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DATA DA PUBLICAÇÃO 19/09/2017 | Setecidades
Grande ABC disponibiliza pelo menos 184 academias ao ar livre
 Grande ABC disponibiliza pelo menos 184 academias ao ar livre Foto: Ari Paleta/DGABC
Foto: Ari Paleta/DGABC
O Grande ABC disponibiliza a seus habitantes pelo menos 184 academias ao ar livre, locais onde é possível fazer uso de aparelhos que empregam a força do próprio corpo para exercícios de musculação e alongamento. Santo André conta com 72 equipamentos públicos do tipo, seguida por Mauá (57), São Bernardo (31), Ribeirão Pires (19) e São Caetano (5). Diadema e Rio Grande da Serra não informaram. Somente a Administração andreense revelou quanto gasta para a manutenção de suas academias: R$ 7.800 por mês. O valor contempla peças, pintura e mão de obra.

Em Santo André, há 986 aparelhos de ginástica e 176 acessórios instalados. Entre os aparelhos disponíveis estão bicicletas, simuladores de escada, simuladores de caminhada, multi-exercitadores, barras horizontais, rodas ombros, abdominais, simuladores de esqui e leg-press. Aproximadamente 150 desses aparelhos passam por manutenção a cada mês, com uma a duas visitas mensais. Os serviços contemplam troca de rolamento, peças e pedais e soldas. Prefeitura informou que não há previsão de instalação para novas academias na cidade até o momento.

A Administração de Mauá afirmou que em praças do município os moradores têm acesso a simuladores de corrida, puxadores e barras e que revitalizou todas as academias desde o começo do ano por meio do programa Pintou Limpeza, espécie de força tarefa de zeladoria e manutenção. Custos não foram informados.

Já o Paço de São Bernardo disse oferecer jogos de barras em nível, surf duplo, puxadores de costas duplo, esquis individual, bicicletas de cadeira individual e pressão de pernas. A manutenção visa pintura, troca de rolamentos, solda de equipamentos e troca de buchas. Não é possível, contudo, estimar periodicidade e valor dos serviços, uma vez que são realizadas apenas manutenções corretivas mediante demanda. Ainda segundo a Prefeitura, academia na Praça Aldino Pinotti, no bairro Assunção, deve ser inaugurada na primeira quinzena de outubro.

Ribeirão Pires não detalhou todos os aparelhos que oferece. Afirmou somente que há desde barras a aparelhos que simulam transport. De acordo com a Administração, os serviços de manutenção são feitos periodicamente pela Secretaria de Infraestrutura Urbana. No entanto, os custos também não foram discriminados, já que os serviços são efetuados por meio de mão de obra própria e, portanto, não há recurso destacado para esta finalidade individualmente. Ainda neste semestre a Prefeitura promete instalar mais duas academias ao ar livre na região de Ouro Fino Paulista.

Por fim, São Caetano disse que conta com barras altas giratórias, pranchas laterais e verticais, bicicletas e remadores, entre outros aparelhos. Os serviços de manutenção dependem da quebra ou desgaste de equipamentos, como troca de peças, pintura e lubrificação. O trabalho fica a cargo da Sesurb (Secretaria de Serviços Urbanos), que está realizando levantamento para avaliar as necessidades. Como as ações são pontuais, também não é possível estimar média mensal de gastos. Quanto a novas academias no município, o Paço disse que há estudos nesse sentido, entretanto ainda não foram estipulados prazos.

Moradores elogiam academias e destacam convivência

Boa parte de quem frequenta as academias ao ar livre no Grande ABC elogia os espaços. A equipe do Diário percorreu alguns desses equipamentos e constatou que, de fato, estão bem cuidados e sendo bem aproveitados pela população. Dentre os locais visitados – nove ao todo, contemplando toda a região -, apenas a academia localizada na Avenida Guilherme Pinto Monteiro, na região central de Rio Grande da Serra, foi reprovada. Nela, os aparelhos estão deteriorados, falta pintura e a ferrugem toma conta. Ela, contudo, pode ser considerada exceção.

