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DATA DA PUBLICAÇÃO 06/06/2012 | Economia
Falta de qualificação e salário baixo mantêm estoque de vagas
Falta de qualificação e salário baixo mantêm estoque de vagas  Centros de Trabalho: menos currículos cadastrados. Foto: Norberto Silva
Centros de Trabalho: menos currículos cadastrados. Foto: Norberto Silva
Centros públicos de emprego do ABCD têm dificuldade em empregar trabalhadores em diversas funções

Os centros públicos de emprego na Região enfrentam dificuldade para preencher algumas vagas, que ficam disponíveis por até três meses. De um lado, as exigências das empresas em experiência e qualificação profissional impedem que postos de trabalho simples sejam preenchidos; do outro, a baixa remuneração e benefícios não atraem o candidato. Há ainda setores aquecidos que permitem aos profissionais escolher em qual empresa atuar, como é o caso da construção civil, que tem muitas ofertas no mercado.

Desde o início do ano, as vagas para atendente de telemarketing lideram as ofertas nos centros públicos. Essa é uma das vagas abertas por até três meses. Os motivos apontados são a baixa remuneração e alta rotatividade no setor.

Outros ofícios que também não atraem o candidato por este motivo são auxiliar de limpeza, atendente de lanchonete, balconista e vendedores.

As áreas de alimentação, beleza e construção civil também enfrentam dificuldades na contratação. Mas, nestes casos porque os setores estão aquecidos e há grande concorrência na captação de vagas. “Esses setores têm muita oportunidade, o candidato pode escolher a empresa que oferecer mais benefícios e maior remuneração”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Jefferson da Conceição.

Perfil
A exigência em cursos de qualificação, experiências comprovadas na carteira de trabalho e grau de escolaridade, muitas vezes, também são barreiras que tornam a vaga incompatível ao perfil dos candidatos. As ofertas para porteiro, motorista, costureira e jardineiro são dessas que enfrentam problema. “Às vezes, o empregador coloca um grau de exigência alto para uma vaga que não será tão bem remunerada”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Pires, Marcelo Menato.

Para reverter esses problemas, as secretarias de desenvolvimento econômico dos municípios oferecem uma série de cursos de qualificação profissional gratuitos, na busca em conciliar as vagas ofertadas ao perfil exigido, e assim inserir mais pessoas ao mercado de trabalho da Região.

Empresas diminuem total de cadastros

Desde o início do ano, os centros públicos da Região têm diminuído o número de cadastramento de currículos e de oferta de vagas pelas empresas.

O coordenador da equipe de análise da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) da Fundação Seade, Alexandre Loloian, afirmou que a diminuição é resultado do pequeno desaquecimento da economia nos primeiros quatro meses do ano.

Em São Bernardo, por exemplo, tiveram 3.336 currículos a menos cadastrados na Central de Trabalho e Renda de janeiro a abril em relação ao mesmo período de 2011. Já em Mauá foram mais de seis mil que deixaram de ser cadastrados. Em São Bernardo, a Central deixou de oferecer duas mil vagas e as inserções também caíram pela metade.

“Estes dados evidenciam uma série de possibilidades, uma dela é que as pessoas estão se mostrando menos ao mercado, quem não precisa trabalhar está em casa esperando as oportunidades melhorarem. Os empresários também estão mais cautelosos nesse período de certa instabilidade e por isso contratam menos. Mas, tudo isso, deve ser um fator pontual e após uma série de medidas já adotadas pelo governo federal, deve haver uma retomada da economia”, explicou Loloian.

Por Michelly Cyrillo - ABCD Maior
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