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DATA DA PUBLICAÇÃO 21/10/2011 | Setecidades
Inspeção veicular no ABCD só em 2013, afirma Reali
Inspeção veicular no ABCD só em 2013, afirma Reali  Seminário discute modelos de inspeção veicular que poderão ser implantados no ABCD. Foto: Andris Bovo
Seminário discute modelos de inspeção veicular que poderão ser implantados no ABCD. Foto: Andris Bovo
O presidente do Consórcio Intermunicipal e prefeito de Diadema, Mário Reali, afirmou nesta quarta-feira (19/10), durante o seminário internacional sobre a inspeção veicular, em São Caetano, que a morosidade por parte da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) em se posicionar sobre a minuta entregue pelo grupo, em junho, ao secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas, impedirá que o programa de inspeção veicular seja implantado em 2012 na Região.

“Precisamos do convênio da Cetesb para avançar no assunto, porém o que deveria ser uma parceria se transformou em impasse jurídico, um verdadeiro imbróglio burocrático”, criticou Reali. A princípio, o impasse estava na espera da aprovação do PCPV estadual (Plano de Controle de Poluição Veicular), visto que os sete municípios possuem frota inferior a 3 milhões de veículos, uma das exigências da resolução número 418 Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) para adesão a iniciativa.

Em setembro, o plano foi apresentado e aprovado pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e em outubro, o PCPV foi divulgado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, que apontou o ABCD como área prioritária para implantação da inspeção. Porém o fato não resolveu o impasse com a Região. “Agora, o jurídico da Cetesb diz que é necessário uma lei estadual para o ABCD conseguir implantar a inspeção veicular. Não entendemos o porquê disso, o PCPV e o convênio estadual seriam suficientes para o projeto ser realizado”, argumentou.

Para Reali, a lentidão com a qual o Estado está tratando o assunto e o fato de 2012 ser um ano eleitoral, quando os projetos devem ser apresentados até março, impossibilitam que a inspeção veicular saia do papel antes de 2013. “Apesar das cobranças que temos feito ao Estado, não acredito que a inspeção veicular na Região ocorra no próximo ano”, revelou.

Seminário – Enquanto aguardam um posicionamento estadual, o Consórcio Intermunicipal não quer deixar o assunto morrer na Região e decidiu trazer especialistas nacionais e internacionais em inspeção veicular para trocar experiências e debater o tema com a população do ABCD. “Queremos melhorar a qualidade do ar e para isso estamos buscando alternativas de novas tecnologias e modelos, por um menor custo e mais eficazes das que existem no País”, comentou o prefeito de Diadema.

As discussões, realizadas no teatro da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul - avenida Goiás, 3.400), seguem até esta quinta-feira (20/10). O debate traz especialistas da Alemanha, do Chile, dos Estados Unidos e do México, além da Capital e do Ministério do Meio Ambiente, que apresentam suas experiências sobre o assunto. Há tradução simultânea.

A partir do encontro, os integrantes do GT Inspeção Veicular do Consórcio irão colher informações técnicas que permitirão a elaboração de um modelo de programa de I/M (Inspeção e Manutenção de Veículos Automotores) para controle de emissões atmosféricas, adequado à realidade ambiental da Região.

Ar ruim – De acordo com o presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente, André Ferreira, o primeiro diagnóstico nacional da qualidade do ar do País, a ser divulgado entre as próximas semanas pelo Ministério de Meio Ambiente, revela que das seis estações de monitoramento da Região Metropolitana de São Paulo que apresentaram desconformidade na qualidade do ar, quatro estão no ABCD. “Por isso, entendo a preocupação do Consórcio com o assunto”, destacou.

Apesar disso, Ferreira disse que é preciso deixar claro para a sociedade que a inspeção veicular não resolverá o problema totalmente. “As pessoas precisam saber que vão pagar por algo que não deixará o ar puro, mas sim que contribuirá para não deixá-lo mais poluído”, revelou. O presidente do Instituto ainda explicou que a poluição do ar é complexa. “Vários fatores contribuem com o problema e é difícil gerenciar todos eles”, finalizou.

Por Claudia Mayara - ABCD Maior
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