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DATA DA PUBLICAÇÃO 20/07/2017 | Veículos
Honda e Detran SP fazem parceria para avisar sobre ''airbag mortal'' e outros recalls
Montadora anunciou notificação aos clientes por aplicativo e carta devido à baixa procura. Fabricante e Detran firmaram convênio nesta terça (18), em Indaiatuba (SP).

A fabricante de veículos Honda anunciou nesta terça-feira (18) que vai passar a notificar os clientes sobre recalls por meio do aplicativo do Detran-SP e cartas enviadas pela montadora. O convênio com o órgão estadual foi firmado no Centro Educacional de Trânsito Honda, em Indaiatuba (SP), para facilitar a localização e convocação dos proprietários dos veículos, motos e carros, que apresentam problemas.

A marca chegou a convocar 1,3 milhão de carros no Brasil e fez até chamada na TV para os proprietários só devido a um dos principais defeitos da fabricante, que envolve os "airbags mortais".

A medida de avisar os clientes será adotada para todos os recalls pendentes, desde 1997. A Honda estima que cerca de 600 mil automóveis e motocicletas nessa situação estão no estado de SP, aproximadamente 48%. Há baixa procura para fazer as alterações, que são gratuitas para os consumidores.

"O grande desafio é conseguir alcançar o segundo, o terceiro, o quarto proprietário dos veículos, porque essas campanhas abrangem mais de dez anos de veículos em uso. Num total desde 1997 temos cerca de 2,8 milhões de veículos afetados [no Brasil], entre automóveis e motocicletas, dos quais cerca de 50% desses consumidores já executaram", afirma Marcelo Camargo Langrafe, diretor de pós-venda da Honda.

A Honda é a primeira a fazer a parceria com o Detran-SP para essa finalidade, e informou que vai buscar outros convênios com os Detrans pelo país.

Dados compartilhados

A parceria com o Detran se dará a partir do compartilhamento de dados, nome e endereço. Os números dos chassis dos veículos da empresa que precisam passar por alguma alteração de peças e equipamentos de segurança, por exemplo, serão cruzados com a base de informações do órgão estadual.

Será possível, segundo a fabricante, identificar os proprietários atuais e seus endereços, para o envio das cartas.

Alertas via push

Para receber a notificação sobre recall no aplicativo, os clientes da marca precisam fazer o download da plataforma do Detran-SP no smartphone ou tablet, disponíveis para Android e iOS.Clique aqui para acessar a página do Detran-SP

"É um benefício que o proprietário vai ter e, dentro desse convênio, a gente tem o compromisso e a premissa que esse dados vão ser utilizados apenas para esse fim", explica o presidente do Detran-SP, Maxwell Vieira.

Recalls desde 1997

De acordo com o diretor do pós-venda da Honda, desde de 1997 foram feitas 27 campanhas de motocicletas e 31 de automóveis para recall

"A gente tem campanhas hoje mais famosas, de mais repercussão na mídia, de SRS [Sistema de Retenção Suplementar - Airbags], mas temos também outros tipos de campanha com volumes representativos. [...] São problemas nos insulfladores, são uma peça que vai dentro do componente do airbag responsável por inflar as bolsas de airbag, nos automóveis e também em uma das motocicletas", afirma Langrafe.

Os clientes devem comparecer a qualquer concessionária da marca para fazer o reparo, sem custos.

'Airbags mortais'

Mais de 30 milhões de veículos de diversas marcas foram chamados em recalls em todo o mundo por conta de airbags defeituosos. O equipamento de segurança foi fabricado pela empresa japonesa Takata, uma das maiores fornecedoras desse equipamento.

No Brasil, quase 2 milhões de veículos rodam pelas ruas com esses "airbags mortais". Até o final de junho, 17 pessoas morreram nos Estados Unidos e na Malásia.

O defeito faz com que o equipamento seja corrompido. Após longos períodos de exposição ao calor e à umidade, a "caixa" de metal que envolve o gás que faz o airbag abrir começa a trincar. Quando surge a necessidade de a bolsa abrir - no caso de uma colisão, por exemplo - a abertura se dá de forma violenta e a caixa se rompe, atirando estilhaços de metal contra os ocupantes.

Por Luciano Calafiori, - G1 Campinas e Região
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