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DATA DA PUBLICAÇÃO 08/10/2014 | Cidade
Humor e imitações em Mauá
Humor e imitações em Mauá Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) tem quase sete décadas de vida. A sua história, assim como a de muitos brasileiros, é marcada por altos e baixos: foi de guerrilheira (na época da ditadura militar) a ministra de Minas e Energia do governo Lula, antes de ocupar o mais alto cargo do Executivo. Há exatos 25 anos, no entanto, passou por episódio que é uma incógnita: teria sido demitida do cargo de diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre por ter problemas com o relógio de ponto. Corria-se nos bastidores que chegava sempre atrasada.

Foi naquele ano que o humorista Gustavo Mendes – que apresenta o seu show, o Mais que Dilmais, no próximo dia 25, no Teatro Municipal de Mauá, às 21h – chegava ao mundo na pequena cidade de Guarani. Embora tenham nascido no mesmo Estado – a petista é de Belo Horizonte –, os dois não possuem grau de parentesco. Isso não o impede, no entanto, de ser uma Dilma quase perfeita.

E como a presidente surgiu na sua vida? “Comecei a imitá-la por brincadeira e saiu do meu controle, virou meu maior personagem. Quando tive a ideia, Dilma era candidata à Presidência. Comecei a inventar o jeito, as coisas que dizia e, por coincidência, ficamos sabendo que era mesmo assim.” Gustavo lançou a sua Dilma no Show do Tom, Record, mas ela ganhou o País após a participação no Casseta & Planeta, em 2012. O programa acabou e o humorista recebeu convite da Band, onde hoje desfila ‘as suas coxas roliças’ no Agora é Tarde, de Rafinha Bastos, e no canal da internet Parafernalha.

O primeiro encontro entre os conterrâneos só ocorreu no debate presidencial feito por sua emissora, no fim de agosto. Gustavo diz que ‘o Dia D’ foi aquém do que esperava, o que é compreensível, segundo ele. “A Band estava tomada por agentes oficiais de Segurança. O clima era tenso. Era uma noite importante para os candidatos, que deviam estar nervosos e concentrados. Ela sorriu para mim (Gustavo dá um grito), pegou na minha mão (outro grito) e depois não falou nem acenou nem nada. Não ficamos amiguinhos, portanto me sinto livre para fazer a piada que quiser, mas aguardo convite para um chope. Sim um chope. Não aceito nada menos do que isso.”

Brincadeiras à parte, o humorista admite que seu personagem – assim como a Dilma Bolada, do Facebook, com 1,5 milhão de seguidores – ajuda a popularizar a imagem da petista. “Ela tem característica de gestora, mas não é tão política como outros presidentes. Houve uma evolução.” Extraoficialmente, Gustavo acredita que por Dilma ter história para contar deve ser ótima companhia para um papo. “É uma senhora, viveu muita coisa, possui bagagem para compartilhar”, diz.

Ainda que exista admiração, Gustavo admite que na eleição de 2010 votou no primeiro turno em Marina Silva (PSB) e, no segundo, em José Serra (PSDB). E nesta eleição, até a última conversa que teve com o Diário estava indeciso.

Nasce um humorista

Desde criança, a versão humorada de Dilma sempre teve personalidade e atitude. Tudo que era ligado a palco e luz chamava sua atenção. A certeza de que seria comediante nasceu aos 9 anos, quando assistiu pela primeira vez ao show de Pedro Bismarck, o Nerso da Capitinga. “Entendi que aquilo era a profissão do cara. Desde então não quis fazer outra coisa da minha vida.”

Mas, para chegar onde queria, teve de enfrentar a resistência da família. “Minha mãe sempre falava para eu fazer outra coisa, ‘porque esse negócio de artista é de um em 1 milhão’. Eu respondia que seria esse um.” Para os pais de Gustavo, ser bem-sucedido significava fazer curso de laticínios, em Juiz de Fora. Isso porque o tio do humorista ficou milionário ao descobrir o bacilo DanRegularis, do Activia.

Pois bem. O mineiro cedeu à exigência paterna e se inscreveu no curso. “Logo vi que não tinha nada a ver comigo. Daquele período, desenvolvi intolerância à lactose, porque odiava aquilo. Não podia ver vaca na minha frente.” Parou sem que ninguém soubesse e passou a fazer shows de humor em botecos da cidade. Por ser menor de idade, afirmava ser emancipado. “Fui guardador de carros de um bar e, no primeiro dia, o cara que fazia sorteio no palco faltou. Me ofereci e fui promovido a sorteador oficial. Por isso é muito importante nunca faltar no emprego”, brinca.

Quando os pais descobriram, tiraram sua mesada e ele teve de se virar sozinho. Fazia show de segunda a sexta-feira com cachê a R$ 30. Depois que Gustavo foi para TV, no entanto, os pais entenderam e hoje o irmão – com quem tentou formar dupla sertaneja, mas o máximo que conseguiram foi ganhar o troféu simpatia em um concurso – trabalha com ele. “Minha avó ainda não entende muito como é ‘esse negócio de eu dizer besteira e ganhar dinheiro’”. Ainda assim, ele continua arriscando seus dotes musicais. Além de interpretar a presidente Dilma, dá uma palhinha de Alcione, Ana Carolina, Roberta Miranda e Bethânia durante os shows.

Novos ares

Deixar a Rede Globo não deve ser decisão fácil. “Entrei no melhor período do Casseta & Planeta. Eles eram mestres, ídolos, maior referência de humor na TV. Quando (o programa) acabou fiquei sem lugar na Globo.” Gustavo foi para o Zorra Total, mas sua personagem Dilma não podia disputar com a de Fabiana Carla.

O humorista adorou trabalhar lá, deixou as portas abertas, mas optou pela Band. “Além do Agora é Tarde ser diário, tem o Rafinha (Bastos), com quem me identifico muito. A galera toda tem vontade de fazer acontecer e isso me incentivou. Tenho 25 anos, estou novo para ter medo de mudar”, acrescenta. O objetivo de Gustavo agora é fazer, no prazo de dois anos, um programa solo que reúna humor, entretenimento e música, além de um filme ‘que tenha 4 milhões de expectadores.’

O Teatro Municipal de Mauá fica na Rua Gabriel Marques, 353, na Vila Noêmia. Mais informações no telefone 4555-0086 ou 2122-4070. Os ingressos custam R$ 60 (R$ 30 meia- entrada).

Por Miriam Gimenes - Diário do Grande ABC
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