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DATA DA PUBLICAÇÃO 20/08/2015 | Cidade
Mães de Mauá sofrem com ausência de transporte escolar do Estado
Mães de Mauá sofrem com ausência de transporte escolar do Estado Em fevereiro, mães e pais de alunos protestaram em frente à Diretoria Regional de Ensino de Mauá contra o corte de vans escolares. Foto: Andris Bovo
Em fevereiro, mães e pais de alunos protestaram em frente à Diretoria Regional de Ensino de Mauá contra o corte de vans escolares. Foto: Andris Bovo
Governo estadual tira vans de alunos a partir de 13 anos, que ficam expostos no caminho para escola

Observar os filhos irem às escolas nunca foi tão difícil para as mães do Jardim Paranavaí, em Mauá. Desde o começo do ano, o governo do Estado suspendeu os serviços de vans escolares para alunos a partir de 13 anos, alegando que o benefício seria trocado pelo passe livre escolar. Entretanto, muitas famílias não se encaixam nos critérios da gratuidade. O resultado é que os estudantes precisam ir a pé ou os pais são obrigados a pagar pelas passagens dos ônibus.

Há seis meses desempregada após fechar o próprio estabelecimento comercial, Bernadete de Souza todo o dia arruma uma forma de dar à filha de 15 anos R$ 7 para o ônibus de ida e volta – a tarifa unitária em Mauá é R$ 3,50 – para estudar na Escola Professor Antônio Lapate Netto, na Vila Magini, entre 19h e 23h. Além de ter um custo a mais ao fim do mês, a falta de estrutura urbana no caminho do colégio e a violência preocupam.

“Não tenho dúvida da negligencia do Estado. Se conversar com as mães, todas vão dizer o mesmo. Como ficam as crianças tendo de andar até a escola em uma região cheia de assalto? Nesta terça-feira (18/08) vi um assalto em frente à minha casa. E as mães que trabalham, como ficam? Estamos abandonadas”, desabafou Bernadete.

Alunos de Mauá somente podem usar o passe livre municipal se residirem a mais de dois quilômetros da escola. Foto: Rodrigo Pinto
Alunos de Mauá somente podem usar o passe livre municipal se residirem a mais de dois quilômetros da escola. Foto: Rodrigo Pinto

Em fevereiro, cerca de 100 pessoas protestaram em frente à Diretoria Regional de Ensino de Mauá, que também gerencia as escolas estaduais de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, contra a suspensão do serviço de vans escolares. Na ocasião, o Estado justificou que estudava a medida, uma vez que a cidade tinha o benefício do passe livre escolar no transporte coletivo municipal e intermunicipal. Contudo, a Prefeitura somente concede o benefício para alunos que morem a mais de dois quilômetros da escola.

Por essa razão, muitas famílias do Jardim Paranavaí não se encaixam no critério, um problema agravado pela falta de estrutura urbana e pela violência. De acordo com os pais, a Estrada Adutora Rio Claro possui trechos onde as calçadas são danificadas e obrigam os pedestres a se arriscar nas ruas.

A dona de casa Maria Nilza Pereira Arruda passa por situação semelhante quando a sua filha, também de 15 anos, deixa a casa para ir a mesma escola da Vila Magini no período da manhã. “Estava seguro antes com as vans que pegavam os filhos em casa para a escola. Agora a minha filha tem que descer sozinha. Eu confio na minha filha, mas não confio quem está na rua. E as calçadas para andar não têm estrutura boa e forçam as pessoas a andar no meio da rua”, explicou.

Cadastro

Em meio a reclamações, o vereador Dario Duarte Coelho (PT) colheu um cadastro de 170 pais de alunos que necessitam do retorno do serviço de vans escolares em Mauá. O petista disse que pretende entregar na semana que vem a lista de estudantes para a Secretaria de Educação do Estado pelo retorno do benefício.

“Num gesto de reconhecimento a nossa demanda (pela construção da escola estadual no Jardim Paranavaí), o Estado cedeu as vans para transportar as crianças a partir do quarto ano (do Ensino Fundamental) tanto para o Lapate Netto, na Vila Magini, como para a escola Mercedes Valentina Giannocario, no bairro Alto da Boa Vista. Mas no início deste ano, o governo estadual se aproveitou do passe livre e retirou as vans, prejudicando as crianças do Paranavaí e do (bairro) Nova Mauá”, explicou.
Respostas

Em resposta às reclamações dos pais, a Diretoria Regional de Ensino de Mauá negou o “corte dos serviços de transporte”, tendo em vista que os alunos a partir dos 13 anos podem usar os ônibus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo) pela lei estadual do passe livre escolar. A medida foi sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em fevereiro. A direção regional informou que fez um levantamento no início do ano letivo sobre os estudantes que poderiam receber o benefício.

Por sua vez, a Prefeitura de Mauá confirmou que o decreto assinado em abril pelo prefeito Donisete Braga (PT) especifica que o benefício da gratuidade os estudantes somente serve para alunos que residam no mínimo a dois quilômetros da unidade escolar. Até o momento mais de 20 mil alunos já se cadastraram para obter o benefício.

Por Bruno Coelho - ABCD Maior
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