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DATA DA PUBLICAÇÃO 06/11/2013 | Economia
Grande ABC é o melhor mercado do Habib’s
 Grande ABC é o melhor mercado do Habib’s Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
Qualidade e preço baixo. Essa é a fórmula de sucesso da maior rede de fast-food brasileira, a Habib’s, que está comemorando seus 25 anos com taxa média de crescimento em faturamento de 14% ao ano desde 2007, 22 mil colaboradores e 680 milhões de Bib’sfihas vendidas por ano. De 1988, quando abriu a primeira loja na Rua Cerro Cora, no bairro paulistano da Lapa, até agora, a marca Habib’s se multiplicou e está presente em 480 lojas, espalhadas por 120 cidades em 18 Estados e no Distrito Federal.

“Mas, se hoje eu tivesse que recomeçar tudo, eu iria direto para o Grande ABC, que é onde está o melhor mercado do Habib’s”, declara o fundador da rede, Alberto Saraiva. “É uma região que reage muito rápido às propostas de consumo. Não é só porque existe um padrão de renda alto e muito estável – algo muito importante para o consumo –, vai além disso. Tem a ver com o estilo de vida das pessoas. Talvez seja por causa dos sindicatos, do costume de sempre se reunir e trocar ideias. O fato é que comer fora faz parte da cultura da região”, diz o empresário, que abriu a quinta loja do Habib’s na Av. Goiás, em São Caetano, na virada da década de 1990. Em 1991, abriu na mesma cidade a primeira unidade da rede de comida italiana Ragazzo, que hoje tem 38 lojas.

MULTIPLICAÇÃO - “Foi na unidade de São Caetano que surgiu a ideia de franquear a marca”, diz Saraiva. “Me lembro como se fosse hoje. Eu estava abrindo uma massa de pizza, quando me chamaram porque uma senhora queria falar comigo. Era a Bia Braga, inconformada com o valor baixo da conta. Depois de me questionar sobre o negócio, ela disse que queria abrir uma franquia. Eu, que nunca tinha pensado nisso, resolvi me informar. Oito meses depois, assinamos o contrato.”

Bia conta que ficou impressionada. “Olhei a carne da esfiha, vi que era de qualidade. O presunto e o queijo da pizza, também. A moçada tomou sorvete, enfim, fez a festa. Quando fui pagar e vi o preço, enxerguei imediatamente o potencial do negócio. No dia seguinte, voltei lá. Continuei insistindo na ideia da franquia”, relata Bia, que hoje têm três das 23 lojas da região: a do Ipiranguinha, que foi a primeira da região, e 24 horas, em Santo André, da Oliveira Lima, na mesma cidade, e da Pereira Barreto, em São Bernardo. “Obtive o retorno do investimento com a primeira loja em apenas um ano, mas eram outros tempos”, pondera a empresária, que é uma das mais premiadas no ranking da rede. “Por outro lado, as mudanças no modo de viver nesses últimos 20 anos foram bem favoráveis para o negócio de alimentação fora do lar. As mulheres da região trabalham e não tem tempo para cozinhar. Por isso, quando se oferece praticidade e qualidade, elas aderem”, completa.

A partir da necessidade de expandir seu negócio, o empresário foi estudar o sistema de franquias. Se aplicou tanto que hoje o Grupo Habib’s conta com a Franconsult, consultoria em franchising, criada para atender a expansão da rede, que vem ocorrendo num ritmo de 40 lojas por ano. Hoje, das 480 unidades, 52% são próprias e, 48%, franqueadas.

VERTICALIZAÇÃO - Desde o começo do projeto de franquias, Saraiva percebeu que precisaria garantir que o padrão de qualidade dos produtos fosse sempre o mesmo, e criou o conceito dos centros de produção que fazem o pré-preparo de todos os itens do cardápio. Hoje, são 14 espalhados pelo País.

“Para viabilizar a constância na qualidade e garantir o preço baixo, a melhor saída é verticalizar a produção”, diz o criador da marca. A partir desta filosofia surgiram várias empresas do grupo, como a Promilat, que produz todos os laticínios da rede, e a Arabian Bread, instalada em Diadema, que produz todos os pães, doces e sorvetes da rede. Para se ter ideia, a produção mensal de pão sírio ultrapassa 1 milhão de unidades.

Até o fim de 2015, o grupo pretende investir R$ 35 milhões em três grandes projetos: um centro de armazenagem e distribuição de frios, uma empresa de vegetais e outro de frutas e sucos congelados. Somadas, as novas empresas devem gerar 200 empregos.

Tudo para garantir a expansão da rede. “Em dez anos queremos abrir 1.000 lojas”, conta Saraiva. Dessas, metade deverá ser da nova marca da rede, a Box 30. Especializada em salgadinhos, tem apenas dez lojas, mas grande potencial porque exige aporte menor por parte do franqueado. “Com investimento entre R$ 200 e R$ 400 mil, é possível abrir uma. Para o Habib’s ou Ragazzo, o valor salta para R$ 600 mil a R$ 1 milhão”, diz Saraiva, que afirma ter feito tudo isso sem se endividar com bancos.

Por Andréa Ciaffone - Diário do Grande ABC
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