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DATA DA PUBLICAÇÃO 25/07/2017 | Setecidades
Falta d’água tem 18 mil queixas
Falta d’água tem 18 mil queixas Foto: Celso Luiz/DGABC
Foto: Celso Luiz/DGABC
A crise hídrica que assolou o Estado entre 2014 e 2015 ficou no passado, mas a falta d’água nas torneiras continua a ser situação comum no Grande ABC. No primeiro semestre deste ano, as companhias de abastecimento responsáveis pelo serviço na região receberam 18.920 reclamações envolvendo o problema, o que equivale a média de 104 queixas por dia. Ainda assim, o número é quase metade ao registrado no mesmo período de 2016: 37.677

Das sete cidades, somente em São Caetano “não houve nenhum corte de água por período prolongado este ano”, segundo o DAE (Departamento de Água e Esgoto), que cuida da área no município. “Ocorreram apenas breves e pontuais cortes no abastecimento de água, em razão de manutenção da rede, o que sempre é comunicado aos moradores com antecedência, para evitar possíveis reclamações dos usuários”, ressaltou a autarquia, em nota.

Apesar do alto número de reclamações computados no Grande ABC, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) – esta última responsável por gerir o abastecimento de São Bernardo, de Diadema, de Ribeirão Pires e de Rio Grande da Serra, registraram queda nas queixas, na comparação com os meses de janeiro a junho do ano passado, de 54% e 22%, respectivamente (mais informações na arte ao lado).

A Sabesp pontua que o índice de resolubilidade no atendimento é de 99%. Quando o problema não é resolvido, muitos munícipes levam a questão à Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo). No primeiro semestre deste ano, 12 queixas vindas das cidades sob responsabilidade da empresa chegaram ao órgão, duas a menos do que no mesmo período de 2016. As autarquias de Santo André, de São Caetano e de Mauá não são conveniadas à Arsesp.

Na contramão do restante dos municípios, em território mauaense, a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) computou elevação: contabilizou 600 queixas de falta d’gua ou baixa pressão, contra 536 no mesmo período de 2016. “As manutenções realizadas nas redes de abastecimento, programadas e/ou corretivas, podem ter causado essa demanda. Mas o principal motivo de diminuição e interrupção de abastecimento é a variação do fornecimento de água da Sabesp com diminuição de vazão, o que afeta os níveis dos reservatórios e, consequentemente, o consumidor final”, justifica a autarquia.

Moradora da Vila Vitória, a dona de casa Rosilene Dutra Martins, 38 anos, relata que o problema ocorre praticamente todo dia. “A água volta apenas na madrugada e causa muito transtorno. Não limpo a casa, não lavo roupa, fico louca da vida. Acho uma falta de respeito”, desabafa.

SANTO ANDRÉ

Na cidade, embora o número de queixas tenha reduzido pela metade – passando de 33.016 para 15.122 –, moradores de alguns bairros relatam que o problema ocorre com frequência. Por volta das 12h30 de ontem, o funcionário público Ednei Rossi, 45, que mora na Rua Raul Pompéia, no Jardim Ana Maria, estava com as torneiras secas, situação que permaneceu até às 15h. “Sábado à tarde estávamos sem água e hoje (ontem), somente até as 10h. Na semana passada, a noite, faltou com frequência”, conta.

O governo respondeu que vem trabalhando para resolver as reclamações.

Serviço andreense informa intervenções na rede

Desde o fim de maio, o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) passou a divulgar em seus canais virtuais (no site www.semasa.sp.gov.br e na página do Facebook) boletim diário com as intervenções realizadas pela autarquia que ocasionaram a necessidade de fechamento do abastecimento de água. O serviço também está disponível em aplicativo para smartphones e tablets lançado em junho e que pode ser baixado gratuitamente.

Segundo a autarquia, a nova vazão acordada com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) no início do ano – entre 2.250 e 2.300 litros por segundo – tem sido satisfatória para atendimento da cidade, inclusive em sua regularidade ao longo do dia.

No entanto, o Semasa salienta que “em razão do aumento da vazão, diversas redes de água, antigas, não suportaram a pressão da água e acabaram apresentando vazamento em diversos pontos ao longo de todo o município”. “Em função disso, o Semasa precisa executar manutenções para corrigir estes pontos de vazamento. Essas manutenções ocasionam fechamento da água em determinados locais, o que pode ocasionar intermitência no abastecimento de água”, declara, em nota. A idade da rede varia de área para área, mas a questão é de décadas.

Professor de Engenharia Hídrica da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Giansante pontua que ao se fazer um planejamento em saneamento é preciso prever a troca anual de 1% a 2% das redes de água. “Precisa ter um plano permanente de substituição, principalmente de trechos mais antigos. Mas há pouco coisa em relação a isso, vemos reparos mais emergenciais. Em geral, a gente sai correndo atrás do prejuízo, precisamos desenvolver mais a questão de gestão”, frisa o especialista. “Não basta somente manutenção, precisa trocar”, completa.

São Bernardo gasta R$ 877,9 mil para revisar plano de saneamento

A revisão do plano de saneamento básico municipal de São Bernardo, prevista na lei federal 11.445/2007, custará aos cofres públicos R$ 877,9 mil. A Prefeitura homologou, na semana passada, a contratação da Fundação Carlos Alberto Vanzolini para a elaboração do documento, que terá o objetivo de consolidar políticas sociais para garantir o acesso universal de água e esgoto aos munícipes.

Conforme a administração do prefeito Orlando Morando (PSDB), o plano estabelece as condições para prestação dos serviços de saneamento básico, definindo objetivos e metas para universalização e programas, projetos e ações necessários para alcançá-lo, bem como orientar a atuação da AR-SBC (Agência Reguladora de Saneamento Básico de São Bernardo) nas suas atividades de regulação e fiscalização dos serviços de água e esgoto.

Parte da verba utilizada – R$ 787,5 mil – é proveniente do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), sendo R$ 90,4 mil contrapartida municipal.

Responsável pela gestão do saneamento básico no município, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) destacou que investe “constantemente na ampliação dos serviços de saneamento na cidade desde 2004, quando passou a operar no município”. Atualmente, o índice de coleta de esgoto no município é de 88% e o de tratamento, de 32%. São mais de 250 mil ligações regulares e cerca de 9.700 domicílios em áreas informais.

Entre os investimentos destacados pela empresa neste ano estão a entrega de novo sistema de esgotamento sanitário do Riacho Grande, ao custo de R$ 26,5 milhões. A obra beneficia 11,5 mil moradores.

Para os próximos anos, a Sabesp planeja implantar ligações domiciliares, redes coletoras, redes de bombeamento, estações de bombeamento e coletores-tronco de esgotos em regiões como Alvarenga, entorno do Ribeirão dos Couros e o próprio Riacho Grande.

Por Vanessa de Oliveira - Diário do Grande ABC
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