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DATA DA PUBLICAÇÃO 21/6/2011 | Economia
Jovens trabalhadores ganham mais na Região
Os jovens trabalhadores da Região, com até 29 anos, recebem salários maiores em relação a outros com a mesma faixa etária em todo o País. A média do ganho dessa população no ABCD é 22% maior, com salário médio de R$ 1.282,26 ante R$ 1.052,26 no resto do Brasil. Os números fazem parte do estudo realizado pela subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com base nos dados da Rais/2010 (Relação Anual de Informações Sociais) e traçam um panorama sobre a juventude trabalhadora do ABCD e a situação do jovem metalúrgico no mercado. A Região emprega 300.260 jovens com carteira assinada.

Nas cidades do ABCD, os salários são maiores por causa da característica do trabalho regional, formado por setores diversificados da economia, mas que têm na base industrial as melhores remunerações. De acordo com o estudo do Dieese, um salário pago nas empresas da Região é 56,4% maior do que recebem os jovens no País. No comércio daqui eles ganham 19,3% a mais e no setor de serviços, a diferença de remuneração é 2,5% superior em comparação a outros locais.

O peso da remuneração paga pela indústria pode ser verificado quando se analisa os segmentos em que os jovens estão empregados. Embora a maioria esteja no setor de serviços é o salário pago pela indústria que tem o maior peso na composição média dos salários. A maior parte dos jovens, 40% trabalha no setor de serviços, 23% no comércio e um terço na indústria. Na indústria de transformação da Região, a média salarial é R$ 1.695,85; no comércio, R$ 1.016,13 e nos serviços R$ 1.108,78, atividade que tem o maior número de empregados com carteira assinada, 120.442 (R$ 133 milhões em salários). No comércio, somam 67.563 (R$ 68 milhões em salários) e na indústria 90.362 (R$ 153 milhões em salários na Região) (veja tabela).

Fora do mercado - De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, a boa remuneração é a base do consumo, do desenvolvimento da economia e de melhor qualidade de vida. “Os melhores salários dão mais condição de consumo e de investimento em estudo para os jovens”, comentou. Conforme o levantamento do Dieese, os trabalhadores jovens representam 38% da força de trabalho na Região, um total de 798.345 jovens.

Apesar dos dados serem positivos, por um lado, Rafael alerta, por outro, que ainda há grande número de jovens fora do mercado no ABCD. E critica a falta de políticas públicas para incrementar o acesso ao mercado. “É necessário intensificar o desenvolvimento de políticas para a juventude, e que incentive e qualifique futuros profissionais”, acrescenta.

O nível de escolaridade dos jovens da Região também é maior em relação ao País. Têm o ensino médio completo 60,5% dessa população contra 52% no Brasil. De acordo com a economista do Dieese, Zeíra Camargo Santana, a escolaridade e a remuneração têm relação direta com as atividades que os jovens ocupam. Na indústria, as maiores ocupações são de alimentadores na linha de produção; no comércio são operadores em lojas e supermercados e no setor de serviços, auxiliares administrativos e operadores de telemarketing.

O panorama dos jovens trabalhadores também representa um dado importante para a campanha salarial dos metalúrgicos. “Sem dúvida são números que devem ser considerados nas estratégias de negociação”, comenta Rafael.

Oportunidades - A oportunidade de trabalho na indústria segue viva entre os jovens do ABCD e a chance de construir uma carreira no segmento é alta. Com o mercado interno aquecido há grande demanda nas linhas de produção, o que se torna uma oportunidade para a juventude da Região ocupar postos de trabalho nas montadoras.

Para o economista e professor da Facamp (Faculdades de Campinas), Marcelo Manzano, o emprego na indústria é um dos mais estáveis e também onde se tem uma remuneração maior. “A Região possui uma economia pujante e conta com a presença de muitas indústrias de diversos segmentos e isso possibilita que os jovens do ABCD tenham muito mais oportunidades para conseguir um trabalho de alta qualificação. A juventude da Região consegue ter ao seu dispor uma combinação completa tanto quanto a chance de estudar em boas universidades como também a de trabalhar em uma grande companhia”, ressalta.

Manzano cita ainda que de fato a entrada de jovens no segmento mostra que a mão de obra existente atualmente nas empresas passou a ser insuficiente. “O mercado está crescendo e também está aquecido, sendo assim a tendência é de que o número de contratações aumente consideravelmente”, finaliza.

Na Mercedes - O montador de caminhões da Mercedes-Benz, Pablo Fonseca, 22 anos, trabalha há quatro anos na empresa alemã e afirma que o emprego na indústria possibilita o crescimento profissional. “Os benefícios são muito maiores que nos outros setores. É possível pagar meus estudos, fazer cursos extras e também poder pagar os gastos com o carro”, pontua.

Fonseca conta que começou a trabalhar como estagiário no setor de usinagem da montadora e quando abriu uma oportunidade no departamento de montagem de caminhões não teve dúvidas em aceitar o desafio. “Era uma área totalmente diferente da que eu trabalhava, mas nesses últimos anos estou aprendendo muito e acredito que será uma excelente uma oportunidade profissional”, pondera.

O montador ressalta ainda que um dos seus objetivos é conseguir finalizar a graduação em Administração com ênfase em Comércio Exterior. “Apesar de trabalhar em uma grande empresa, meu objetivo é poder crescer dentro dela e poder passar por outros setores, sendo assim acabei optando por fazer graduação em Comex (Comércio Exterior) para ampliar minhas oportunidades dentro da companhia”, frisa.

Por Niceia Climaco e Felipe Rodrigues - ABCD Maior
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