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DATA DA PUBLICAÇÃO 16/03/2016 | Saúde e Ciência
Governo do Estado restringe kits para testes de zika e chikungunya
Governo do Estado restringe kits para testes de zika e chikungunya Restrição pode afetar o diagnóstico de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Foto: Rafael Neddermeyer /Fotos Públicas
Restrição pode afetar o diagnóstico de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Foto: Rafael Neddermeyer /Fotos Públicas
Comunicado orienta cidades a limitar exames a casos graves e pacientes internados; Consórcio critica

A secretaria estadual de Saúde comunicou os municípios paulistas que foram estabelecidas restrições para o fornecimento de kits para testes de zika e chikungunya. O comunicado foi divulgado pela CCD (Coordenadoria de Controle de Doenças), nesta segunda-feira (14/03), por conta da contingência de material para diagnóstico de dengue.

O documento, assinado pelo coordenador do CCD, Marcos Boulos, define que o exame será realizado com base em cálculo de número de amostras represadas e positivas para atingir uma incidência para corte de sorologia. Com isso, o número de amostras no ABCD é inferior a 50, enquanto o total de casos suspeitos não analisados está em 1.800 amostras de sangue coletadas até 27 de fevereiro, quando completou a oitava semana epidemiológica.

Dentre os critérios para o uso dos kits, está que todos os casos graves internados e óbitos, suspeitos de dengue, devem ser notificados e as amostras devem ser enviadas para o Instituto Adolfo Lutz Central. Os testes apenas selecionam amostras positivas para monitoramento de sorotipos e não mais para atendimento de diagnóstico laboratorial de rotina.

Além disso, as coletas de novas amostras vão ocorrer somente para os casos graves, óbitos e casos suspeitos de municípios que ainda estão classificados como silenciosos. Na Região, apenas Rio Grande da Serra enquadra-se neste parâmetro.

CONSÓRCIO PEDE ESCLARECIMENTOS

Frente à definição do Estado, o Consórcio Intermunicipal pedirá esclarecimentos por meio do GT (Grupo de Trabalho) de Saúde. Enquanto aguardam detalhes, os municípios continuarão realizando normalmente a coleta de amostras, conforme garantiu o coordenador do GT e secretário de Saúde de Santo André, Homero Nepomuceno Duarte.

O pedido de esclarecimento será debatido também na próxima semana na Comissão Intergestores Regional e posteriormente na Comissão Intergestores Bipartite, instância colegiada de decisão do SUS (Sistema Único de Saúde) em São Paulo.

Homero Duarte ressaltou que limitar os exames a casos graves e a pacientes internados pode afetar o diagnóstico de zika e chikungunya, que podem ser feitos por exclusão da dengue. “Não é o momento para suspender as sorologias. Precisamos dos exames para identificar as zonas mais afetadas para planejar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti”, explicou.

Para o coordenador do GT, o órgão estadual também precisa esclarecer quais serão os critérios para análise clínica, uma vez que não será feita a sorologia. "Pediremos parâmetros de avaliação clínica para que haja uniformidade em toda a rede", disse.

CASOS CONFIRMADOS

O número de casos confirmados de dengue subiu para 174 no ABCD, de 1º de janeiro a 14 de março deste ano, de acordo com levantamento atualizado pelo Instituto Adolfo Lutz. Foram feitos 780 testes, restando ainda aproximadamente 500 testes de coletas de sangue já enviadas pelos municípios e ainda represadas pelo órgão estadual. Os dados divulgados em 2 de março apontavam que, de 599 testes realizados até então, 116 tiveram resultado positivo para a doença.

Os dados não incluem casos de Diadema, que possui sistema próprio de análise junto ao Adolfo Lutz. Dos 174 casos confirmados como dengue, 56 estão em Mauá, 50 em Santo André, 36 em São Bernardo, 24 em São Caetano, seis em Ribeirão Pires e dois em Rio Grande da Serra. Em média, o índice de casos positivos na Região subiu de 19,3% na primeira divulgação, para 22,3% atualmente.

Por ABCD Maior - Redação
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