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DATA DA PUBLICAÇÃO 18/05/2017 | Informática
Facebook começa a esconder links que possam ser ''caça-clique''
 Facebook começa a esconder links que possam ser ''caça-clique'' Homem passa por mural no escritório do Facebook em Menlo Park, na Califórnia (Foto: AP Photo/Jeff Chiu)
Homem passa por mural no escritório do Facebook em Menlo Park, na Califórnia (Foto: AP Photo/Jeff Chiu)
Ideia é enfraquecer postagens que omitem e/ou exageram detalhes de uma história, diz Greg Marra, do Facebook, em entrevista exclusiva ao G1. Brasil está entre novos países que testam recurso.

O Facebook vai começar a esconder links do seu feed de notícias que possam ser "pegadinhas", também chamadas de "caça-clique". O recurso foi criado no ano passado, mas só em inglês, e começa a ser testado nesta quarta-feira (17) em novos idiomas, entre eles o português do Brasil.

A ideia é enfraquecer postagens que omitem e/ou exageram detalhes de uma história, diz Greg Marra, gerente de produto no Facebook, em entrevista exclusiva ao G1. Exemplos:

"Corinthians fecha contrato com atleta que atua na Europa"

Você não sabe quem é o jogador, qual é o clube europeu... Ou seja: o porquê da notícia ser relevante. E acaba clicando só para descobrir que se trata de um reserva desconhecido na Ucrânia.

"Ator de Hollywood filma animal selvagem e você não imagina o que aconteceu!"

A girafa boceja. Num vídeo do Instagram de 3 segundos. Postado na conta do ator coadjuvante daquela comédia B dos anos 1990.

Caça às bruxas (falsas)

Essa é a mais recente de uma série de iniciativas do Facebook para barrar conteúdos enganosos e/ou ofensivos na plataforma. Neste ano, a empresa já anunciou uma força-tarefa para excluir vídeos de violência mais rapidamente e um guia para os usuários identificarem notícias falsas.

A estratégia do Facebook e de outras empresas de tecnologia, como o Google, é bombardear a rentabilidade do negócio da criação de conteúdo falacioso. Apesar de concordarem que o problema não surgiu agora, as duas companhias só começaram a se movimentar com mais força em 2016: o Facebook, após ser acusado de permitir que sites de "fake news" manipulassem a opinião pública durante a eleição presidencial dos Estados Unidos.

Como se fosse spam

O novo recurso anti-pegadinhas opera da mesma forma que um filtro de spam do seu serviço de e-mail, segundo Greg Marra. "Nós temos uma equipe no Facebook que categorizou centenas de milhares de manchetes como sendo 'caça-clique' ou não seguindo esses critérios. Se elas exageram ou omitem detalhes de uma história", afirma.

A partir daí, uma inteligência artificial (ou algoritmo) é "treinada" para repetir o comportamento e dar menos destaque às postagens que tem cara de enganação. Da seguinte forma:

Links categorizados como 'caça-clique' irão aparecer mais abaixo no feed de notícias;
Não há indicações ou observações visuais de que um link foi considerado 'caça-clique' pelo Facebook;
Páginas verificadas e usuários regulares são submetidos aos mesmos critérios de avaliação;
Não é possível configurar o uso ou não da classificação de 'caça-clique'. Ela é implementada para todos;
A filtragem de links é operada exclusivamente pelo algoritmo. Funcionários do Facebook não irão trabalhar como editores ou curadores, mas apenas como revisores de manchetes e das palavras-chave taxadas como enganosas.


Para a comunidade

De acordo com o executivo, a novidade é um pedido dos usuários. "Nós vemos o 'caça-clique' como uma tática para dar a impressão de que a história é maior do que realmente é. Isso confunde as pessoas, e elas nos dizem que estão frustradas e desapontadas com esse tipo de publicação", afirma Marra.

Mas esconder links não pode reacender a discussão entre os próprios usuários sobre o Facebook favorecer um ou outro tipo de conteúdo?

"O que estamos tentando construir é um lugar para que as pessoas possam ver assuntos de todas as perspectivas e achar as informações que são mais interessantes e relevantes para elas", diz Marra sobre possíveis críticas. "Queremos ajudar as pessoas a aprender sobre todos os assuntos do mundo e construir um senso comum".

Por Bruno Araujo, G1
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