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DATA DA PUBLICAÇÃO 08/03/2016 | Geral
Feminismo passa por nova fase com demandas antigas
Feminismo passa por nova fase com demandas antigas Novo feminismo está ligado às redes sociais na luta pela legalização do aborto e igualdade no mercado de trabalho. Foto: Andris Bovo
Novo feminismo está ligado às redes sociais na luta pela legalização do aborto e igualdade no mercado de trabalho. Foto: Andris Bovo
Redes sociais dão mais espaço, voz e visibilidade ao movimento, que traz lutas de longa data

Com a popularização das redes sociais, o movimento feminista vive uma nova fase. O meio de divulgação e a linguagem mudaram, aliando-se à internet. Entretanto, as demandas continuam as mesmas, perpassando gerações, sem serem atendidas. Nesta terça-feira (08/03) é comemorado o Dia Internacional da Mulher.

A estudante Morena Selerges, 21 anos, membro da Marcha Mundial das Mulheres do ABCD, afirmou que a nova fase do feminismo aconteceu de forma natural. “É um processo dialético. Para cada momento da história existe uma linguagem, e as redes sociais representam independência para atingir maior público sem depender de outros meios, como televisão ou rádio”, analisou.

Novo feminismo está ligado às redes sociais na luta pela legalização do aborto e igualdade no mercado de trabalho. Foto: Andris Bovo

Com a mudança no meio de comunicação e divulgação das pautas e ações, muitas jovens conhecem o movimento e aderem, após entender a essência do feminismo. “Muitas pessoas vêm cruas para debates, acabam se interessando, identificando e veem que o sistema patriarcal está por trás de acontecimentos machistas”, analisou Morena.

Dentre as principais pautas do feminismo estão a luta pela legalização do aborto, igualdade no mercado de trabalho e mudança na estrutura patriarcal, que traz consigo o machismo. A violência contra a mulher também é algo a ser combatido e ocorre em diversos locais, incluindo a universidade, por meio de trotes machistas para recepcionar os calouros.

A luta do movimento também é para que haja equiparação nos salários e que mais mulheres cheguem a cargos de chefia. Atualmente 69,1% das mulheres ocupam cargo de serviços, frente a 39,4% de homens, conforme estudo divulgado pela Fundação Seade e Dieese.

Para Ana Nice Martins, diretora executiva e coordenadora da Comissão de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a violência e coerção no trabalho podem ser combatidas por meio da união das trabalhadoras, principalmente com o auxílio da força dos sindicatos.

A denúncia é um dos mecanismos para defesa e avanço nas causas feministas, principalmente sobre abuso em ambiente de trabalho, mas deve ser feita com cautela. “O caso levado ao sindicato é analisado e encaminhado a órgãos competentes. A vítima é orientada sempre”, destacou Ana Nice.
Prefeituras do ABCD realizam ações pelo mês da mulher

Diversas ações serão realizadas no ABCD, pelo mês das mulheres. Em Santo André, serão realizadas ações culturais e discussões sobre o tema. A ação de maior visibilidade será realizada no sábado (12/03), quando a Parada Lilás acontecerá, partindo da praça do Carmo, no Centro, às 9h.

Já em São Bernardo as mulheres do município poderão desenvolver poesias, contos, histórias, desenhos, músicas e danças para concurso cultural. Na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (rua João Basso, 231, Centro de São Bernardo), será realizada a exposição Luta, substantivo feminino, a partir das 8h30 desta terça. A mostra terá fotografias e a biografia de 17 mulheres que foram perseguidas e mortas durante a ditadura militar, por lutar pela redemocratização.

Em São Caetano, haverá a exposição Elas por Elas, de 13 fotógrafas profissionais. A abertura será às 9h desta terça, no Espaço Cultural Casa de Vidro. Em Mauá, serão realizadas atividades de saúde, cultura, esporte e lazer na praça 22 de Novembro, nesta terça, entre 9h e 15h.

Em Diadema, nesta terça, o destaque é para o show Essas Mulheres Maravilhosas, com Suzana Lima, às 16h na biblioteca Inamar. Já em Ribeirão Pires, as ações estão voltadas à saúde da mulher. A ação ocorre entre esta terça e sexta (11/03), no Serviço de Assistência Especializada de Infectologia.

A luta feminista na história
Início do século 20


O feminismo tem como ideia central a igualdade de direitos, oportunidades e liberdade entre homens e mulheres. O sufragismo, luta pelo direito ao voto, teve início no século 19, mais forte na Inglaterra e nos Estados Unidos. A Nova Zelândia foi o primeiro país a permitir o voto a mulheres em 1883. Só em 1932 o voto feminino foi regulamentado no Brasil, mas, se a mulher fosse casada, teria que receber uma autorização do marido para exercer o ato democrático.

Anos 1960

Uma segunda onda do movimento feminista surgiu nos Estados Unidos, com participação fundamental da ativista Betty Friedan. A publicação do livro “A Mística Feminina” abordou o papel da mulher na indústria em um momento que as donas de casa começavam a entrar no mercado de trabalho. Nesta mesma década, o anticoncepcional foi lançado, representando um avanço na vida sexual da mulher.

Atualmente

A luta atual do feminismo começou a ser feita com o auxílio do alcance da internet, por meio das redes sociais. Dentre as principais pautas está a legalização do aborto, igualdade de salários e oportunidades e a luta efetiva contra atitudes machistas e violência doméstica.

Por Jessica Marques - ABCD Maior
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