/08/2008 | Setecidades
Manutenção de piscinões é ponto falho
A construção de piscinões é passo importante no combate às enchentes, mas não resolve o problema por si só. A manutenção dos reservatórios, assunto que gerou atrito entre Estado e prefeituras do Grande ABC nos últimos tempos, é parte fundamental do processo. Quando relegada a segundo plano, provoca impactos danosos na vida da população.

O dia 21 de fevereiro deste ano ficou marcado na memória dos moradores da região do bairro Capuava, em Mauá. Uma chuva atípica provocou alagamento de 80% da área, com água atingindo até dois metros e meio de altura em alguns pontos. Ironicamente, o bairro conta com o maior piscinão da América Latina, que estava inoperante naquele momento.

O piscinão Petrobras tem capacidade para armazenar até 800 mil metros cúbicos de água, mas não contava naquele dia com os fios e bombas necessários para fazer funcionar o aparato elétrico. Os equipamentos foram roubados por falta de vigilância no local e quem pagou foi a população.

O presidente da Associação de Amigos do Bairro Capuava, José Antonio Pontes Pasternak, mora há 300 metros do Rio Tamanduateí. Mesmo com toda essa distância, viu a água subir 50 centímetros no interior da casa. "O piscinão foi a saída ideal para o problema, mas faltou atenção quanto à segurança. Acabou por resultar no alagamento", conta.

Pasternak teve o cuidado de anotar a data que encerrou o ciclo de 12 anos sem graves enchentes no bairro. "A anterior ocorreu em 3 de janeiro de 1996. Até fevereiro, passamos este bom período sem tormento", lembra.

A volta das águas ao Capuava já provoca reações extremas. "Muitos moradores já estão mudando deste que é o bairro mais baixo de Mauá", diz o presidente da associação. Pasternak cita as áreas próximas ao Clube da Copafer e em frente à Valisére como pontos críticos.

Na última terça-feira, a Prefeitura foi procurada por Pasternak e pela diretora social da associação, Solange Almas Torres. O governo municipal afirmou que o piscinão Petrobras estaria em condições de funcionamento em setembro, embora quem deva promover a limpeza e rearranjo do esquema elétrico, de fato, seja o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica). "Agora, resta esperar para ver o que irá acontecer."

O Daee cobrou a ação da Prefeitura de Mauá e arcou com as despesas de recolocação de bombas e fios elétricos. "É difícil, porque entregamos aquele piscinão com área de lazer e tudo mais. Tempos depois estava totalmente abandonado", explica Ubirajara Tannuri Felix, superintendente do Daee.

A Prefeitura de Mauá se comprometeu a colocar guaritas no local e manter vigilância 24 horas para evitar que novos furtos ocorram.

No início do mês, o Daee começou a limpeza dos 17 piscinões da região e solicitou às prefeituras que disponibilizassem os bota-foras, como estipulado em contrato, para desonerar o governo estadual. Cada caminhão com 10 toneladas de entulho custaria até R$ 1.000 para ser descarregado.

Por William Cardoso - Diário do Grande ABC
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