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DATA DA PUBLICAÇÃO 14/09/2015 | Cidade
Família pede ajuda para menina com deficiência mental em Mauá
Família pede ajuda para menina com deficiência mental em Mauá Camila está com a filha internada no Hospital Nardini, onde está sendo testado novo medicamento na menina. Foto: Andris Bovo
Camila está com a filha internada no Hospital Nardini, onde está sendo testado novo medicamento na menina. Foto: Andris Bovo
Sem medicamento que faça efeito, Ana Clara, de 7 anos, se debate o tempo todo

Ana Clara Silva Bezerra, 7 anos, nasceu com um problema cardíaco. Com apenas três meses de vida passou por uma cirurgia. Durante o procedimento faltou oxigenação no cérebro. A menina quase morreu. Foram necessários seis meses de internação, mas passado o susto, Ana Clara foi para casa. Mas com um ano e seis meses foi diagnosticada com autismo e quatro tipos de CID (Classificação Internacional de Doenças). Desde então, a família garante que os médicos já testaram mais de 20 medicamentos psiquiátricos, mas nenhum surte efeito. A menina se debate o tempo todo.

“Ela não convive com mais ninguém, apenas comigo. Todos têm medo dela, porque, além de se debater, ela morde e bate nos outros. Ela não brinca, não tem convívio social, não vive. Não sei mais o que fazer”, relatou a mãe de Ana Clara, Camila Barbosa Silva, 22 anos. Desde 29 de agosto, a menina está internada no Hospital Nardini, em Mauá, e em uma tentativa de evitar que se machuque, Ana Clara fica em contenção, com os pés, mãos e tórax amarrados. “Há uns dias ela se desamarrou e entortou o ferro da cama na cabeça. De tanto que ela bateu”, revelou a mãe.

Quando está em casa, Camila explicou que deixa a menina em um cômodo vazio do imóvel. “Ela se debate tanto que há um galo roxo na testa. Ele é permanente. Não posso nem vou deixá-la amarrada em casa”, esclareceu. Mesmo tomando sete medicamentos por dia, a mãe de Ana Clara diz não ver avanços no comportamento da filha.

ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR

Moradora do Jardim Rosinha, em Mauá, Camila garante que a filha já passou por todos os tipos de atendimentos médicos da Região aos quais foi encaminhada, como o Caps Infantil (Centro de Atenção Psicossocial), CER 4º (Centro Especializado de Reabilitação) e Apraespi (Associação de Prevenção, Atendimento Especializado e Inclusão da Pessoa com Deficiência de Ribeirão Pires). “Nenhum deles conseguiu trabalhar com ela”, afirmou Camila.

Em nota, a Prefeitura de Mauá esclareceu que o caso de Ana Clara, considerado excepcional devido aos sintomas apresentados, é acompanhado por diversos serviços e equipes multidisciplinares da rede municipal de saúde. Atualmente, a equipe analisa a resposta terapêutica de um novo tratamento medicamentoso, de alto custo.

A Prefeitura ainda ressaltou que a rede tem se empenhado na busca pela melhor assistência à criança, inclusive utilizou referências externas ao município (para auxílio de diagnóstico), como no Caism (Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental), na Vila Mariana, em São Paulo.

Procurada para comentar o assunto, a Apraespi não respondeu até a postagem desta reportagem.

LIMINAR

Diante da situação, a única esperança de Camila é que Ana Clara seja encaminhada para uma unidade adequada, com psiquiatra e neurologista infantil. Para tanto, entrou na Justiça para ver se consegue assegurar esse direito à menina.

A expectativa é que, a partir de uma internação e um acompanhamento médico mais intenso, Ana Clara consiga evoluir. “Meu medo é que continue assim. Ela está crescendo. Já quase não consigo segurá-la, pois é muito forte. E quando for adulta? Como vou protegê-la? Ela não tem noção nenhuma de perigo”, afirmou.

Por Claudia Mayara - ABCD Maior
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