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DATA DA PUBLICAÇÃO 06/09/2017 | Setecidades
Feriados geram perdas de R$ 131 mi ao varejo
Feriados geram perdas de R$ 131 mi ao varejo Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / Fotos Públicas
Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil / Fotos Públicas
Apesar da tímida recuperação da economia, o comércio varejista do Grande ABC vai deixar de vender aproximadamente R$ 131,7 milhões por conta dos feriados nacionais e emendas até o fim do ano. A estimativa é da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), que não considerou os feriados estaduais e municipais no levantamento inédito. Segundo a entidade, as perdas projetadas para o segundo semestre são 20,5% maiores do que as registradas de julho a dezembro do ano passado.

De acordo com a Fecomercio, o setor de supermercados será o mais prejudicado, com uma perda estimada na ordem de R$ 69,5 milhões, valor 22,1% superior ao do segundo semestre de 2016. Logo em seguida vem o segmento de outras atividades, que contempla gastos com combustível, joias e afins, que deve deixar de vender R$ 30,3 milhões, alta de 19,8% em relação aos últimos seis meses do ano anterior.

As lojas de vestuário, tecidos e calçados vão deixar de faturar R$ 11,9 milhões, elevação de 19,1% contra a mesma época de 2016, conforme o estudo. As farmácias e perfumarias também devem verificar perdas, de R$ 17,3 milhões, 17,6% mais que no período de julho a dezembro do ano passado.

Na avaliação do assessor econômico da entidade Guilherme Dietze, é como se na prática os estabelecimentos fechassem por um dia e meio. “A região sofre um pouco mais porque não tem característica de turismo, como outras localidades, por exemplo, o Litoral e o Interior do Estado.”

Em 2016, ainda segundo Dietze, o comércio das sete cidades acumulou R$ 33 bilhões em vendas o que, por dia, dá R$ 90 milhões. Neste ano, até abril, as receitas somam R$ 11 bilhões, quantia 5,8% maior que no ano passado, o que gera média diária de R$ 91,6 milhões. “É válido lembrar que, apesar do aumento no valor das perdas em relação a 2016, de 20,5%, os dois anos anteriores foram péssimos para o varejo da região. Então a base de comparação é fraca. Agora as pessoas estão começando a consumir um pouco mais.”

Na concepção do economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, o desempenho está atrelado à crise econômica que ainda assola não só o País, mas também o Grande ABC. “O desemprego ainda está alto, o que afeta diretamente a renda das pessoas, apesar da tímida melhora neste ano”, diz.

O especialista também pontua que a data dos feriados é marcada por sazonalidade. Neste ano, por exemplo, o 7 de setembro vem acompanhado de ponte, o que não ocorreu em 2016, pois caiu numa quarta-feira. “No próximo ano, teremos feriados sem as emendas e, por conta disso, o impacto será menor para o setor”, complementa. Dietze concorda, e aponta que “o número excessivo de feriados e pontes deveria ser revisto, a fim de contribuir para o aumento da produtividade da economia.”

ESTADO - No Estado, as perdas devem atingir R$ 2,3 bilhões. O montante supera em 17,9% o volume do segundo semestre do ano passado, quando o varejo deixou de faturar R$ 2 bilhões. Assim como na região, em todo o território paulista os supermercados serão os que mais deixarão de vender, R$ 1 bilhão, cifra 14,5% maior em relação a 2016, enquanto que o segmento de outras atividades perderá R$ 690,3 milhões.

Por Gabriel Russini - Especial para o Diário
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