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DATA DA PUBLICAÇÃO 17/04/2017 | Setecidades
FSA mantém salários e quadro de funcionários fora da realidade
 FSA mantém salários e quadro de funcionários fora da realidade Foto: Nario Barbosa/DGABC
Foto: Nario Barbosa/DGABC
Funcionários da FSA (Fundação Santo André) vinculados à área administrativa passaram praticamente incólumes à grave financeira enfrentada pela instituição de Ensino Superior nos últimos anos. Levantamento feito pelo Diário, com base em peças orçamentárias da Fundação, mostram que entre 2007 e 2017 o quadro de colaboradores administrativos da FSA apresentou redução de apenas 26 profissionais, passando de 183 para 157, no mesmo período em que a queda de alunos superou a marca de 7.000 matrículas.

Sem qualquer readequação importante na quantidade de empregados, a massa de profissionais da Fundação Santo André tem superado a estrutura fixa de pessoal administrativo de demais universidades da região, consideradas até mais estruturadas. Com número de alunos estimado em 9.450 (sendo 8.100 de graduação e 1.350 de pós-graduação), praticamente o dobro da FSA, a USCS (Universidade Municipal de São Caetano) é um exemplo – atualmente, a instituição de Ensino Superior mantém quadro de profissionais inferior ao da Fundação Santo André. São 153 técnicos administrativos que integram o estafe de empregados, ante os 157 colaboradores da FSA.

Na estrutura fixa de profissionais administrativos da FSA chama a atenção o alto número de pessoas designadas a secretarias da instituição. São 45, ao todo, divididas entre as secretarias do Colégio, Faeco (Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas), Faeng (Faculdade de Engenharia Celso Daniel), Fafil (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras) e Pós-graduação. O custo com recursos humanos na área administrativa chega a R$ 895 mil mensais.

A comparação com demais universidades da região ainda mostra desequilíbrio entre os pisos salariais desembolsados pela Fundação Santo André. Com folha de pagamento estimada em R$ R$ 3,3 milhões (incluindo quadro de docentes e administrativo), a FSA tem optado pela manutenção de profissionais com supersalários.

Além dos proventos superiores ao estipulado por sindicatos, conforme já denunciado pelo Diário, a instituição também tem bancado salários acima de média para docentes. Enquanto na UFABC (Universidade Federal do ABC), o salário inicial para um professor adjunto com dedicação exclusiva à UFABC e com título de doutorado está estimado em R$ 9.114,67, na Fundação Santo André é possível notar ao menos 15 docentes sem os requisitados da federal com salários entre R$ 10 mil e R$ 20 mil mensais.

Com dificuldades para segurar turmas rentáveis, a FSA tem escolhido bancar a manutenção de grupos com receitas mensais insuficientes para arcar com o custo de docentes, como é o caso de Ciências Sociais, que, segundo peça orçamentária deste ano, prevê 85 alunos divididos em quatro salas, média de 21 por classe.

CRISE

Sem receita suficiente para arcar com a folha de pagamento, a Fundação Santo André tem atrasado desde o ano passado o depósito de salários de seus funcionários.

A reitoria prometeu iniciar neste mês o pagamento do 13º salário referente a 2016 para os 450 profissionais que atuam na instituição de Ensino Superior.

A ideia é que o montante – de aproximadamente R$ 2,4 milhões – seja pago em nove parcelas. Em contrapartida, o pagamento da folha salarial de fevereiro segue sem prazo para ser efetivado.

Por Daniel Macário - Diário do Grande ABC
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