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DATA DA PUBLICAÇÃO 19/10/2016 | Cidade
Guarará denuncia fraude da Caruana
Guarará denuncia fraude da Caruana Foto: Denis Maciel/DGABC
Foto: Denis Maciel/DGABC
Ação impetrada na Justiça por proprietários da Expresso Guarará, em julho do ano passado, denuncia suposto esquema de fraude em empréstimos realizados pela Caruana Financeira, empresa que possui ligações diretas com sócios da Suzantur. Segundo as acusações, a instituição bancária presidida por José Garcia Netto, conhecido como Netinho, tem se aproveitado de transações financeiras concedidas por ela a empresas de ônibus para assumir a operação do transporte público da região.

O documento obtido com exclusividade pelo Diário além de denunciar o esquema da instituição bancária, evidencia ligação direta de Netinho como “sócio oculto e controlador de fato” da Suzantur, empresa que assumiu no dia 8, em caráter emergencial, 15 linhas municipais em Santo André, após a Expresso Guarará anunciar processo de falência de maneira abrupta no fim do mês passado. Em Mauá, a viação também entrou da mesma maneira, em 2013.

Na ação, representantes da Guarará afirmam que o empresário José Garcia Netto “utiliza sua instituição financeira para, de forma oblíqua, obrigar seus financiados a lhe transferir a operação de suas empresas em troca do pagamento das dívidas com seu banco”. Um dos exemplos citados é o da própria viação.

Conforme a denúncia, o desenrolar da fraude teria tido início no fim do ano passado, quando de maneira repentina sócios da Suzantur assumiram a gestão da Guarará como procuradores. Na ocasião, o sócio-proprietário da viação, Claudinei Brogliato, e outro nome da empresa, Walter Bassan Jardim, testemunha nas alterações do contrato social da viação, assumiram o comando da Guarará e, após um mês, iniciaram série de ações que culminaram no agravamento de problemas financeiros vivenciados pela empresa.

A principal delas foi a contratação, junto à Caruana Financeira, de empréstimo no valor de R$ 3,8 milhões, feita por Walter Bassan Jardim – procurador da Guarará entre 6 de novembro de 2015 até 4 de abril – para quitar dívidas com a própria instituição bancária.

Conforme a Guarará, o empréstimo, que não se concretizou em sua totalidade, – somente R$ 1,5 milhão foi depositado (confira ao lado) –, feriu a legislação. No documento, a empresa cita os artigos 167 e 169 do Código Civil, que ressaltam as diretrizes das situações que configuram a simulação.

“(A Caruana) Quitou os contratos até então existentes, emitiu uma nova CCB (contrato de empréstimo), em valor que serviu para ‘baixa interna’ dos referidos contratos..., mas não informou tais fatos em juízo para reativar a ação de busca e apreensão (de coletivos), alegando simplesmente ter havido descumprimento de um acordo judicial.”

Segundo representantes da Guarará, a contratação do empréstimo realizada pelos procuradores foi uma ação de “má-fé” articulada pelos envolvidos para “estrangular financeiramente e operacionalmente” a viação, levando em consideração que a Caruana, no mesmo período, apreendeu 14 ônibus da empresa, fato denunciado pelo Diário na época.

No documento, sócios da empresa informam que Netinho estava ciente de que a Guarará “se encontrava em situação extremamente difícil”, o que teria despertado no executivo o desejo de assumir “o controle da referida empresa pela via reflexa já utilizada na cidade de Mauá.”

Tal denúncia teria como base o histórico do empresário, que possui ligação direta com a administração da Suzantur, empresa em que seu irmão, Ângelo Roque Garcia, foi sócio-majoritário até 2011.

Procurados para comentar o assunto, os envolvidos no caso se omitiram. Sócio-proprietário da Suzantur, Claudinei Brogliato chegou a atender o chamado do Diário, no entanto, após a equipe de reportagem se identificar, desligou a ligação. Walter Bassan Jardim, por meio de sua secretária, se negou a falar. Já o presidente da Caruana, José Garcia Netto, está em viagem, segundo sua auxiliar, com retorno previsto para amanhã.

Advogado anexa documento em ação popular que corre na Justiça

Advogado e presidente do DEM andreense, Fernando Marangoni anexou, na segunda-feira, os documentos com as denúncias feitas por representantes da Expresso Guarará à ação popular que corre na 1ª Vara da Fazenda Pública de Santo André.

Segundo Marangoni, os documentos reforçam as suspeitas de fraude no processo de contratação emergencial da Suzantur para operar em Santo André. “A própria Guarará denunciou o esquema dos empréstimos, o que embasa completamente nossas suspeitas.”

Outro agravante citado pelo advogado é o pedido de anulação da denúncia feito pela própria Expresso Guarará uma semana antes de a Suzantur ser declarada vencedora pela Prefeitura de Santo André em caráter emergencial. “É preciso entender por qual motivo a Guarará retirou denúncias feitas por ela mesma dias antes de anunciar sua falência (confira fac-símile acima). É algo a ser investigado”.

Os prefeitos de Santo André, Carlos Grana (PT), e de Mauá, Donisete Braga (PT), tratam o tema com descaso. Ontem, o chefe do Executivo mauaense foi criticado, inclusive, em reportagem veiculada na TV Globo. A emissora mostrou a situação precária do transporte municipal, denunciando espera de até 45 minutos pelos coletivos. Na semana passada, o Diário já havia denunciado transferência de ônibus que circulavam na cidade para a região da Vila Luzita, no município vizinho, fato negado pela gestão.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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