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DATA DA PUBLICAÇÃO 01/10/2015 | Setecidades
Jovens da região se unem em grupos mobilizadores para defender causas sociais
Em meio aos problemas sociais e políticos, sempre vemos pessoas dispostas a lutar por mudanças e melhoras em diversos setores, sejam eles, de cunho racial, gênero, socioeconômico, político e cultural. Nessa massa, apta a lutar pela evolução e desenvolvimento das necessidades sociais, os jovens têm sido cada vez mais atuantes, para pleitear de diferentes maneiras. No Grande ABC, esses coletivos se formam em diversas frentes, que já contam com pelo menos 80 membros, com idades entre 18 e 30 anos.

Este é o caso do O Levante Popular da Juventude, uma organização que conta com milhares de jovens militantes espalhados pelo País, dedicados a transformação da sociedade. “Nossa proposta é organizar a juventude onde quer que ela esteja, a partir de três frentes de atuação: estudantil, quebradas (que representam as periferias) e campo (aproximação com jovens do interior dos estados).Compomos a Frente Brasil Popular, união de movimentos sindicais e religiosos que combatem ajuste fiscal, ofensiva conservadora, defendendo a democracia, os direitos dos trabalhadores, a Petrobras, a soberania nacional. Acreditamos que só com muita luta, ocupando as ruas, podemos interferir na política para mudar a nossa realidade”, conta Agatha Miranda, 20 anos, estudante de Direito e integrante do Levante na região.

O grupo já pleiteou mudanças sociais relevantes. Junto com outros movimentos, participou em 2014 do Plebiscito Popular por Uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Coletando cerca 8 milhões de votos, mais de 7 milhões dizendo ‘sim’ a constituinte exclusiva.

Atualmente, lutam por questões decisivas. “Este ano o Levante (Popular da Juventude), em vários estados, tem tomado as ruas contra a redução da maioridade penal. Acreditamos que a juventude não promove a violência, e quem sofre é principalmente, aquele que tem a cor preta, é pobre e da periférica. Eles têm sido exterminados em todo o País”, finaliza Agatha.

Para participar do movimento é necessário cursar a partir do Ensino Médio e entrar em contato pela página do Facebook (facebook.com/levantesp) e ser orientado para a célula mais próxima de sua região.

PARA AS MULHERES

Defendo as políticas alinhadas às mulheres, o Coletivo Feminista Claudia Maria, da UFABC (Universidade Federal do ABC) existe, há aproximadamente, um ano e conta com cerca de 30 membros, entre alunas da universidade e mulheres da região ligadas a movimentos feministas entre 18 e 30 anos.

“Ser militante feminista é batalhar para quebrar a estrutura e assim nos retirar da condição de submissão, adentrando espaços de dominação masculina em todas as esferas – das nossas relações pessoais às públicas.O Coletivo Claudia Maria pretende ser um espaço de mobilização e construção feminista no contexto da UFABC, consciente dos impactos que a mesma possui nos arredores, além da comunidade acadêmica”, explica Lilian Ribeiro Antonio, 22, participante do Coletivo e estudante de Licenciatura e Bacharelado em Filosofia.

Lilian conta que a iniciativa gerou apreço entre as alunas da universidade. “As ações criaram um espaço de acolhimento e solidariedade entre meninas que, muitas vezes, nem se conhecem, mas sabem que podem contar umas com as outras já que passam pelas mesmas dificuldades para enfrentar o machismo na vida pessoal e acadêmica. Estamos mostrando resistência. Nossas ações servem para tirar acontecimentos machistas do status de normalidade, isto é, evidenciamos atitudes violentas que costumam passar despercebidas.”

O coletivo trabalha com o projeto de Comissão de Segurança, que conta com o apoio da Diretoria de Mulheres, para proteger as participantes em ocasiões de festas da faculdade. Elas se dispersam pelo evento, auxiliando e monitorando. “Foi um simples que me chamou a atenção. Apenas mulheres unidas ajudando umas as outras, para que todas tenham o direito assegurado de curtir uma festa como qualquer pessoa”, conta orgulhosa, Elisa Rinco Martins, 20, também participante do Coletivo e estudante de Bacharelado em Ciência e Tecnologia.

Outra vertente de engajamento juvenil é voltada à Cultura, como é o caso das Linhas de Frente. Beatriz Rocha Silva, 17 anos, do terceiro ano do colegial da escola EMEF Ângelo Raphael Pellegrino de São Caetano, participa da banda marcial no corpo coreográfico. Eles se reúnem para ensaios três vezes por semana e são em cerca de 50 membros.

Segundo a jovem, o que diferencia o grupo é a possibilidade de participação gratuitamente. “Estar no corpo coreográfico influencia o respeito com o lugar onde moramos e com as pessoas, é uma homenagem a nossa cidade e ao nosso País. Por exemplo, é um privilégio grande poder desfilar no dia da independência, mostra que nos importamos e achamos necessário”, conta Beatriz.

Para o cientista politico e sociólogo Rafael Colavite a presença dos jovens nos movimentos políticos e sociais e de contracultura sempre foi em maior número que os adultos. “O ‘ser jovem’ implica em estar aberto ao mundo de forma que ele te afete e que você responda, de alguma maneira. Seja através de um certo comportamento, atitude ou postura política, ou mesmo uma tendência de vestuário, um engajamento com questões mais delicadas.”
“A sociedade recebe os jovens de forma conservadora. Eles são a força transformadora da sociedade. A quebra de tabus, a descoberta de novas formas de abordagem de questões políticas e socais, a energia canalizada para estas questões. O anseio por mudanças torna este jovem ativo em relação aos demais. Ao contemplar uma nova visão de mundo, cultivar novos valores, respondendo de forma ruidosa e energética, busca a atenção da sociedade para questões que antes eram naturalizadas”, detalha o especialista.

A presença juvenil em movimentos sociais e políticos é mais vista que a dos adultos, porque, segundo o sociólogo, eles possuem algo a perder com a exposição. “Em um outro prisma, os adultos estabeleceram sua vida, levantaram patrimônio, constituíram família, cônjuges, filhos e dependentes. Com isso, estão expostos aos mesmos tipos de consideração e estigmatização aos dos ativistas. Por isso, existem poucos adultos nos movimentos sociais e políticos. Isso somado ao fato de que os adultos tendem a resolver consigo estas questões que os incomodavam na juventude e assumem outras posturas que julgam estar de acordo com a sua vida adulta”, finaliza Colavite.

Por Isabela Treza - Especial para o Diário OnLine
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