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DATA DA PUBLICAÇÃO 07/12/2008 | Cidade
Invasão completa um mês em Mauá
A invasão promovida pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) em terreno do Jardim Paranavaí, em Mauá, completa um mês sem perspectiva de que termine tão cedo. Os sem-teto já criaram estruturas próprias de organização e sonham agora com o empenho da Prefeitura em aceitar projeto de construção de moradias na área. Definição sobre o assunto é prevista apenas para quarta-feira.

A área invadida é de propriedade da administração municipal e fica em um dos bairros mais isolados, no alto de um morro, cuja vista é, do lado esquerdo, os edifícios do Grande ABC e do direito, blocos com 400 apartamentos vazios do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano).

As 300 famílias participantes da invasão, segundo as lideranças, ocupam cerca de 60 barracos. Diferentemente da ocupação no Jardim Olinda - com o predomínio das lonas -, o terreno no Jardim Paranavaí conta até mesmo com alguns casebres de madeira. Não há água ou luz, e a solidariedade dos vizinhos tem servido de base à infra-estrutura.

A cozinha comunitária prepara cerca de 20 quilos de arroz e outros oito de feijão todos os dias, fruto de doações. Anteontem, sobras de um buffet onde alguns acampados fazem bicos serviam para incrementar a refeição com carne. "Não tem sempre, não", alerta a cozinheira Maria das Dores de Cerqueira.

Coordenador da invasão, Zezito Alves da Silva, 36 anos, é conhecido por todos como Juarez. "É uma homenagem ao meu pai, que tem esse nome", explica. Ele exerce o controle da ocupação por meio de regras rígidas, que passam por lei do silêncio a partir das 22h.

As funções dentro do acampamento são bem definidas: infra-estrutura, abastecimento, higiene e limpeza, disciplina, educação, cultura e organização são atuações que dão a base ao funcionamento da invasão, cada uma com atuação bem específica.

Durante a semana, cerca de 15 crianças se mantêm o tempo todo na comunidade. As demais permanecem em escolas regulares e nas casas de parentes dos pais, seguindo recomendação das lideranças.

Nem todos os moradores são de Mauá. Marcelo Ribeiro dos Santos, 29 anos, viveu entre mendigos no Brás, na Capital. Portador de hanseníase, ele toca bateria e sonha, além da casa própria, com a vaga em alguma banda. É algo que quase se tornou realidade no passado. "Dom Luciano (Mendes de Almeida, arcebispo de Mariana, em Minas Gerais) me viu tocando uma vez, e disse que eu tinha talento. Era só procurá-lo, que me ajudaria. Infelizmente, ele morreu uma semana depois. Sigo com esperança."

Por William Cardoso - Diário do Grande ABC
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