No Parque Regional da Criança, no Parque Jaçatuba, em Santo André, o cenário é bem diferente. A maioria dos aparelhos apresenta boa conservação e está pronta para uso. Jair de Oliveira, 62 anos, é um dos frequentadores fieis. Três vezes por semana, pela manhã, ele se exercita visando o bem-estar. “Eu me aposentei e não estava me sentindo bem parado. Estava começando a ficar sedentário e a sentir dores no joelho e no nervo ciático. Comecei então a fazer academia e gostar”, lembra o aposentado, que destaca o benefício social da prática. “Eu gosto também pelo circulo de amizades. A gente chega lá, fala bom dia, quando um sai de férias perguntam por que sumiu. É muito gostoso.”

Ainda em Santo André, no Parque Celso Daniel, no bairro Jardim, as quatro colegas de trabalho Alessandra Martins Bonamin, 46 anos, Silvana Baumann Lima, 47, Fabrícia Cardozo Mariano, 38, e Karen Yukari Yamamoto, 24, formam um grupo bem animado e disposto a espantar o sedentarismo. “Acabamos de começar a fazer academia ao ar livre. Apenas caminhávamos até descobrir essa área. E estamos achando tudo ótimo. Nosso objetivo é eliminar o peso e problemas de saúde, como hipertensão. Digo que não estamos aqui por orientação médica, e sim obrigação médica”, brinca Alessandra , coordenadora em associação comercial. A ideia é usar o espaço três vezes por semana. “Já fizemos academias convencionais e não gostamos. As vantagens daqui são o contato com a natureza, com os animais e com as pessoas. Sem contar que em quatro uma motiva a outra”, completa.

Na Praça dos Meninos, no bairro Rudge Ramos, em São Bernardo, a academia também recebe elogios de quem a usa. A corretora Rosângela Garcia, 51 anos, frequenta o local cerca de quatro vezes na semana, sempre no fim da tarde. Para ela, os exercícios ao ar livre são como terapia. “Serve para relaxar. A gente está sempre com a cabeça a mil e este é um momento que você para e fica mais tranquilo. Além disso, aqui vira ponto de encontro das pessoas que moram no bairro”, diz.

Já em Mauá, na Praça Moacir Tenório de Assis, no Parque São Vicente, há quem pague academia indoor, mas prefira mesmo usar a que sai de graça. É o caso da funcionária pública Ivani Multini, 53 anos. “Todo mundo que usa os aparelhos daqui é conhecido. Eu cheguei a fechar plano em academia fechada, mas não estou nem indo. Prefiro esta, ao ar livre. Além disso, desde que comecei meu colesterol melhorou bastante”, conta a moradora do bairro, que se exercita no local cerca de três vezes por semana, sempre nos fins de tarde.

Uso de academias ao ar livre exige cuidados

Para que os exercícios realizados nas academias ao ar livre sejam revertidos em benefícios à saúde é importante que os frequentadores tomem série de precauções. É fundamental, por exemplo, averiguar as condições de manutenção dos aparelhos e usar sempre roupas e calçados apropriados.

Além disso, toda prática esportiva requer avaliação prévia, como lembra o professor Rogério Toto, coordenador do curso de Educação Física da UMESP (Universidade Metodista de São Paulo). “Evita lesões e, sobretudo, auxilia na melhor prescrição de atividade física, que deve ser feita por profissional habilitado.”

Segundo Toto, todos podem fazer uso dos equipamentos públicos, ao menos que estejam atravessando situação fora da normalidade como, por exemplo, processo pós-operatório, estar gestante ou ter limitações articulares.

Riscos da prática sempre existem. “Leigos não possuem domínio para controlar intensidade dos exercícios. Portanto, é recomendável ter orientações de um profissional”, diz o coordenador, que completa: “evite horários com altas temperaturas para, assim, amenizar a exposição solar. Em períodos mais secos (baixa umidade do ar), intensifique os cuidados com hidratação. Poluição nunca é bom, então evite locais com grande movimentação de carros, veículos pesados ou até mesmo zonas industriais”.

Por Marília Montich - Diário OnLine
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