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DATA DA PUBLICAÇÃO 29/11/2015 | Cidade
Jardim Miranda D’Aviz mantém tradição do gesto solidário
Jardim Miranda D’Aviz mantém tradição do gesto solidário Foto: Denis Maciel/DGABC
Foto: Denis Maciel/DGABC
Ajudar o próximo como forma de fazer o bem para aqueles que estão ao seu redor. É com esse pensamento que a dona de casa e presidente da Associação Nova Era – Novos Tempos, Rosa Helena Milagre Elias, 49 anos, vem ditando o ritmo de sua vida nos últimos 13 anos.

Moradora do Jardim Miranda D’Aviz, em Mauá, Rosa decidiu, após o casamento, dedicar boa parte do seu tempo para ajudar crianças e adolescentes carentes. “Sempre trabalhei com projetos sociais. Depois de me casar, como não trabalhava, decidi me dedicar mais a essa atividade.”

Na Associação Nova Era – Novos Tempos, conseguiu concretizar seus sonhos. Atualmente, no local são atendidas 210 crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos. Oficinas de taekwondo, balé, jazz, circo, hip hop, leitura, violão, grafite são algumas das opções que a entidade oferece para moradores do Jardim Miranda D’Aviz.

Segundo Rosa, as atividades ofertadas de forma gratuita no contraturno escolar são uma oportunidade para famílias da região traçarem um caminho longe da violência. “Ajudamos muito na autoestima dessas crianças. É uma forma de eles acreditarem em um futuro melhor. Por diversas vezes escutamos o quanto gostam desse espaço e querem cada vez mais permanecer aqui”, relata a presidente da entidade.

Neste ano, Rosa vivenciou no local um dos seus maiores desafios ao receber refugiados da República do Congo. “Trata-se de um casal com sete filhos que fugiu da guerra que o país vem enfrentando. Tem sido um desafio, mas também gratificante recebê-los aqui. As crianças não falam nada de Português, mesmo assim, elas não deixam de participar das oficinas com a comunidade local”, relata a presidente da associação.

Apesar de enfrentar dificuldades para manter a entidade, que vive por meio de doações, Rosa afirma ser muito recompensada com o acompanhamento da evolução de cada criança que passa pela associação. “Às vezes me questiono como vou fazer para continuar o serviço aqui, mas, no fundo, vê-los amadurecendo e saber que o futuro deles está sendo plantado aqui é algo inexplicável.”

Rosa, que fica na entidade durante a semana toda, afirma que o amor pelo próximo é o que motiva seu cotidiano. “Ajudar as pessoas da minha comunidade é algo que não tem preço. Todos precisamos pensar naquele que está ao nosso lado, principalmente as crianças e adolescentes.”

Pedagogo muda vida de crianças por meio da leitura

“Lembro que quando retornava do trabalho e o ônibus parava no farol, via aqueles meninos vendendo balas ou fazendo malabarismo e me emocionava. Certo dia entendi que todos nós podemos ajudá-los de alguma forma.” A declaração do pedagogo José Luis de Oliveira, 48 anos, retrata de forma clara a motivação para sua mudança radical de vida.

Após 20 anos trabalhando como metalúrgico, Oliveira encontrou na pedagogia sua felicidade. “Sou apaixonado pela parte social, principalmente em proporcionar estímulo para crianças e adolescentes. E encontrei, por meio dessa profissão, uma forma de contribuir com quem mais precisa.”

Atualmente, Oliveira realiza trabalho em duas entidades sociais. Em ambas, o foco é a alfabetização de crianças e adolescentes. “Atuamos em diversas frentes, desde o ensino do Português básico até o estímulo à leitura.”

Há sete anos o pedagogo realiza trabalho em entidade do Jardim Miranda D’Aviz. No local, Oliveira conta que teve diversas recompensas. “Neste ano mesmo estou com dois alunos autistas. É um processo que necessita de mais atenção e digo que está sendo muito gratificante ver que eles já apresentam resultados ao longo do tempo. Certa vez escutei o pai dizer que não estava acreditando no avanço do filho. Aquilo foi demais.”

Além do ensino, o pedagogo disse encaixar no cronograma aulas de teatro como forma de modificar o olhar das crianças e levar um pouco de lazer para o grupo. “É uma maneira de proporcionar amadurecimento e aprendizado ao mesmo tempo. Com a caracterização tudo vira brincadeira.”

Associação do bairro ajuda famílias carentes há 41 anos

Inaugurada no dia 2 de dezembro de 1974, a Associação de Moradores do Jardim Miranda D’Aviz tem sido, desde então, um dos principais pontos de apoio para a população que vive na região.

Há seis anos a presidente da entidade, Vilma da Silva, 45 anos, é responsável por administrar os projetos sociais da associação. “Meu pai foi presidente durante 20 anos. Sempre estive ao lado dele na administração. Quando ele morreu, acabei assumindo a presidência e dando continuidade em tudo que foi construído.”

Em decorrência das dificuldades vividas por moradores do bairro, Vilma explica que a associação tem papel fundamental para muitas famílias. “Atualmente distribuímos cesta básica, leite e hortifrúti para pessoas que vivem aqui e estão cadastradas.”

Ao todo, a entidade é responsável por atender cerca de 300 famílias. Além do fornecimento de itens básicos, a associação do Jardim Miranda D’Aviz também oferece, de forma gratuita, atividades culturais.

Segundo Vilma, essas ações são, para muitos, a única forma de lazer no bairro. “Damos aula de zumba, inglês, taekwondo, ginástica, entre outros.”

Nos últimos anos, a associação dedica atenção especial para ações voltadas a crianças e adolescentes. “Queremos ao máximo fazer com que a juventude permaneça longe do tráfico de drogas e outras coisas erradas. Por isso, o incentivo de atividades aqui é fundamental para nossa comunidade”, relata Vilma.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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