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DATA DA PUBLICAÇÃO 07/01/2015 | Cidade
Famílias ocupam terreno particular para fugir do aluguel na periferia de Mauá
 Famílias ocupam terreno particular para fugir do aluguel na periferia de Mauá Foto: Orlando Filho/DGABC
Foto: Orlando Filho/DGABC
Cerca de 200 famílias invadiram terreno particular localizado no encontro da Rua da Primavera com a Estrada do Regalado, na Chácara Maria Aparecida, em Mauá, há cerca de dois meses. O grupo é formado por famílias da própria cidade que estão insatisfeitas com o aluguel e não é liderado por nenhum movimento social.

Quase a totalidade da área já está demarcada com cercas e teve iniciada a construção de barracos. Em cada um deles é possível ver placa com o nome do “proprietário” do lote. Os invasores, inclusive, já improvisaram ligações clandestinas de energia elétrica e água e desenharam e nomearam ruas entre as habitações improvisadas.

“Dizem que é um terreno particular e que o proprietário não paga imposto para a Prefeitura há 27 anos. Então, o pessoal se organizou e cada um pegou um pedacinho de terra para si”, observa o pizzaiolo Edivaldo de Souza, 45 anos, morador do bairro há 30. A ideia dele é finalizar em uma semana o barraco que está erguendo e trazer a mãe, da cidade de Irecê, na Bahia, para morar no local. Souza destaca a dificuldade em manter aluguel no valor de R$ 350 por mês na casa onde mora com a mulher e três filhos.

Uma das poucas famílias que já moram na área se mudou para o local há cerca de dois meses. Demorou uma semana para que o pedreiro Nivaldo da Silva, 36, erguesse a moradia a custo de R$ 800 para morar com a mulher, a dona de casa Soneide Maria da Silva, 32, e os dois filhos na denominada Rua da Paz.

A invasão foi a alternativa encontrada pela família para fugir do aluguel de R$ 500 no Jardim Hélida, também em Mauá. A estrutura de madeira, dividida entre quarto, cozinha e um banheiro improvisado, conta apenas com ligação de luz clandestina. A água usada para o preparo das refeições e consumo no dia a dia vem da residência dos vizinhos e o banho da família é feito na casa de parentes que moram na cidade. “A gente achou que valia a pena tentar a sorte”, resume Soneide.

A Prefeitura informa estar ciente do fato e que estão sendo tomadas medidas administrativas cabíveis, como notificação dos donos. A área em questão é composta por três terrenos e tem proprietários diferentes. A administração reiterou ainda que tem estabelecido contato com os ocupantes, informando-os sobre a ilegalidade da ação e que, caso não desocupem as áreas voluntariamente, estarão sujeitos ao instrumento legal de reintegração de posse a ser solicitado por parte dos que detêm a propriedade do local.

Por Natália Fernandjes - Diário do Grande ABC
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